A seguir, algumas dúvidas mais comuns
sobre as mudanças curriculares são respondidas pelo Coordenador do
Curso, Prof. Elton Antunes.
1) Cada habilitação terá disciplinas obrigatórias ofertadas separadamente?
Os alunos que optarem por de RP e Jornalismo entrarão juntos e, para todos, há um conjunto de disciplinas obrigatórias que farão indistintamente, pois a proposta do curso foi de que se aproximassem áreas de formação.  Apenas algumas atividades obrigatórias serão separadas, dependendo da escolha do aluno - se é RP ou Jornalismo - relativas, em geral, a práticas externas à universidade, como projetos e estágios. Por exemplo, quem faz RP, desenvolve um projeto diferente do projeto de jornalismo e o estágio que participa é diferente do estágio em jornalismo. Entretanto, do ponto de vista das disciplinas, a grande maioria delas são comuns à RP e ao Jornalismo.
2) De acordo com as novas diretrizes, os alunos poderão transitar entre as disciplinas das outras habilitações?
Os alunos, no novo currÃculo, não estarão impossibilitados de transitar entre as diversas disciplinas das habilitações. Essa possibilidade irá depender, fundamentalmente, da oferta de disciplinas que existir. Uma grande mudança quanto a isso, em relação ao currÃculo atual, é que várias disciplinas que são hoje ofertadas como optativas serão obrigatórias. Isso mudou principalmente porque o Departamento de Comunicação Social precisa organizar o fluxo dos alunos, uma vez já não tem mais condições de ofertar as disciplinas sem saber previamente o número de alunos que ela receberá. Então, tendo em vista essa situação, teve-se que restringir o número de atividades. Para escolher essas novas disciplinas obrigatórias, a comissão que propôs o novo currÃculo olhou exatamente as atividades e as escolhas que os alunos estão fazendo. E foram essas coisas que se tornaram obrigatórias, sobretudo em relação ao momento que o aluno vai cursá-las. Hoje, por exemplo, os alunos fazem Técnicas e Processos de RP no terceiro perÃodo, mas dependendo do aluno ele vai fazê-la no quarto ou no quinto perÃodo. O que agora está indicado com clareza no currÃculo é o momento para o aluno cursá-la. Enfim, o currÃculo, nesse sentido, é mais restritivo em relação ao momento de fazer tal atividade, mas ele incorpora aquilo que os alunos desenvolveram ao longo desses dez anos do atual currÃculo.
3) Como RP e Jornalismo serão parte de um mesmo curso, as disciplinas de publicidade serão, para essas duas habilitações, consideradas optativas?
Sim. Todas as disciplinas que são "da publicidade" aparecem na grade de RP e Jornalismo como optativas e o contrário também, tudo que é de jornalismo e RP aparece como disciplina optativa na grade da publicidade. A diferença é que à noite não há oferta da publicidade, ela só existe de manhã.
4) As disciplinas de Rádio e TV desaparecerão?
As matérias de TV são base de formação para todas as habilitações. O que deixa de existir é uma habilitação Radialismo ou Rádio e TV, mas nenhuma disciplina das ofertadas hoje que são tÃpicas de Radialismo vai desaparecer; todas elas estão no curso e todas elas são de todas as habilitações.
5) Uma das maiores reclamações dos alunos e ex-alunos de RP é a escassez de professores. Como o número de alunos da habilitação será maior a partir deste ano, novos professores para as disciplinas de RP serão contratados?
O Departamento de Comunicação está fazendo um concurso para várias áreas, e já começamos o semestre com um novo professor concursado para a área de planejamento e há uma previsão, por conta do Reuni, de um outro concursado para o segundo semestre de 2010.
6) Então, com a contratação de professores de áreas relacionadas à RP número de disciplinas ofertadas para a habilitação aumentará?
Eu não sei se aumenta o número de disciplinas de RP, mas as que são hoje ofertadas para área, permanecem. Provavelmente isso acarretará uma oferta maior e mais consistente para laboratórios e para optativas não previstas, ou seja, aquelas que não são ementadas e raramente aparecem para RP.
7) Mesmo depois da divisão das habilitações os alunos poderão pedir continuidade de estudos para uma segunda habilitação?
Sim, da mesma maneira como ocorre atualmente. O que muda agora é que já ficam praticamente predefinidas as atividades necessárias à continuidade de estudos. Na medida em que boa parte das disciplinas se tornam obrigatórias no percurso do aluno, na hora que ele terminar uma habilitação e pedir continuidade em outra ele já saberá o que tem que fazer. Assim, provavelmente o tempo de continuidade de estudos também deverá reduzir.
8) O que acontecerá com a formação complementar?
A Universidade
definiu como norma a não-obrigatoriedade da formação complementar. Ou seja, os
alunos hoje fazem, obrigatoriamente, 24 créditos em outros cursos. Agora esses
24 créditos não serão mais obrigatórios. Com isso, provavelmente boa parte dos
alunos não mais escolherá fazer formação complementar – apesar de não poder
afirmar isso categoricamente. Esses alunos farão mais 24 créditos dentro do
próprio curso, o que permite imaginar que antecipará uma eventual continuidade
de estudos.
9) Os alunos do curso diurno podem cursar disciplinas do curso noturno e vice-versa?
A universidade é clara em relação aos cursos: existe um curso diurno (matutino,) e existe um curso noturno. São cursos diferentes. Formalmente o aluno pode pedir transferência de turno e aà a regra é a mesma: ter vaga ou não. O que não significa que ele não pode fazer, de acordo com a disponibilidade dele - e principalmente de acordo com a disponibilidade de vagas - uma ou outra disciplina em outro turno. Por exemplo, alguém está matriculado à noite, mas aparece a oportunidade de fazer uma disciplina de manhã. Ele tem disponibilidade de horário e tem vaga nessa disciplina, aà ele poderá fazê-la.  Â
10) Os alunos do antigo currÃculo poderão fazer matérias na disciplinas noturnas ou mudar para o curso noturno?
Sim, mas isso será bem menor porque à noite a oferta necessariamente será limitada, uma vez que será só uma entrada.. Além disso, o curso será implantado gradualmente, então, no semestre que vem só existirá o primeiro perÃodo do noturno e no outro semestre só existirá o segundo perÃodo. Ainda vai demorar para aparecer a oportunidade de disciplinas que interessem aos alunos veteranos da manhã, devido a esse perÃodo de implantação do curso.
11) O curso noturno será mais extenso que o diurno?
Para a criação do curso noturno, o curso diurno foi reestruturado. Dois princÃpios foram seguidos: primeiro, que o curso da manhã não fosse diferente do curso da noite. Para que os dois cursos fossem iguais o curso da manhã teve que ser enxugado, porque senão o curso da noite não caberia no perÃodo noturno. Ou seja, a oferta desse curso novo diurno será somente no perÃodo da manhã e não haverá mais atividades à tarde. Entretanto, os alunos que ainda estão no atual curso permanecerão com atividades ofertadas à tarde.
12) O trabalho de conclusão de curso continuará com a opção de desenvolver um projeto experimental ou uma monografia?
A regra do projeto experimental foi mantida. O que se modificou foi o perÃodo de elaboração.O chamado Seminário de Projeto, em que a proposta é elaborada, foi transferido para o sexto perÃodo. Sendo assim, o aluno terá, em princÃpio, dois semestres - Projeto I e Projeto II, sétimo e oitavo perÃodo - para desenvolver seu projeto experimental. Permanece a idéia de que pode ser tanto uma atividade de produção, uma proposta técnica na área dele, quanto uma atividade de monografia. Mas ela será executada em três semestres.
13) No caso do orientador, ele necessariamente precisa ser um professor da área de RP?
O orientador precisa ser um professor do Curso, como é hoje. Não necessariamente da área de formação do aluno.
14) Como os alunos do antigo currÃculo serão inseridos nas mudanças do curso? Ou a estrutura do curso não sofrerá nenhuma alteração para esses alunos?
Eles não serão inseridos, para eles nada mudará. Essa é, infelizmente, algo que o curso vai perder: uma grande vantagem da flexibilidade da atual versão curricular é que qualquer outra proposta curricular não impacta a vida desses alunos. Até a entrada em vigor da atual versão, toda vez que ocorria mudança de currÃculo, tinha que ser feito um estudo de adaptação para quem ficava no curso. A atual versão é de tal maneira flexÃvel que qualquer oferta cabe nela. Então, o que será modificado por conta do Reuni é esse estabelecimento de um certo padrão de oferta e de percurso para os alunos, o que não afeta os que já estão no curso, porque eles continuam podendo fazer a disciplina que quiserem e a qualquer momento que eles escolherem.
15)Um dos principais pontos ressaltados como uma vantagem do curso de Comunicação da UFMG é a estrutura que constrói uma visão de conjunto sobre a Comunicação, sobretudo para as Relações Públicas. A separação das habilitações poderá representar uma perda da qualidade do curso?
Eu acho que na
medida em que o aluno podia escolher esse trânsito, era mais interessante para
ele, até para conhecer algumas coisas. Mas eu também tenho que ser coerente e
falar que, ao longo desses dez anos, nem todo mundo aproveitou dessa
condição.Boa parte dos alunos experimenta essa possibilidade e outros, na
verdade, começam a fazer uma disciplina, largam e ficam tentando e errando no
curso para ver o que querem realmente fazer. Então, a possibilidade de formação
alargada ou ampliada permanece no curso, ela só vai ter que seguir outros
caminhos. Ao invés do aluno entrar para o curso e não escolher o que fazer e
cursar todas as introduções em todas as habilitações, agora ele terá que fazer
escolhas um pouco mais consistentes, mais amadurecidas. Ele não poderá mais
ficar nessa tentativa e erro dentro da universidade. Por um lado isso força o
aluno a fazer mais escolhas, mas por outro também reconhece as limitações que o
Colegiado tem para poder ofertar esse conjunto de atividades. O aluno entrar
para o curso com uma habilitação pode ajudá-lo a se orientar melhor dentro do
curso, porque sem a escolha da habilitação boa parte dos alunos faz a escolha
por Comunicação imaginando ainda ter quatro opções possÃveis. Ele optava por
Comunicação com um grau de indefinição ainda muito grande, postergando a escolha.
Não significava que ele estava querendo transitar, significa que ele ainda
estava indeciso.Â
16) Além do que já foi levantado, quais são as vantagens da separação das habilitações desde o Vestibular?
Eu acho que pode clarear um pouco determinadas áreas de conhecimento, porque, na medida em que não há isso bem definido, muitas vezes, tem determinadas disciplinas que acabam, sem saber, replicando conteúdos. Há conteúdos parecidos que vejo em determinados lugares e num grau de superficialidade tal, que parece que tudo é introdutório, tudo é inicial. Quando eu estabeleço: isso é desse lugar e isso é desse lugar, clareio um pouco mais o movimento que se faz dessas disciplinas - isso é uma introdução para isso, isso é uma introdução para aquilo. Então, nesse sentido, eu acho que ela delineia, explicita de maneira mais clara alguns conteúdos que, à s vezes, aparecem embaralhados ou superpostos. Isso eu acho que é uma coisa positiva. Digamos que o currÃculo flexÃvel é muito bom, mas em tese nem sempre a beleza dele funciona. Na prática, precisaria de algumas condições que à s vezes a Universidade não oferece.