Filosofia Ambiental: James Griffith

Exibido em 11 de Dezembro de 2007 | Resumo por: Camilla Felicori - Categorias: Filosofia Ambiental, Filosofia e Sociedade

James GriffithO Professor James Jackson Griffith possui graduação em Filosofia - Vanderbilt University (1968), mestrado em Ciências Florestais - University of Washington (1976) e doutorado em Ciências Florestais - North Carolina State University (1984). Fez pós-doutoramento em Desenvolvimento Organizacional de Programas Ambientais - University of Washington (1991). Atualmente é Professor Titular do Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa. Tem experiência na áreas de Recuperação Ambiental, Gestão Ambiental e Filosofia Ambiental.

Filosofia ambiental - Parte I

- Breve Biografia do professor que mostra como ele se interessou em relacionar a filosofia com o meio ambiente.

- Relação ser humano - natureza: impactos: como lidar com a natureza: busca de uma contabilidade lógica entre subjetivismo e objetivismo.

- Conceito de impacto ambiental: apenas ação humana ou manifestações da natureza?

- Conflitos ambientais no Brasil. No Brasil a tradição é pensar na preservação da biodiversidade e controle da poluição industrial, mas há uma grande necessidade de pensar também a questão de saneamento básico que em certa medida tem sido ignorada.

Música: “O mundo”, Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede.

Filosofia ambiental - Parte II

- Meio Ambiente – Cidade.

- Cerne da degradação: Relação cidade-campo, mas essa relação também é a solução para esse problema.

- Maturana e Varela criaram o conceito biológico Autopoiese, tomado como uma metáfora para pensar essa questão.

- Conceito autopoiese: autocriação, como um sistema que se auto-regula internamente mas tem uma membrana semi-permeável que permite a relação com o mundo externo.

- Necessidade de criar novos conceitos para pensar essa área da Filosofia Ambiental.

- O conceito de autopoiese começou a ser aplicado em outras áreas que não a biologia, como, por exemplo, na sociologia e também na Filosofia Ambiental.

- Linguagem: símbolos

- Litosfera, atmosfera, hidrosfera, biosfera e a sociosfera que é um universo de símbolos que se interrelacionam: criamos um mundo de coisas através de um mundo de linguagem.

- Relação cidade – campo: Sistema: círculos de retroalimentação: se a autopoiese está funcionando corretamente a tendência é chegar a uma nova estabilidade dinâmica através de um mecanismo de retroalimentação compensatória.

- Conceito de estabilidade dinâmica: teoria da complexidade X estabilidade estática.

- Como a estabilidade dinâmica acontece no interior da cidade?

Três situações patológicas da relação campo – cidade:

1. Cidade encapsulada: ao invés de ter uma membrana semi-permeável a cidade tem como que uma casca dura. Assim a cidade se fortalece só recebendo insumos do campo e lhe enviando alguns produtos.

2. Cidade Vulnerável: não tem uma organização interna, logo a membrana é permeável demais.

3. Cidade oportunista: que se faz aparecer como um ambiente atrativo quando na verdade não o é (ocasionando migrações por exemplo).

- Uma cidade com um bom funcionamento da autopoiese consegue desenvolver conhecimento apropriado para cada situação, estabelecer confiança mútua e boa relação dialógica entre cidade e campo e acaba trabalhando com melhoria de estilo de interrelação.

- Conceito de campo.

Música: “Mother Nature’s Son”, The Beatles.

Filosofia ambiental - Parte III

- Áreas preservadas X Cidade

- Conceito de natureza como o mundo visual aliado à questão da percepção (como um filtro).

- Modelos prejudiciais de relação entre ser humano e natureza.

- Globalização: formação de lideranças que definem, em certa medida, as ações que vão compor essa semiosfera que se relacionam com a degradação do meio-ambiente.

- Presidente Bush: representa empresas vinculadas às indústrias petrolíferas: a gestão atual tem sido bastante cega no que diz respeito à questão ambiental.

- Conceito nação-estado vai continuar por muito tempo já que um governo mundial parece ser inviável por muito tempo. Por isso são necessárias negociações entre países (relações de poderes e interesses).

* Pensamento complexo:

1. Teoria da complexidade:

- Capra. Teia da vida: fala de novos fenômenos entre caos e ordem.

2. Pensamento sistêmico: trabalha basicamente com tipos de causalidade de reforço e de balanceamento. (Artigo da autopoiese urbana).

Convite:

UVF e Sociedade de investigações Florestais organizam o Simpósio internacional de filosofia ambiental em 2010 em Porto Seguro: FILOSAMBRASIL.

Músicas:

1. “Nuages”, Django Reinhardt.
2. “A Brazilian in New York”, Luiz Bonfá.

Textos de referência:

GRIFFITH, J. J. “Autopoiese Urbana e Recuperação Ambiental”

CAPRA, Fritjof. A teia da vida. Cultrix: 1997.



36 pessoas comentaram o programa de “Filosofia Ambiental: James Griffith”

  1. Bergson Cardoso Guimarães disse:

    Caro Professor:

    O pioneirismo do programa abre uma grande
    oportunidade aos estudos ecofilosóficos no Brasil, que, ao contrário dos países
    nórdicos, pouco tem produzido nessa área.
    Sou Promotor de Justiça e fiz mestrado em
    direito ambiental. Meu projeto de doutorado é estudar a emergência dos chamados
    saberes ambientais à luz do direito e da
    filosofia.
    No entanto, historiando as tantas correntes ecofilosóficas que se formam,
    minha tendência é fazer uma crítica das teorias em torno da autopoiese (tão presentes no direito).

    Bergson

  2. James Griffith disse:

    Prezado Bergson,
    Agradeço sua mensagem! Quanto à pouca produção, por enquanto, de filosofia ambiental no Brasil, fiz uma pesquisa, recentemente sobre isso e cheguei à seguinte conclusão: o Brasil possui uma tradição intelectual suficientemente rica para lidar com os atuais desafios de ambiência. Entre outras, existem as tradições filosóficas coloniais, as influências do Iluminismo europeu e do Século 20, e as tendências contemporâneas. Hoje, procura-se uma integração entre essa base de patrimônio filosófico nacional e novos conceitos internacionais sobre a relação entre o ser humano a natureza.
    Por isto nossa equipe aqui na UFV e membros externos estamos tentando organizar a FILOSAMBRASIL 2010, o Simpósio Internacional de Filosofia Ambiental, para criar mais diálogo e produção bibliográfica brasileira sobre o assunto. O ideal seria reunir os filósofos brasileiros num “workshop” interno bem antes do evento internacional para garantir que tenhamos uma boa participação nacional. Nas próximas semanas, podem-se encontrar maiores informações sobre o evento numa página especial da Sociedade de Investigações Florestais (SIF). Incluirá o resultado da referida pesquisa, intitulada “As Origens Intelectuais de Filosofia Ambiental no Brasil: uma Breve Revisão”. Haverá versões em Português e Inglês. Aguarde!
    Sobre sua aplicação da Teoria de Santiago (principalmente o conceito da autopoiese) ao campo de Direito, estou ciente, por meio da Internet, de que existe este movimento. Seria interessante você publicar sua avaliação para incentivar mais dialogo sobre essa sinergia entre a filosofia ambiental e questões jurídicas. Mãos a obra!
    Saudações cordiais,
    James Jackson Griffith

  3. Ademir Reis disse:

    Griffith
    Acho que estas suas idéias são um grande avanço. Também temos discutido muito a questão sistêmica(tudo após o seu curso dado em Curitiba no SINRAD)no processo de restauração.A idéia para um
    Simpósio Internacional de Filosofia Ambiental é fantástico, na qualidade de filósofo e biólogo e atuando na restauração ambiental, tenho grande interesse em participar.
    Ademir Reis

  4. Haroldo José Campos Lima disse:

    Prezado James Griffith:
    Fiquei extremamente feliz em saber do Simpósio Internacional de Filosofia Ambiental(2010). Sou Cirurgião B. Maxilo Facial, professor universitário, com formação em odontologia. Quero antes de tudo, cumprimentá-lo pelos trabalhos realizados em prol da questão ambiental e registrar que um simpósio tão amplo sobre a filosofia ambiental, é sem sombra de dúvida, uma forma de conscientização e progresso na luta por esta questão sine qua non para a vida que é a preservação do meio ambiente. O Impacto ambiental é a resposta que a natureza dá à ação irracional humana. E esta degradação do meio ambiente leva a uma cadeia de fenômenos diretamente influentes na vida. Um dos maiores agentes degradadores do meio ambiente é o lixo o qual polui a água, o ar e o solo, ou seja, o mesmo reflete em tudo que é vida. Isto interfere na recuperação de um doente, no lazer enfim, na sobrevivência. Infelizmente, a disputa das grandes multinacionais em acumularem sempre mais e mais capitais, sem a racionalização das matérias primas, leva a muitos obstáculos para a recuperação e preservação ambiental.Correlacionar tantos conceitos, causas e efeitos dentro de um Simpósio é muito plausível perante a necessidade de um esclarecimento, e até mesmo, a constituição de uma atitude que possa reverter tanta degradação ambiental. Aproveito para cumprimentar-lhe e espero receber sempre informações relacionadas as questões ambientais. Com o meu fraternal abraço!
    Haroldo José Campos Lima

  5. James Griffith disse:

    Prezado Professor Ademir,
    Espero que seu entusiasmo para filosofia ambiental contagie outros biólogos brasileiros! Como sabe por meio das nossas discussões no último SINRAD em Curitiba, sou admirador da Teoria de Santiago dos biólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela. Para quem trabalha com recuperação de áreas degradadas, eles têm uma conceituação interessante sobre o significado da degradação e da destruição nas páginas 110-116 do seu livro, A ÁRVORE DO CONHECIMENTO (São Paulo: Palas Athena, 2002). Gostaria saber quem está trabalhando com os conceitos de autopoiese de Maturana e Varela no Brasil.
    Abraços cordiais,
    James Griffith

  6. James Griffith disse:

    Prezado José Haroldo,
    Que bom que pessoas da área de saúde estejam interessadas em filosofia ambiental. Concordo com suas observações sobre o aumento atual dos impactos negativos. Na minha pesquisa recente sobre filosofia ambiental no Brasil, encontrei o livro de José Roque Junges (ÉTICA AMBIENTAL. São Leopoldo, RS: Unisinos, 2004). Ele tem pesquisado extensivamente como as transformações socioeconômicas afetam ambientes humanos e, conseqüentemente, a saúde coletiva. Pode ser interessante você entrar em contacto com ele.
    Saudações cordiais,
    James Griffith

  7. James Griffith disse:

    Prezadas pessoas interessadas em filosofia ambiental,

    O “website” do evento FILOSOAMBRASIL 2010 está funcionando no seguinte endereço http://www.sif.org.br/eventos/filosambrasil_2010/principal.html com versões em português e inglês.

    Os tópicos encontrados no “website” incluem os objetivos do evento, informações sobre a futura chamada de trabalhos, descrições das organizações responsáveis pela promoção do evento e um artigo intitulado “As Origens da Filosofia Ambiental no Brasil – Uma Breve Revisão”. Logo terá, também, um “blog” funcionando para discutir o evento e filosofia ambiental em geral.

    Saudações cordiais,
    James Griffith

  8. Marcos Delson da Silveira disse:

    Pouco se sabe realmente sobre os vigentes problemas ambientais.Incluindo a analfabeta classe estudante,que buscan fins diversos para irem para a escola.
    Deveeria ser implantado nas esscolas a necessidade de ensinar aos futuros donos do planetta a sua conservação.Qual é a sua opnião a respeito desse tema?

  9. James Griffith disse:

    Prezado Marcos Delson:
    Concordo com você que a conservação do Planeta precisa ser
    ensinada nas escolas. Querendo ampliar mais essa idéia, tomei a libertade
    de pedir uma especialista em educação ambiental, Gínia Bontempo,
    Coordenadora do Curso de Gestão Ambiental da UNIVIÇOSA, fazer comentários
    sobre sua mensagem.
    Você pode encontrar as observações dela na próxima mensagem deste
    “blog”.
    Atenciosamente,
    James Griffith

  10. Gínia Bontempo disse:

    Caro Marcos Delson,
    Sim, na verdade já existe uma lei, a Política Nacional de Educação Ambiental que regulamenta e prevê o ensino da educação ambiental em todos segmentos escolares (da Educação Infantil ao Ensino Superior) em todas as disciplinas. A estratégia é excelente e funcional. O tema deve ser tratado de forma transversal e não como uma disciplina como é a matemática, português, ciências… ou seja trabalha-se a questão ambiental por meio da leitura e interpretação de textos e gráficos (português e matemática), por meio de visitas locais como por exemplo, à nascente do rio que corta o município (geografia), também por meio de entrevistas a pessoas mais velhas do município que podem fazer uma comparação do passado com o presente (história e português) e outras atividades. Esta metodologia está muito relacionada à Pedagogia com Projetos, em que os alunos participam ativamente da construção do conhecimento, o que faz com que crianças e adolescentes sejam cidadãos desde cedo e futuros adultos , tomadores de decisões, mais conscientes e preparados. O grande gargalo nesta história é a pouca formação e disponibilidade dos professores. Muitos desconhecem a lei e não têm tempo para se atualizar diante da necessidade de agregar dois a três empregos na busca de um salário justo. Acredito que muita coisa já tem mudado. Percebo isso nos meus filhos de 12 e 14 anos, que têm a oportunidade de frequentar escolas que procuram trabalhar a temática. Mas o desafio é grande, pois há uma grande distância entre obter a informação e se propriar da informação. Ou seja, há uma distância entre o discurso e a prática. A pesquisa histórica “O que o brasileiro pensa sobre o meio ambiente” vem mostrando que o brasileiro está mais consciente dos problemas ambientais, mas ainda não apresenta mudanças de hábitos coerentes com o quê acredita. Por exemplo. A maioria dos brasileiros concorda que a coleta seletiva de lixo seja necessária e fundamental, mas… não separa o seu lixo.
    Gosto muito de um dos slogans do Green Peace que diz “É preferível o otimismo das ações do que o pessimismo das idéias”. É preciso ver o que há de bom acontecendo e batalhar para aumentar esse campo de ação. Na esperança, que nunca acaba, Gínia.

  11. Marcos Delson da Silveira disse:

    Então,o que fazer quando os professores não podem professar?Quando as pessoas que sabem a necessidade da coleta seletiva de lixo não querem o coletar?
    A educação não se faz informando as pessoas,mas dando-lhes sabedoria,para pensar e agir.Como agir em meio os transtornos atuais?Há uma frase que diz:”mude o mundo mudando primeiro vc.”Consientizar o homem que ele não é um ser solitário e avulso:”no mundo nasce,no mundo vive e com o mundo mantém um continuo contato.Uma vez que o mundo não é apenas o seu ambiente vital como é para um animal mas é suporte para sua personalidade integral.”O mundo retrata o homem que nele vive.Como anda esse homem?Basta olhar o mundo ao seu redor em continua desordem.Mudar o mundo,consiste em mudar o homem que nele vive.Logo ele que é a criatura racional.
    Vivemos no mundo,
    destruimos o mundo,
    o mundo nos destroi.

    Seres inanimados…
    eles animam o nosso ser.
    seres que não vivem,
    nos ensinam a viver.

    A racionalidade do homem
    tornou-o irracional,
    o espírito humano
    tornou-se material

    AS esquinas longinquas
    da felicidade e do amor
    Os filosofos estão mortos
    na lapide uma flor.

  12. James Griffith disse:

    Prezado Marcos Delson,
    Desculpe pela demora em responder, por causa das férias de Julho. Sua última mensagem me da a impressão que o aspecto irracional do ser humano lhe preocupa. Acho que a educação ambiental precisa de lidar com, como você mesmo diz, a personalidade integral incluindo o irracional. Sugiro investigar os pensamentos do William Barrett quem publicou, em 1958, o livro intitulado: Irrational Man (Garden City, NY: Doubleday Anchor). A sua tese principal é a seguinte: qualquer retrato do ser humano que não considere o elemento irracional – o absurdo – será incompleto. De acordo com Pascal, o coração possui suas razões que a própria razão não conhece, o impulso subterrâneo, as Fúrias dentro de todos nós, que precisam ser reconhecidos. O capítulo 7 do referido livro trata do Homem Integral versus o Homem Racional.
    Atenciosamente,
    James Griffith

  13. INALDO MARANHÃO disse:

    ESTOU PRECISANDO DE INFORMAÇÕES RELACIONADAS À FILOSOFIA E O TEMA DO LIXO. SE ALGUÉM TIVER SITES OU TEXTOS RELACIONADOS A ESTE TEMA, POR GENTILIZA, PELO QUE ENVIEM PARA inaldomoraes@ymail.com.

  14. INALDO MARANHÃO disse:

    CORRIGINDO O ENDEREÇO EELTRÔNICO ACIMA. inaldomaranhao@ymail.com

  15. James Griffith disse:

    Prezado Inaldo,
    Quanto ao seu pedido para informação sobre “filosofia do lixo”, estou convidando a Michele Morais Oliveira, M. S. em Economia Doméstica, para responder (a seguir). A dissertação dela, apresentada à Universidade Federal de Viçosa em 2007, é intitulada: “Vulnerabilidade e exclusão social: uma abordagem sobre representações sociais de catadores de materiais recicláveis em Ipatinga-MG.”

    Atenciosamente,
    James Griffith

  16. Michele Morais disse:

    Caro Inaldo Maranhão,
    Fico feliz por cada vez mais pessoas se interessarem pela questão do lixo urbano e espero que tenhamos mais conhecimento e também mudemos nossos maus hábitos. Pois, como já disse anteriormente Gínia Bontempo, “há uma distância entre o discurso e a prática”.
    Realmente o excesso de lixo e seu destino final são alguns dos maiores desafios a serem resolvidos pela nossa sociedade. A grande quantidade de resíduos de hoje é resultante de um modelo de desenvolvimento e de cultura, que gerou um estilo de vida, cujo padrão e conforto basearam-se no excesso de consumo e de desperdício. Nesse contexto, tem-se a importante afirmação de Gonçalves e Abegão (2006:2) de que “o lixo produzido nos dias de hoje traz em si sinais concretos da existência de uma cultura de descartabilidade. Ele é composto por representações, objetos e produtos dos mais variados, que se configuram como restos de uma ideologia que prima pelo consumo desenfreado e instantâneo, pela invenção daquilo que tem serventia para o dia de hoje, mas que provavelmente não terá utilidade alguma para um futuro bem próximo”.
    Muito se tem falado em reciclagem, mas devemos nos atentar para esta questão, pois o próprio professor James Griffith (2005) nos convida a repensá-la por um outro ângulo, onde pode estar sendo utilizada como uma tática de discurso ambiental empresarial de racionalização econômica. Sob essa ótica, campanhas de reciclagem seriam incentivadas pelo setor privado para que as pessoas se sintam menos pressionadas para redução no consumo. Segundo esse mesmo autor, deveria ocorrer, ao se pensar na reciclagem, uma mudança complementar nos padrões de consumo e comportamento. Porque, além de repensar os níveis necessários de consumo, é importante minimizar a exclusão social das pessoas sem acesso a bens necessários à sua sobrevivência.
    Devemos nos lembrar sempre de que a reciclagem não é uma solução automática para a questão do lixo e se ela se tornar o centro das atenções, a redução nos padrões de produção e consumo pode ser deixada de lado.
    Atenciosamente,
    Michele Morais

  17. Marcos Delson Da Silveira disse:

    Obrigado por disponibilizar um pouco do seu tempo para reponder e agradeço a indicação do livro. A questão do homem irracional que de certa forma eu propus foi somente para levantar uma curiosidade no Senhor em relação a educação como um meio p ara se alcansar um fim.Pois a liberdade é vista como um fim que alcansa essas desastrosas consequencias. Obrigado e que Deus o abençõe

  18. Amanda de Almeida Carvalho disse:

    Sou aluna de Arquitetura e Urbanismo da UFOP e estou em busca de um livro que fale sobre a filosofia do lixo, de uma forma que eu possa enquadrá-lo na arquitetura. Alguma sugestão?

  19. José Euclides da Rocha disse:

    Prezado Professor: Eu professsor Euclides, gostaria de receber mais informações sobre filosofia ambiental, na qual sou formado em filosofia e geografia. tendo em vista durante à pesquisa o encontrei o seu trabalho, o único trabalho em filosofia ambiental, gostaria de ter sua permissão para desenvolver um projeto mestrado com este tema.

  20. José euclides da Rocha disse:

    Olá Professor: estou desenvolvendo um projeto mestrado, sobre á filosofia ambiental. o fato de ir ao encontro deste tema! foi uma reflexão sobre á homofonia e polifonia, que é uma mistura de cores, na qual o azul e amarelo gera o verde; o verde gera a natureza, ou seja o espaço de convivencia humana. gostaria de obter mais informações sobre o assunto, como opinião etc.

  21. Marisa Roveda disse:

    Professor Griffith,
    Estou estou precisando maiores informações sobre a Filosofia e a questão ambiental e tenho encontrado dificuldades em encontrar obras a respeito. Sou aluna do mestrado multidisciplinar da Unievangélica de Anápolis em Goiás e pretendo pesquisar sobre a relação da filosofia (pensamento ) e a questão ambiental. A idéia é dar um embasamento teórico filosófico a questão ambiental nos diferentes períodos da história.
    O senhor poderia me auxiliar citando algumas obras sobre o assunto?
    Pensei em começar pelos pré-socráticos e seguir a história do pensamento.
    Agradeço se puder me responder por e-mail.
    Marisa Roveda

  22. rodolfo geiser disse:

    James,
    bom dia!
    Tudo de bom para você…
    Estava pensando em você hoje: voce teria escrito há uns 30 anos um texto sobre impacto visual na paisagem…Teria sido publicado no Brasil Florestal? Ou na revista do FBCN?
    Porfavor, entre em contacto conosco,
    abraços
    Rodolfo Geiser

  23. Joseph disse:

    Thank you for blogging, please write more!

  24. James Griffith disse:

    Prezados amigos,

    Peço-lhes desculpas pela falta de respostas quanto às perguntas acima de Amanda, José Euclides, Marisa e Rodolfo. Fiquei muito envolvido em atividades da UFV durante o semestre passado (segunda parte de 2009). Houve 120 estudantes matriculados na disciplina sob minha coordenação na UFV, ENF391 - Recuperação de Áreas Degradadas. Foi uma experiência didática excelente, pelo menos para mim!

    Entretanto, sofri, no final do ano, uma decepção na parte de extensão universitária: foi necessário cancelar o evento FILOSAMBRASIL 2010. Apesar de uma excelente proposta de projeto, cuidadosamente elaborada com a ajuda de uma especialista em solicitações dessa natureza, nenhuma das oito fundações internacionais contatadas quis ver a proposta. Logo, a crise econômica vetou, também, a possibilidade de apoio empresarial por meio da Sociedade de Investigações Florestais.

    Assim, como não tenho intenção de realizar o evento, fica liberada para outro grupo ou organizador a possibilidade de realizar uma reunião de filosofia ambiental no Brasil.

    Vou responder para Amanda, José Euclides, Marisa e Rodolfo, nas mensagens individuais abaixo.

    Abraços cordiais para todos,
    James Griffith

  25. James Griffith disse:

    Cara Amanda,

    Pesquisando na internet, encontrei vários portais interessantes, usando as palavras “garbage architecture”. Aqui são apenas dois:

    1. “Beautiful things made out of salvage and garbage” (Coisas bonitas feitas de sucata e lixo)

    http://www.boingboing.net/2008/04/15/garbage-architecture.html

    2. “Garbage art” (Arte feita usando lixo) http://www.streetnewsservice.org/index.php?page=archive_detail&articleID=4507

    Sobre os aspectos filosóficos, acho que as colocações anteriores da Michele Morais Oliveira sobre reciclagem são relevantes. Como a filosofia lida muito com estética e percepção humana, tal vez o caminho da “garbage art” renderia mais frutos para seu estudo que a questão da reciclagem. Acho que você teria explicar, primeiramente, a relação entre arte e arquitetura. A seguir, poderia expandir essa explicação para incluir os aspectos artísticos do lixo usado na arquitetura.

    Existe muita sobreposição e complementação entre filosofia e teologia. Caso desejar aprofundar aspectos teológicos sobre lixo e reciclagem, recomendo que contate o Professor João Tinoco, como ele é especialista em reciclagem de lixo e, também, é pastor. Pode comunicar com ele por meio deste endereço: .

    Desejo-lhe sucesso com seu projeto!
    James Griffith

  26. James Griffith disse:

    Prezado Professor José Euclides,

    Seu projeto parece bem interessante. Em qual instituição está pensamento em desenvolver seu mestrado?

    Recomendo olhar ao seguinte portal: . Para investigar como cores podem representar realidades (verde representar a natureza, por exemplo), sugiro abrir nesse “website” os seguintes subtópicos: “Colours and cultures” Depois, abrir o subtópico “symbolism”.

    Somente sei um pouco sobre a relação entre cores e outras realidades, por meio de conversações com meu filho, Allan, que faz curso de psicologia na UFMG. Ele está interessado em sinestesia: ao ouvir musical, vê cores.

    Aguardo noticias sobre o seu projeto.
    Atenciosamente,
    James Griffith

  27. James Griffith disse:

    Estimada Marisa Roveda,

    Sobre sua idéia de dar um embasamento teórico filosófico a questão ambiental nos diferentes períodos da história. Como a história humana é milenar e muito complexa, incluindo a história oriental, não acha necessário reduzir o escopo do seu estudo à determinada época? Por exemplo, a transição do pensamento sobre a relação “ser humano/natureza” durante a Revolução Científica é bem aprofundada por Carolyn Marchant no seu livro publicado em 1980, intitulado The Death of Nature (New York: Harper & Row). Sugiro escolher um período histórico e concentrar nisso.

    Ou você pode concentrar em algo generalizado, porém filosófico, que seja comum para todos os eventos históricos. Qual a dinâmica ambiental, por exemplo, de passar um limiar (“threshold”) no percorrer da história? Como funcionam tais limiares dentro da metáfora “o sapo fervido”, expressão muito usada em descrever a degradação ambiental. Os livros de Jared Diamond poderiam ajudar nisso.

    Espero que estas sugestões sejam úteis.

    Abraços cordiais,
    James Griffith

  28. James Griffith disse:

    Bom Dia, Rodolfo!

    Que bom ter noticias suas! Como andam os projetos de paisagismo?

    Sim, em 1980, publiquei o seguinte artigo sobre impacto visual na paisagem:

    GRIFFITH, J. J.; VALENTE, O. F. Aplicação da técnica de estudos visuais no planejamento da paisagem brasileira. Brasil Florestal, IBDF, ano 10, n.37, 1979, p. 6-14.

    Acredito que foi um trabalho pioneiro. Fiz, na época, uma revisão de literatura sobre os chamados “estudos visiais” e somente encontrei um estudo brasileiro. Foi uma análise do recurso paisagístico de Ouro Preto, feita pela Fundação João Pinheiro.

    Infelizmente, é difícil encontrar, hoje, exemplares da Revista Brasil Florestal original. Mas estou pensando lançar, nas próximas semanas, uma reedição digital. Hoje vejo que, no referido artigo, concentrei excessivamente nos aspectos geométricos do recurso paisagístico: linha, forma, textura, escala, cor. Parece muito aristotélico. Hoje, caso tiver que escrever sobre estética, gostaria lidar com a Teoria da Complexidade, possivelmente com fractais e fenômenos emergentes relacionadas à percepção humana. Teria que refletir muito. Mas, filosofia é assim!

    Saudações,
    James Griffith

  29. arnildo hasper disse:

    Prezado Prof.!
    Tenho uma formação na psicologia/psicanalise (lacan/freud), e fiz pos em Filosofia na Ufrgs (não condluso),agora estou fazendo a monografia do pos em Meio Ambiente e Sustentabilidade. O meu contato é pelo fato de encontrar pouca literatura cientifica que diz respeito ao tema que estou trabalhando: A matriz alimentar baseado na carne o seu impacto ambiental.
    Tens alguma coisa para me sugerir?
    Encontro muita coisa, mas muito impregnado de dogmatismo religioso, e/ou outros.
    Agradeço
    arnildo hasper

  30. James Griffith disse:

    Prezado Professor José Euclides,

    Parece o endereço do portal que citei na minha resposta para sua pergunta acima foi cortado. Aqui está de novo.
    Recomendo olhar ao seguinte portal: http://www.colorsystem.com/
    Para investigar como cores podem representar realidades (verde representar a natureza, por exemplo), sugiro abrir nesse “website” os seguintes subtópicos: “Colours and cultures” Depois, abrir, na coluna esquerda, o subtópico “symbolism”.

    Atenciosamente,
    James Griffith

  31. James Griffith disse:

    Prezado Arnildo Hasper,

    Sobre a matriz alimentar baseada na carne e seu impacto ambiental, vejo duas vertentes: a primeira já aberta pelos filósofos de ética ambiental. No Brasil, a Professor Sônia Teresinha Felipe, da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentada, tem sido muito atuante. Ela escreve sobre os temas de ética animal, igualdade, especismo, justiça e ética ambiental.

    Quanto à filosofia internacional, recomendo dar uma olhada nos seguintes “links” listados no final do portal http://www.cep.unt.edu/novice.html do Centro para Filosofia Ambiental (University of North Texas):
    -Animal Rights Resource Site;
    -Animals and Conservation;
    -Rights and Environmental Ethics: An Aside;
    -Between the Species;
    -Erratic Impact: Animal Rights.

    A outra vertente seria mais uma avaliação de impactos que filosofia. Para essa parte, pedi sugestões da Dra. Áurea Nardelli, consultora internacional em certificação ambiental. Aqui a resposta dela: “O programa (ambiental)da
    carne bovina está também começando a andar no Brasil. A ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) fez uma divulgação geral do programa
    (http://maxmail.maxpressnet.com.br/servicos/108/004964/imagens/2127.pdf),
    que pode ajudar com algumas informações (não é artigo cientifico, mas do
    ponto de vista filosófico, dá para examinar um caso real e analisar a questão dentro do contexto de percepção do impacto e o papel das partes interessadas).

    Questões mais técnicas podem ser encontradas em publicações da EMBRAPA Meio Ambiente. A relação da pecuária e gases efeito estufa pode ser encontrada em estudos do CEPEA/USP
    (http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_Carbono_pecuaria_SumExec.pdf).

    Particularmente, não tenho um estudo científico para recomendar, mas os
    trabalhos acima podem ser um ponto de partida para uma discussão”.

    Obrigado, Áurea!

    Então, Sr. Arnildo, parece que existe bastante material para começar. A propósito, você já viu o documentário brasileiro, “A Carne é Fraca”? Produzido pelo Instituto Nina Rosa, o filme trata dos impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente.

    Saudações cordiais,
    James Griffith

  32. James Griffith disse:

    Prezados,
    A edição 41, de maio/2010, da revista paulista “Página 22” é dedicada aos temas filosóficos de ética e estética. Contribui à edição uma entrevista sobre filosofia ambiental, coordenada pela jornalista e ambientalista, Amália Safatle. Acredito que alguns dos tópicos discutidos na entrevista são novidades ou assuntos ainda pouco conhecidos no Brasil, incluindo o conceito estético de “refletáfora” (relacionada à arte fractal) e “panarquia”, um modelo conceitual para diagnosticar transformações naturais e sociais.
    O portal da entrevista é: http://pagina22.com.br/index.php/2010/05/entrevista-james-griffith/
    Atenciosamente,
    James Griffith

  33. James Griffith disse:

    Prezado paisagista Rodolfo Geiser,

    Respondendo à sua pergunta sobre um artigo meu, publicado em 1979, sobre a análise da estética paisagística, lhe informo que disponibilizei, recentemente, uma nova versão eletrônica do referido artigo no seguinte portal:

    http://www.def.ufv.br/documentos/material/Analise%20da%20estetica%20paisagistica.pdf

    Saudações,
    James Griffith

  34. arnaldo toral hidalgo disse:

    Prezado Prof. que podemos fazer de urgente,pela natureza, ou meio ambiente já que estamos na era de Aquario, onde o responsável maior por ela e Jesus Gristo , o mestre dos mestres .

    se possivél, me mande uma resposta sou estudante de filosofia, estou muito preocupado com nossa juventude , pois agora e epoca da renovaçaõ

    será que consequiremo algum exito ?

    me mande a resposta via e-mail por favor

    hidalgoat@uol.com.br

    Abraços 3 X

  35. AlbaMyers34 disse:

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  36. www.portalpaisagismo.com.br disse:

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