Simone Weil: Fernado Rey Puente
O Professor Fernando Eduardo de Barros Rey Puente possui graduação em Psicologia pela Universidade São Marcos (1987); graduação e mestrado em Filosofia (disciplina principal), Historia da Arte e Etnologia (disciplinas secundarias) realizados nas universidades de Münster e Berlim - título obtido junto a Freie Universität Berlin (1992); doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp - 1998), tendo recebido durante o doutoramento um ano de bolsa-sanduiche (CNPq) para realizar suas pesquisas junto a Università di Padova (1997), e pós-doutorado no CNRS (UPR 76) (bolsista da CAPES em 2005-2006). Atualmente é professor adjunto 4 da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas e autores: Filosofia Antiga (particularmente Aristóteles, Estoicismo e Plotino), Schelling, Kierkegaard, Simone Weil e, em geral, no problema da recepção e/ou apropriação da Filosofia Antiga em filosofos modernos e contemporâneos.
Simone Weil, autora francesa, de origem judia, que viveu entre 1909 e 1943. Uma questão central para o pensamento de Simone Weil é a praticidade do pensamento filosófico, a filosofia é algo em ato. Um modo de conceber (pensar) é um modo de ser e agir. Seu pensamento é influenciado por Platão, Kant, Marx, Alain e por uma necessidade de desdobrar-se em atenção ao outro. Sua vida e sua obra se confundem, não podem ser radicalmente separadas. A reflexão platônica orienta seu pensamento, de tal forma que Simone Weil chega a criticar Marx a partir do que o platonismo suscitava em suas idéias.
Sobre o contato de Simone Weil com o cristianismo. Sobre o “Platão místico” e a noção de mediação no pensamento de Simone Weil.
A mediação entre o Bem, pensado por Platão, e o mundo da política. Grande capacidade de discernimento político por parte dessa pensadora. Tal Bem não é possível de ser visto no nosso mundo, uma visão desse Bem se traduz num tipo de idolatria. A política deve se contentar com a ausência do Bem, não revestir qualquer partido ou líder com uma aparência de Bem. Crítica a Marx.. A critica a Marx segue sobre o ponto de sua filosofia da história, sobre o movimento histórico rumo a uma melhoria social e política. O futuro não significa uma ascensão ao Bem.
O professor apresenta poemas, Necessite (Necessidade) e La Porte (A Porta), escritos por Simone Weil.
Setembro 16th, 2008: 1:12 pm
Como está Fernando? Se lembra de nossas viagens de ônibus para o doutourado na UNICAMP? Estou com saudades suas e estou gostando muito de seus textos. Abraços. Mauro Gorenstein
Setembro 16th, 2008: 1:16 pm
Como está Fernando? Você se lembra de nossa viagens de ônibus para o doutourado na UNICAMP? Estou com saudades e gostando muito de seus textos. Abraços, Mauro Gorenstein