Kant: Patrícia Kauark

Exibido em 16 de Outubro de 2006 | Resumo por: Alice Medrado - Categorias: Filosofia Moderna, Filosofia da Ciência

Patrícia KauarkA Professora Patrícia Maria Kauark Leite possui graduação em Física Licenciatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1982), graduação em Física Bacharelado pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993) e doutorado em Epistemologia pela Ecole Polytechnique - Paris (2004). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia da ciência, filosofia transcendental e filosofia da mecânica quântica.

 

Bloco 1

A professora Patrícia Kauark apresenta dados biográficos do filósofo alemão do século XVIII, ressaltando o processo educacional, a vida profissional e teórica de Immanuel Kant. Kant como divisor de águas e marco do Iluminismo. Apresentação das três questões centrais à filosofia kantiana – o que posso saber? O que devo fazer? O que posso esperar? – e das respostas oferecidas pelo filósofo a tais questões em suas obras A crítica da razão pura, A crítica da razão prática e Sobre a faculdade de julgar, respectivamente. Consideração da atualidade do pensamento político e ético de Kant.

 

Bloco 2

A professora Patrícia Kauark é entrevistada pelos alunos do curso de filosofia da UFMG, Daniel Arelli e William Mattioli. Discussão acerca da capacidade de auto-crítica e auto-reflexão da razão. Como e possível a crítica da razão por ela mesma? A interrogação kantiana pelos limites do conhecimento leva a questões importantes: somente podemos conhecer aquilo que se adequa às limitadas categorias da razão? Não podemos conhecer o novo? A distinção kantiana entre conhecer e pensar. Apesar de condicionado pelas categorias do sujeito, o conhecimento não está pronto: consideração da carga de novidade e criação envolvida no conhecimento. Kant entre o racionalismo e o empirismo. A “revolução copernicana” do conhecimento: o objeto de conhecimento construído pelo sujeito.

 

Bloco 3

Continuação da entrevista da professora Patrícia Kauark pelos alunos Daniel e William.  O que é um juízo? Sobre juízos analíticos e sintéticos. Como é possível juízos sintéticos a priori nas ciências naturais? Se a ciência é feita de juízos sintéticos a priori, e este por sua vez são necessários e universais, o que explica as constantes revoluções na ciência ao longo da história? A fortuna da filosofia kantiana: problemas colocados pela revolução no campo da física e da mecânica, a teoria da relatividade. Consolida-se um quadro de inter-subjetividade da razão com o fortalecimento de comunidades científicas: neo-kantianos, como Ernst Cassirer proporão a relativização do a priori a sua respectiva teoria científica. Historicização do fato científico.

 

Bloco4

Consideração do comentário nietzscheano a Kant, encontrado livro O nascimento da Tragédia. Leitura de um trecho da obra Fausto, de Goethe. Reprodução da Sinfonia #25, de Mozart, compositor contemporâneo de Kant.


Comente o programa