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Comunicação Social

Aula 3

 
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Aula 3

Unidade 2:

2 – A constituição das causas sociais

Unidade 3:

1– Vinculação: a geração da co-responsabilidade

2– Classificação de públicos em processos de mobilização

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A COMUNICAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DAS CAUSAS SOCIAIS
Um exame da constituição de causas sociais e dos projetos mobilizadores que lutam por estas causas, permite-nos compor uma matriz de análise e leitura desse processo por meio dos diversos atos comunicativos que estão implicados e que geram e mantém a mobilização. Isso nos permite definir como uma função importante da comunicação para a mobilização social, que é a coletivização, ou seja, o processo dinâmico de construção de um problema público, passando da esfera individual à esfera coletiva. É importante observar que nenhuma causa se sustenta sem a composição de razões que a justifiquem, sem a exposição pública dessas razões e sem um apelo que possa de alguma forma convencer os outros de que a questão à qual se refere: (a) é concreta; (b) é de interesse público; (c) é passível de transformação e (d) aponta para valores mais amplos. Isso ressalta a necessidade de ações estratégicas de comunicação com os mais diversos públicos.

Para ler:

As relações públicas na constituição de causas sociais: a mobilização como ato comunicativo - Márcio Simeone Henriques, Clara Soares Braga, Rennan Lanna Martins Mafra

A FUNÇÃO DE VINCULAÇÃO
A principal função da comunicação nos processos de mobilização social é a geração e manutenção de vínculos entre as pessoas que se mobilizam, a causa que defendem e o projeto mobilizador que instituem. Com a modernidade, esse processo de vinculação torna-se bastante mais complexo do que nas sociedades pré-modernas, pois trata-se de constituir vínculos entre atores que não estão necessariamente ligados pelos antigos laços de lealdade e solidariedade que se estabeleciam por relações de proximidade e vizinhança. Na sociedade contemporânea, a vinculação torna-se elemento estratégico para movimentos e projetos mobilizadores de qualquer natureza, garantindo não apenas a adesão, mas um nível de participação capaz de sustentá-lo no tempo.
Dentro desta perspectiva, o vínculo ideal capaz de garantir a efetividade da mobilização é o da co-responsabilidade, por meio do qual as pessoas se sintam efetivamente implicadas no problema detectado como também nas formas propostas de solução coletiva. Para isso é necessário que o projeto mobilizador tenha uma idéia clara dos seus públicos, consiga fornecer informações acerca da causa e permita que este público seja capaz de aceitar a validade de sua proposta. Mas também é imprescindível que suas ações sejam estruturadas de forma coesa e contínua.

Para ler:

HENRIQUES, Márcio S. et. al. Comunicação e Estratégias de Mobilização Social. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Caps. 1 e 2
TORO A., Jose Bernardo & WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social: Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

 
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