O Grupo de Estudos de Filosofia no Brasil (sigla: FIBRA) se compõe de docentes e alunos da UFMG e da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) e reflete um conjunto de preocupações com o pensamento filosófico brasileiro, as quais sempre estiveram presentes, de um modo ou de outro, na história das duas instituições. O Grupo surgiu como uma reação a uma modificação feita na grade curricular do Curso de Graduação em Filosofia da FAFICH da UFMG. Desde a fundação do Curso, por volta de 1940, a grade curricular incluía a disciplina Filosofia no Brasil. Esta situação perdurou até o ano 2000, quando a mesma foi eliminada da grade curricular (mais). Para compensar essa lacuna, o Prof. Margutti criou o Grupo de Estudos de Filosofia no Brasil, envolvendo todos os interessados no assunto. O Grupo passou a reunir-se regularmente desde o primeiro semestre de 2001 e evoluiu bastante desde então. Em 2006, o Prof. Margutti se aposentou na UFMG e passou a dar aulas na FAJE. Com isso, as duas instituições passaram a colaborar nas atividades do Grupo, que conta, atualmente, entre seus membros, com os seguintes docentes:
1) Regina Mota do Depto de Comunicação da FAFICH da UFMG;
2) Eduardo Soares Neves da Silva, do Depto de Filosofia da FAFICH da UFMG;
3) Haroldo Santiago, do Depto de Filosofia da FAJE;
4) Paulo Margutti, do Depto de Filosofia da Faje.
5) Rodrigo Marcos de Jesus, NEPPCOM, FAE-UFMG.
6) Marília Murta, FIBRA.
7) Robson Jorge de Araújo, FIBRA.
8) Washington Luiz, FIBRA.
O grupo tem pautado suas atividades com debates de pesquisadores de outras instituições além dos alunos e professores da UFMG e FAJE. Dentre esses pesquisadores, destacam-se Freddy Varona Domínguez (Un. Holguín - Cuba), Julio Cabrera (UnB), José Gonçalo Armijos Palácios (UFG), José Maurício de Carvalho (FUNREI), Ricardo Vélez-Rodriguez (UFRJ) e Luiz Rohden (UNISINOS). Um dos resultados mais significativos das atividades do Grupo foi a aumento das preocupações com o pensamento filosófico brasileiro nos Departamentos de Filosofia da UFMG e da FAJE, acompanhado de um reflorescimento da sua produção na área.
Reuniões de discussão na FAFICH da UFMG serão realizadas quinzenalmente, a partir de março.
2010
2º Encontro de Filosofia no Brasil
09 e 10 de junho de 2010 - Campus da UFMG-FAFICH
2009
2008
Para fazer contato conosco, envie sua mensagem para a Secretaria de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG, no endereço posfil@fafich.ufmg.br
Em 2000, uma Comissão de Avaliadores
Externos examinou a estrutura e o funcionamento do Curso de Graduação
em Filosofia da UFMG. A grade curricular do Curso incluía, entre outras,
uma única disciplina voltada para a Lógica Formal. Ora, a Comissão de
Avaliação, em seu relatório final, chegou à conclusão de que apenas uma
disciplina nessa área seria insuficiente para a formação dos alunos. Em
virtude disso, a Comissão sugeriu que uma segunda disciplina voltada para
a lógica fosse incluída na grade curricular. Como a grade já estava completa,
seria necessário eliminar alguma disciplina menos importante para dar
lugar à nova. Alegando que o estudo da Filosofia no Brasil era pouco importante
para a formação do aluno de graduação em filosofia, a Comissão recomendou
que ela fosse eliminada do currículo, de modo a abrir espaço para mais
uma lógica. O Departamento acatou a sugestão e, desde aquele ano, o Curso
de Graduação em Filosofia inclui em sua grade curricular as disciplinas
Lógica I e Lógica II, mas nenhuma sobre pensamento filosófico brasileiro.
Essa modificação deixou insatisfeito o Prof. Paulo Margutti. Embora pertencendo
na época à área de Lógica e Filosofia da Linguagem, que em princípio seria
beneficiada pela alteração sugerida, ele achou que a proposta da Comissão
de Avaliação criava, de maneira equivocada e artificial, uma séria lacuna
na formação do estudante de filosofia. Afinal de contas, por menos importante
ou por mais implícita que tenha sido a atividade filosófica em nosso país,
o conhecimento da sua evolução e articulação desde o período colonial
até hoje é imprescindível para que tenhamos uma imagem mais clara a respeito
de nós mesmos e saibamos o que precisa ser feito, seja para remediar essa
situação, seja para avançar. Manter os nossos estudantes de filosofia
concentrados apenas no conhecimento dos clássicos do pensamento filosófico
pode fornecer-lhes uma sólida formação, mas certamente não os tornará
mais preparados para enfrentar os desafios da cultura brasileira. A ênfase
exclusiva nos autores clássicos pode inclusive alimentar e fortalecer
uma educação filosófica voltada para o comentário exegético de caráter
escolástico, deixando de estimular a criatividade em direção a elaborações
pessoais. Oswaldo Porchat, em seu famoso discurso de 1998 aos estudantes
de filosofia da USP sobre a pesquisa em filosofia em nosso país, percebeu
e descreveu com muita clareza este problema, embora posteriormente sua
fala tenha sido interpretada como constituindo apenas mais uma de suas
excentricidades. A questão levantada por Porchat ainda permanece bastante
atual e até hoje não parece ter sido adequadamente resolvida.
| Data |
Conferência
(10 às 12 h) |
Mesa Temática
(14 às 16 h) |
| 08/09 |
Paulo Margutti
(FAJE): "Machado
e Rorty: duas ironismo" |
Assunto: ISEB Caio Navarro
de Toledo (UNICAMP) Haroldo Santiago (FAJE)
|
| 09/09 |
Luiz Alberto
Peluso (PUCCAMP) "Os intelectuais
e o |
Assunto: Identidades
do Brasil Juarez Soares
(UFMG) |
| 10/09 |
Gonçalo Armijos
Palácios (UFG): "Condições
do Filosofar" |
Assunto: Literatura,
Cinema e Filosofia Regina Mota
(UFMG) Luiz Rodhen
(UNISINOS) |
Graduação:
Grupo de Estudos III-B: Leitura comentada de O Absoluto e a História, de Lima Vaz
Programa da Disciplina: BAIXAR
Venho convocá-los para mais uma reunião nesse semestre. Dessa vez o Joel
Braga apresentará alguns aspectos da filosofia de Miguel Reale, no dia
22/05, sexta, às 14 h, na sala 3110 da Ciência da Informação. O texto se
intitula "Normatividade e Historicidade do Direito" e se encontra
disponível no xerox da cantina da Fafich, na pasta de Filosofia no Brasil.
Conto com a presença de todos. Um abraço, Paulo Margutti.
Por sugestão da Profa. Regina Mota, o Grupo Fibra adotou como símbolo a imagem do Abaporu tendo o Pensador de Rodin como pano de fundo. Abaporu vem de aba e poru, palavras extraídas do tupi-guarani que significam, em conjunto, homem que come, em tupi-guarani. O quadro foi pintado em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral, que o deu de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. A pintora valorizou o trabalho braçal (corpo grande) e desvalorizou o trabalho mental (cabeça pequena) na obra, pois o primeiro tinha maior importância na época. A composição, formada por um homem, o sol e um cactus, inspirou Oswald de Andrade a escrever o Manifesto Antropófago e criar o Movimento Antropofágico, cujo objetivo fundamental era devorar a cultura européia e transformá-la em algo especificamente brasileiro. A mescla com a imagem fantasmagórica do Pensador já envolve um misterioso ato antropofágico cuja interpretação fica a critério de cada um.