Miguel Vedda
O republicanismo de Maquiavel
 Neste programa o Prof. Dr. Carlo Gabriel Pancera nos oferece um panorama sobre a obra republicana de Nicolau Maquiavel. O filósofo florentino é mais conhecido por sua obra O PrÃncipe, onde trata de questões polêmicas acerca das relações de poder e pela qual recebeu o estigma de defensor da tirania. Seguindo um caminho didático, o Prof. Pancera nos mostra a extensa obra do secretário florentino em defesa do republicanismo apontando o contexto no qual ele escreve e o alcance de seus escritos no pensamento polÃtico contemporâneo.
Angélica Amâncio
Maria Angélica Amâncio é Mestre em Teoria da Literatura e doutoranda em Literatura Comparada pela UFMG. Pesquisa atualmente, sob a orientação da Profª Márcia Arbex, a relação entre Literatura e Cinema, por meio dos roteiros cinematográficos e dos cine-romances franceses. Na dissertação de Mestrado, orientada pela Profª Maria Esther Maciel, analisou a obra de Albert Camus, em sua mescla de Filosofia e Literatura.
Nesta entrevista para o Logofonia, Angélica abordará a relação entre a literatura e a filosofia em Albert Camus, focando no conceito de homem absurdo camusiano. Além disso, será abordada, de passagem, o relacionamento entre Camus e Sartre.
Questão 1 (sobre a maleabilidade)
Angélica, a escrita de Camus é toda marcada pela filosofia. Como ele concebe sua obra literária e qual é a influência da filosofia nessa concepção?
Questão 2 (sobre a gratuidade e a relação com Sartre)
Angélica, como já vimos, a literatura de Albert Camus é profundamente filosófica. Isto, somado ao fato de Camus ter sido amigo de Jean-Paul Sartre e participado de seu cÃrculo filosófico, faz com muitos leitores identifiquem a produção literária de Camus com o existencialismo sartreano. No entanto, o próprio Camus recusou o rótulo de existencialista. Eu gostaria que você esclarecesse para nós a distinção entre a literatura camusiana e a literatura sartreana a partir do conceito de Absurdo camusiano e do conceito de gratuidade, que figuram em sua dissertação.
Questão 3 (a associação entre O Estrangeiro e o Mito de SÃsifo e a parte central de sua dissertação)
Angélica, já tendo sido exposto o conceito de absurdo camusiano, eu gostaria que você me respondesse por que, para Camus, o gênero romance é o palco ideal para encenação do absurdo?
Abaixo, os áudios:
Sara Rojo
Sara Rojo
Benjamin e Brecht
Neste programa, o professor doutor Luciano Gatti fala sobre Benjamin e Brecht. Os dois pensadores alemães conviveram e tiveram uma relação de amizade, bem como de troca intelectual. Esse contato aparece principalmente na segunda fase da obra do filósofo, quando este investiga as artes de vanguarda que surgem na Europa na primeira metade do século XX. No intervalo, ouvimos a música de Bertold Brecht, XXXX. No segundo bloco, os alunos Peter Faria e Paulo Rocha perguntam ao professor sobre pensamento de Benjamin acerca do teatro épico, criado por Brecht, bem como o efeito de distanciamento (Verfremdungseffekt) proposto pelo mesmo. Ouvimos então, mais uma música de Bertold Brecht. Em seguida, os alunos perguntam sobre a crÃtica que Adorno faz a Brecht e a defesa de Benjamin a Brecht. No último intervalo, temos novamente Brecht com XXXX. Por fim, o professor e os entrevistadores falam sobre a atualidade da obra de Brecht e dos elementos que Benjamin salienta na crÃtica à s obras de Brecht.