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O Colóquio

Moção em defesa da tolerância, da laicidade e da democracia no Brasil

Colóquio Internacional Religiosidade, Tribunal do Santo Ofício e Minas Setecentistas, organizado pela UFMG, UFSJ, UERJ, UFJF e Universidade Nova de Lisboa / Centro de História do Além-mar. Em 03 de Junho de 2011.

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Objetivos

Pretende-se estimular a interlocução nacional e internacional entre docentes e discentes investigadores envolvidos no evento, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as universidades, estimulando o interesse sobre a temática.

Visa a abrir os horizontes da historiografia mineira, inserido-a no contexto nacional e internacional sobre a temática da Inquisição. Também pretende promover o intercâmbio do grupo com especialistas renomados da área, procurando dar maior visibilidade à produção intelectual de seus integrantes entre seus pares, estendida à comunidade acadêmica local.

Haverá ainda a produção de um livro, depois do evento, reunindo os trabalhos apresentados em Conferências e Mesas-Redondas, organizado pelas Profas. Dras. Junia Ferreira Furtado, Maria Leônia Chaves de Resende e Daniela Buono Calainho.

Será publicado, como anexo aos anais do colóquio, o inventário das denúncias registradas nos Cadernos do Promotor, da Inquisição de Lisboa, relativo a Minas Gerais, elaborado pela Profa Dra. Maria Leonia Chaves de Resende.

Apresentação

Este colóquio visa analisar a atuação dos diversos tribunais eclesiásticos e do Tribunal do Santo Oficio no mundo ibero-luso-brasileiro. Interessa investigar de que maneira as duas instâncias moldaram o universo ibero-religioso-católico nesse espaço geográfico. Recortando, sempre que possível, a sua atuação ao caso das Minas Gerais ao longo do século XVIII.

Por essa razão, o colóquio congregará diversos pesquisadores e especialistas que analisam a atuação da Inquisição e do episcopado, tanto no plano mais geral no mundo luso-brasileiro em geral, quanto nas Minas Gerais em particular, promovendo uma análise articulada entre ambas e oferecendo a oportunidade de um debate sobre os resultados das suas investigações: seja na esfera do funcionamento e dos mecanismos da jurisdição episcopal, como as visitas episcopais, a pastoral, ou o funcionamento dos auditórios eclesiásticos; seja na atuação do Tribunal do Santo Ofício, por meio dos agentes inquisitoriais, como visitadores, comissários e familiares; ou ainda nas modalidades e na repercussão das denúncias e dos delitos praticados no âmbito dos dois tribunais, em especial as encetadas ou sofridas pelos moradores das Minas.

Dessa forma, pretende-se articular os estudos mais gerais sobre o Santo Ofício e a jurisdição episcopal, com os papéis que desempenharam na vida mineira colonial, dando especial relevo à ação do Auditório Eclesiástico de Mariana.