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Nietzsche e o Ceticismo

Exibido em 21 de Setembro de 2010 | Resumo por: admin - Categorias: Filosofia


Neste programa, o Prof. Doutor Rogério Antônio Lopes fala sobre Nietzsche e sua relação com o ceticismo. A primeira parte de sua apresentação é dedicada a algumas considerações acerca da tradição cética, cuja tese característica é a de que não dispomos de um critério de verdade que nos possibilite justificar racionalmente nossas pretensões cognitivas e que nossas crenças não se credenciam como conhecimento porque não estamos em condições de justificar racionalmente nossas preferências teóricas. Em seguida são apresentadas as principais formas de refutação que caracterizaram o embate cético na tradição filosófica.

Já a segunda parte do desenvolvimento da exposição, o professor explica que o filósofo Friedrich Nietzsche encontra-se entre os modernos que na recepção do ceticismo recusaram a suposição de que a impossibilidade de fundamentar racionalmente uma crença implica logicamente a suspensão do juízo ou conserva algum nexo de conexão causal com a mesma. E que o ceticismo epistemológico de Nietzsche é o resultado da combinação de uma compreensão por um lado naturalista e pragmática dos processos de formação de nossas crenças, no interior de um universo concebido a partir da recepção cratiliano-platônica de Heráclito, com uma compreensão, por outro lado, normativa dos conceitos epistêmicos.

A terceira parte da exposição argumenta que este compromisso com a normatividade epistêmica o dissuade de caminhar na direção de uma reforma dessas mesmas noções ou mesmo propor uma concepção pragmática ou coerentista da noção de verdade. E que o filósofo adota a concepção normativa para expor o fato de que nós somos sistematicamente incapazes de cumprir as exigências normativas intuitivamente associadas a estes conceitos.

Por fim, a conclusão se dá com uma distinção acerca da forma peculiar com que  Nietzsche se relaciona com argumentos filosóficos e seu comprometimento com três compromissos vitais presentes na tradição filosófica cética, que são: o compromisso ético com a preservação da integridade intelectual, de forte presença no ceticismo acadêmico; o compromisso com o valor terapêutico da tranquilidade mental e da moderação dos afetos, presente na tradição cética Pirrônica.

A segunda, terceira e quarta parte do programa, após a apresentação das relações de Nietzsche com o ceticismo pelo Prof. Doutor Rogério Antônio Lopes, são compostas por uma entrevista com o professor realizada por dois estudantes de filosofia da UFMG, que apresentam questões  de grande importância para a compreensão desse tema. Na quarta parte é citado o aforismo 54 presente na obra O Anticristo de Friedrich Nietzsche, finalizando o programa com uma composição de Nietzsche.

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