Grupo Afetos recebe prêmio

O Afetos – Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades, criado em 2017 e coordenado pelas professoras Sônia Pessoa e Camila Mantovani, foi um dos destaques 27ª Semana do Conhecimento da UFMG, recebendo seu primeiro prêmio. Os alunos bolsistas do Grupo, Jude Civil, intercambista do Haiti, e Juliana Aquino, aluna com deficiência intelectual e mobilidade reduzida, apresentaram a pesquisa “Eu existo e me movo: experiências e mobilidade de pessoas com deficiência”, com o qual foram premiados pelo III Seminário do Programa de Apoio à Inclusão e Promoção à Acessibilidade (PIPA).

A 27ª Semana do Conhecimento da UFMG teve início em 17 de outubro e encerrou-se no dia 19, com a cerimônia realizada no auditório da Reitoria para premiar as melhores pesquisas apresentadas. A comunidade universitária, familiares, parceiros dos projetos, entre outros presentes puderam conhecer os 69 trabalhos premiados, de variadas áreas do conhecimento. A lista completa dos contemplados pode ser conferida neste link.

Juliana e Jude ficaram extremamente felizes e agradecidos pela experiência. Juliana comenta como lhe faz bem poder participar de tudo que envolve a pesquisa. “É um enorme prazer fazer parte da equipe que está desenvolvendo o projeto ‘Eu existo e me movo’, com o objetivo de trabalhar as práticas de boa convivência e conscientização da comunidade acadêmica e externa, a partir dos olhares e vivências de pessoas com deficiência. Eu me orgulho disso e agradeço a toda a equipe do grupo, que está me proporcionando tamanha experiência, respeitando meus limites e me fazendo sentir uma pessoa útil e capaz de vencer minhas limitações.”

Jude ressalta como a conquista tem grande importância para a o seu caminho profissional e também para a sociedade. “Foi um dia muito especial, que não vou esquecer. Eu não imaginava receber o prêmio, pois havia muitos outros trabalhos legais sendo apresentados durante a Semana. Agora isso se torna uma luz que me guia a continuar estudando sobre a questão da acessibilidade e a trazer novos trabalhos que possam contribuir para uma sociedade mais acessível a todos.” Assim como Jude, Juliana ressalta a relevância coletiva do prêmio. “Esta premiação veio para mostrar nossa capacidade de seguir em frente e conseguir atingir nossos objetivos, sejam eles quais forem, e que mesmo com as dificuldades que enfrentamos, juntos vencemos barreiras e produzimos frutos”, ela finaliza.

Sônia Pessoa, uma das professoras que orientam o trabalho em conjunto com Camila Mantovani e Ângela Marques, chama a atenção para a inclusão. “Para nós, a premiação diz do reconhecimento da universidade para a importância da participação das pessoas com deficiência em todas as etapas do projeto. Inclusão e acessibilidade só se viabilizam com essa presença efetiva e atitudes mais hospitaleiras”, afirma Sônia.

De acordo com dados da assessoria da UFMG, durante a Semana, a iniciação científica participou com o maior volume de trabalhos: 2.014 inscritos; outros 89 foram apresentados no Seminário de Iniciação Científica Júnior, por estudantes do ensino médio, que foram orientados por professores da UFMG; a Extensão reuniu 547 pôsteres e outros 197 representaram a produção da graduação. Também foram apresentados 23 trabalhos de inclusão e promoção da acessibilidade e 23 experiências compartilhadas por servidores técnico-administrativos. Uma das novidades dessa edição, o Visualiza UFMG, que divulgou a produção científica por meio da linguagem audiovisual, teve a apresentação de 29 vídeos produzidos nas áreas de graduação e pesquisa.

Produzido por Grupo Afetos