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A Escolha da Profissão

por Delba Barros

O grande número de profissões da atualidade impõe ao jovem uma difícil tarefa: escolher apenas uma dentre tantas possibilidades igualmente atraentes.

Como lidar com essa tarefa, perguntam-se adolescentes e educadores? Que critérios utilizar nessa hora? Retorno financeiro? Realização pessoal? Continuidade dos negócios da família? Vocação? Profissão da moda ou profissão do futuro? Interesse? Aptidão? Quem sabe tudo isso junto?!

Responder a essas questões e tantas outras que, certamente, surgirão à medida que prossigamos em analisar esse momento da vida do jovem, não é simples. Muitos profissionais têm se dedicado à tentativa de responder esse questionamento. Psicólogos, pedagogos, administradores, economistas lançam-se sobre o “problema” focando-o com a lente específica de sua formação. E descobrem que não há uma única resposta, não há um único caminho a seguir.

Escolher, de forma consciente, madura e responsável pressupõe conhecer. É preciso ter informações sobre determinado assunto para que se possa fazer uma escolha refletida. Com a profissão não é diferente.

Para escolher uma profissão é fundamental que o adolescente saiba: de si mesmo e também do mundo das profissões. Conhecendo seus gostos, preferências, habilidades, e seus limites, fica mais fácil decidir aquilo que mais se aproxima de seu “jeito de ser”. Fica mais fácil elaborar um projeto de vida, pois a escolha de uma profissão implica em um planejamento em médio prazo. O resultado da escolha do adolescente não é imediato. Há os anos de estudo, de preparo para o exercício profissional, que variam de acordo com a opção, mas que sempre distanciam a efetivação dessa escolha.

Considerando o complexo mundo ocupacional em que vivemos, percebemos que conhecer-se não é o suficiente nessa hora. É imperioso ter informações sobre o mercado profissional. Saber das várias possibilidades das diferentes profissões capacita o adolescente a uma escolha mais consistente. Buscar informações através de todos os meios disponíveis, visitar locais de trabalho, conversar com profissionais, conhecer faculdades e universidades; enfim reunir o maior número de dados para uma escolha bem embasada. Neste sentido é que o trabalho de Orientação Profissional pode ajudar. O investimento da instituição de ensino em atividades em sala de aula e também em atividades extra classe pode ser fundamental para a tomada de decisão do jovem. Aproveitar espaços como laboratórios de informática para pesquisa em sites de informação sobre as profissões, promover palestras e debates sobre o Mercado de Trabalho, aprofundar reflexões sobre responsabilidades e conseqüências das escolhas são apenas alguns exemplos de como o colégio pode empregar recursos que garantam uma postura diferenciada na questão da escolha da profissão.

Por fim, vale a pena lembrar que escolher implica, necessariamente, abrir mão de alguma coisa que não foi escolhida. Para tanto é preciso coragem e determinação. E esses atributos não são inatos, são construídos. Portanto são acessíveis a quem se disponha a conquistá-los!

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