Este projeto começou com uma proposta de se constituir uma memória do curso de Comunicação social da UFMG. A idéia era combinar nossos esforços de técnicos e docentes trabalhando em um ambiente de ensino, as necessidades dos alunos em aprimorar a prática do instrumental jornalístico com a urgência de se salvar da indigência completa a memória do curso e do departamento de Comunicação Social.
Ao manusear o material coletado reafirmamos nossa crença de que a memória é fundamental para toda instituição, qualquer que seja a sua natureza. No caso da área Comunicação, tensionada o tempo todo pela velocidade dos seus processos, pelas mudanças vertiginosas, a memória mostra-se como um caminho para articular as questões da área. Não se trata de saudosismo, apego ao que já se foi, mas de saber que muito do que se viveu e experimentou no passado pode iluminar as questões do presente.
A grande novidade para nós tem sido explorar as possibilidades que as novas tecnologias de comunicação abriram para a realização deste trabalho. Estes aparatos que têm a fluidez e a efemeridade como características, têm se revelado poderosos instrumentos a serviço da memória. O que temos observado é que eles podem funcionar como bons acionadores de processos mnemônicos. Ao possibilitarem a reunião e a publicação de fragmentos escritos ou falados da trajetória do Curso eles funcionam como a própria memória humana: eles permitem que se crie uma rede que pode ser acionada por muitos sujeitos, despertando e somando outros fragmentos.
Assim, temos a esperança de que este material seja o embrião, o primeiro nó de uma futura rede, que tem o objetivo de instigar a colaboração de todos que, de alguma maneira, participaram desta trajetória.
Cláudia Fonseca, Enderson Cunha, Lúcio Melo, Bruno Leal e Delfim Afonso Jr