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jul
3
qua
Palestra Profa Dra. Kátia Puente-Palácios: Processos grupais: desafios teóricos e metodológicos para o pesquisador @FAFICH, SALA 2060
jul 3@15:30 – 17:30

Organizado por:

Laboratório de Estudos sobre o Trabalho, Sociabilidade e Saúde

Programa de Pós-graduação em Psicologia – FAFICH/UFMG

ago
14
qua
Defesa de Tese de Loren Alyne da Silva Costa @PRÉDIO DA FAFICH - SALA 2060
ago 14@09:00 – 13:00

Título: O inconsciente é um passado que não se realizou: o percurso topológico inconsciente do determinismo ao nachtraglich.

 

Resumo: A questão da cientificidade da psicanálise pressupõe a noção de determinismo, ou seja, uma relação direta de causa e efeito. Ao investigar o inconsciente e suas leis de determinação, contudo, temos apenas os efeitos, suas formações como o sonho, os atos falhos, chistes, repetições e lembranças encobridoras. Esses efeitos, ao invés de levarem a uma via direta à causa primeira, promovem antes uma certa “falsificação” da verdade, de modo que do trauma só temos seus contornos. Logo, para ter acesso a esse momento primeiro, uma certa torção temporal é necessária. Trata-se do nachträglich, em sua dimensão muito específica de a posteriori que não é da ordem de um atraso, mas sim de uma dimensão temporal antes topológica do que linear.

 

Banca Examinadora:

Prof. Gilson de Paulo Moreira Iannini

Profa. Márcia Maria Vieira Rosa Luchina

Prof. Guilherme Massara Rocha

Prof. Frederico Zeymer Feu de Carvalho

Prof. Cleyton Sidney de Andrade

 

 

 

ago
23
sex
Defesa de Dissertação DANIELA PIMENTEL DE SOUZA @Predio da Fafich - Sala 3021 - UFMG
ago 23@09:00 – 11:00

Título: Família casual e o sujeito gerado para si mesmo: uma investigação clínica

Resumo: Nesta pesquisa pretendemos investigar a expressão família casual, verificada no romance “O Adolescente” (1874-75/2015) de Dostoiévski, escritor do século XIX, período no qual o capitalismo engendrava um novo modo de vida na sociedade. É quando é possível, com Engels, localizar o sintoma como sinal de transformação na organização social com a passagem das comunidades familiares, baseadas no matriarcado, para a família conjugal, onde a figura paterna detém poder sobre corpos e propriedades. Propõe-se pensar se o sujeito gerado em uma família casual – o sujeito gerado para si mesmo, outra expressão extraída de Dostoiévski, agora da obra “Os Irmãos Karamázov” (1881/2012) – é o que surge como sintoma uma vez inserido nesta família, resultado da contingência ou do acaso, como nomeia o filho assim gerado. Interrogar a família é interrogar as regulações e, como consequência, a própria psicanálise pode se interrogar e se posicionar sobre as mudanças que acometem as famílias e as subjetividades. Interroga-se a família dostoievskiana e o adolescente fruto dela. Até que ponto essa ficção não tem uma matriz lógica para pensar a família e a adolescência na atualidade? Será que essa passagem que o adolescente faz diante da configuração familiar, nunca foi normatizada fora de um nível ideal de família? Primeiro, vemos um adolescente rompido com o Outro, ao mesmo tempo este é o ponto de onde ele pode se virar com seu mito individual. Como as relações de transmissão vão se dar? O que é “o si mesmo” tendo no horizonte que ele é sempre o Outro? Estas são algumas questões que nortearão nosso trabalho. No que diz respeito ao sujeito nascido na
família casual, ele se torna uma consequência da existência da família. Localiza-se aí uma continuidade entre as duas obras. Estes romances servem às futuras gerações, tal como desejava Dostoiévski. Daí a proposta em articular os conceitos de família casual e o sujeito gerado para si mesmo – uma obra nomearia um modo de gozo que a outra esclarece pela ideia de se ter nascido numa família casual

Comissão Avaliadora:

Prof. Marcia Maria Rosa Vieira Luchina (UFMG)
Prof. Jacqueline de Oliveira Moreira (PUC Minas)
Prof. Carla Almeida Capanema (UFMG)
Prof. Angela Maria Resende Vorcaro (UFMG) – suplente

Defesa de Dissertação de VIVANE MARTINS CUNHA @FAFICH -SALA 2060 - UFMG
ago 23@14:00 – 16:00

Título: Vestígios de histórias silenciadas: vozes de mães sobre o genocídio negro

Resumo:

Esta pesquisa analisou o genocídio negro a partir das experiências de mães de jovens negros mortos em decorrência de intervenção policial. Baseou-se na diáspora africana/negra como uma geografia de morte constituída por uma pluralidade de processos genocidas antinegro, como instauração do terror racial. A diáspora africana/negra, isto é, a dispersão forçada de africanos(as) ao redor do mundo, é instituída a partir da colonização das Américas, momento que também ocorre a fabricação das raças, leia-se, sobretudo, de negros, de modo a desumaniza-los e submetê-los à violência racial colonial, e também de gênero. Neste momento da racialização dos corpos foi estabelecida uma hierarquia de vida e de morte. Desde então, o corpo negro é marcado pela insígnia da morte simbólica, social, política e física. O racismo torna-se a base do direito de matar, sendo, portanto, o principal motor da necropolítica. O Estado moderno se estrutura a partir do domínio racial e toma para si a gestão da vida e da morte. Em um mundo antinegro, o Estado não investe na proteção e na produção de mais vidas para o segmento negro, ao contrário disso, suas políticas são pautadas no fazer morrer ou deixar morrer. O medo e a insegurança retiram o valor das vidas negras, legitimando suas mortes de modo que deixem de significar uma perda. A produção do terror racial pelo Estado utiliza na contemporaneidade da “guerra às drogas” – eixo da atual política proibicionista de drogas no Brasil – para possibilitar a concretização do racismo em suas práticas, tendo em vista que mantém a população negra e pobre sob o domínio violento do Estado, desembocando no seu encarceramento e/ou morte. Na condição de inimigo do Estado, a morte de jovens negros, principalmente, pobres, enquadrada como “auto de resistência”, tornam-se legitimadas social e institucionalmente. O racismo mata e cala. Para quem historicamente teve a voz violentamente silenciada, falar significa existir e (re)existir. Logo, há uma potência política na palavra que desestabiliza “verdades” e restitui humanidade. Sendo assim, as entrevistas realizadas com as mães, gravadas e transcritas, juntamente com os registros do diário de campo, são as fontes de análises do presente estudo. As vozes das mulheres entrevistadas carregam a potência política e teórica desta pesquisa. As mães contaram como o genocídio negro se materializa no dia a dia nas favelas e periferias e a maneira como marca as suas vivências. São falas de sofrimento e raiva, assim como de resistência produzida na cotidianidade destas mulheres na busca de garantir a própria sobrevivência e de seus/suas filhos(as). O significado da maternidade negra transmitido pelas mães não se limita a uma condição biológica, mas, principalmente, como um modo de preservação das comunidades negras e de politização da morte. As experiência das mães foram fundamentais para tecer compreensões da diáspora africana/negra como genocídio e compreender como se materializam as engrenagens genocidas antinegra do Estado. É a partir das vozes daquelas(es) que vivem às sombras da morte que é possível construir conhecimento político e teórico sobre o genocídio negro, bem como forjar resistências e lutas políticas frente o Estado genocida antinegro.

Comissão Examinadora:

Lisandra Espindula Moreira UFMG
Rodrigo Ednilson de Jesus UFMG
Luciane de Oliveira Rocha Kennesaw State University
CLAUDIA ANDREA MAYORGA BORGES UFMG
mar
16
seg
Defesa de Tese ÉRICA SILVA DO ESPÍRITO SANTO @SALA 2060 - FAFICH - UFMG
mar 16@08:30 – 12:00

TÍTULO: O trabalho de adoção tardia e internacional a partir da psicanálise winnicottiana

RESUMO: A adoção tardia e internacional é um tipo de colocação que tem como objetivo restituir o direito de convivência familiar a crianças crescidas e adolescentes. Exige um trabalho dinâmico de construção do laço afetivo familiar entre pais/mães e filhos/filhas, afetado diretamente pela quantidade e qualidade das rupturas e descontinuidades que antecederam a adoção, o período pré-adotivo. Exploramos o tema a partir de materiais autobiográficos, produzidos por adultos que foram adotados tardiamente por famílias estrangeiras. A análise desses relatos nos permitiu observar de maneira mais detalhada três aspectos: adoção como colocação [placement] e seus efeitos no trabalho psíquico de filiação/parentalidade adotiva; as funções das instituições de acolhimento como lugar intermediário, a partir da teoria winnicottiana sobre objetos e fenômenos transicionais; a busca das origens na adoção tardia e internacional e o que delas é permitido dizer sobre sucesso e fracasso na restauração subjetiva dos sujeitos adotados. Concluímos que a qualidade no contato afetivo com familiares, equipes profissionais e colegas no período pré-adotivo permite que crianças e adolescentes sejam sujeitos passíveis de manter a capacidade de construção do laço familiar preservada, mas a intensidade do dano causado pelas descontinuidades deixa rastros que carecem de ressignificação, fazendo com que o trabalho de adoção seja contínuo entre sujeitos adotados e suas famílias, assim como no que se refere às diferenças culturais entre país de origem e de destino, quando observamos casos de adoção tardia e internacional.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Fábio Roberto Rodrigues Belo UFMG
Fernando Genaro Junior FAJE
Maria Teresa de Melo Carvalho UFMG
José César Coimbra PUC-RJ
Elisa de Santa Cecília Massa UNA
Defesa de Tese VINÍCIUS CAROSSI LETIZIO VIEIRA @FAFICH - Sala 3021
mar 16@14:00 – 18:00

TÍTULO: A clínica do desamparo: considerações psicanalíticas para o tratamento da adolescência contemporânea

RESUMO: A tese tem uma construção histórica sobre as transformações sociais e culturais que culminaram no que entendemos como adolescência contemporânea. Em seguida, construiu-se uma hipótese – o binômio s1-a – que conjuga uma relação direta entre um significante e um objeto que sustentam os fenômenos de sofrimento comuns aos adolescentes. Montamos uma proposta de como tratar esses fenômenos através da psicanálise lacaniana. Ao final, propomos princípios para uma instituição que se propõe a tratar esses adolescentes.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Angela Maria Resende Vorcaro UFMG
Andrea Mares Campos Guerra UFMG
Nádia Laguárdia de Lima UFMG
Luis Flavio Silva Couto PUC-MG
Musso Garcia Greco ASSOCIAÇÃO MINEIRA COMUNITÁRIA
mar
26
qui
Defesa de Dissertação MICHELLE AGUILAR DIAS SANTOS @Auditório da Biblioteca Central - UFMG
mar 26@08:00 – 11:00

TÍTULO: As vicissitudes do sexual na velhice: um estudo psicanalítico sobre a sexualidade e o envelhecer

RESUMO: Partindo da importância da sexualidade para a psicanálise e compreendendo sua relevância para a abordagem do tema do envelhecer, os autores procuraram compreender os efeitos das transformações da sexualidade na velhice sobre a economia libidinal e a dinâmica do conflito psíquico dos sujeitos em processo de envelhecimento. Assim, trabalham com a hipótese de um novo momento traumático que pode estar na origem de um incremento da exigência pulsional, que, por sua vez, pode possibilitar tanto novos posicionamentos subjetivos e saídas sublimatórias quanto respostas sintomáticas produtoras de sofrimento psíquico. Ao final, discutem os impactos das representações culturais acerca da sexualidade na velhice sobre a dinâmica psíquica, defendendo a ideia de um recrudescimento da moral sexual sobre os corpos velhos e seu papel de intensificação do conflito psíquico nesse momento da vida.

Comissão Examinadora:

Fábio Roberto Rodrigues Belo UFMG
Camila Peixoto Farias UFSM
Fernando Genaro Junior FAJE
Paulo Cesar de Carvalho Ribeiro UFMG
mar
27
sex
Defesa de Tese RAQUEL DE MELO MARINHO @Auditório Baesse - FAFICH
mar 27@08:30 – 12:00

TÍTULO: Adolescente generalizado? Um estado sobre a noção de segregação em Jacques Lacan

RESUMO:

Esta pesquisa investiga as relações da noção de segregação no ensino de Lacan com o não tratamento simbólico, pela cultura ocidental, a partir da Modernidade, da maturação da perda corporal no período da puberdade. Encontrávamos numa situação institucional, de uma política pública, questionados pelos impasses de articulação dos adolescentes às suas redes de proteção, isto é, pelas dificuldades de laço social que, embora contundentemente presentes nos jovens, apresentavam-se espalhadas, em todo lugar. Partimos de uma associação que Lacan (1967a/2003) realizou entre “a entrada de um mundo inteiro no caminho da segregação” e a inexistência de “gente grande”, que nos fez perguntar sobre a travessia à vida adulta, conhecida, em nossa sociedade, como adolescência. Identificamos que o desenvolvimento sexual biológico é, a bem da verdade, um tempo de reafirmação da castração, que se faz sentir na realidade corporal, angustiando e demandando cuidado. Com o advento da ciência moderna, tal cuidado passa a ser realizado de forma imaginária, por meio da ideia de indivíduo, de corpo unificado, ou melhor, de uma prática segregativa, que produz fenômenos de segregação e que generaliza as dificuldades de enlaçamento. O tema da segregação em Lacan revela-se, entretanto, referido, não apenas aos progressos científicos e imaginários, mas à psicanálise da época, que se configurava como uma Psicologia do ego. Ela, com seu ideal de tratamento edípico, também produzia segregação dos que a ele não se conformavam.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Andrea Maris Campos Guerra UFMG
Pedro Teixeira Castilho UFMG
Fernanda Otoni de Barros-Brisset TJ-MG
MARCUS ANDRE VIEIRA PUC-RJ
Fabian Dario Fajnwaks Université Paris VIII
Defesa de Dissertação JULIANA CABRAL DE OLIVEIRA DUTRA @sala 2060 - FAFICH - UFMG
mar 27@14:00 – 16:00

TÍTULO: MOVIMENTOS DE MULHERES INDÍGENAS NO BRASIL – VOZES E SABERES SOBRE GÊNERO, RACISMO, COLONIZAÇÃO E RESISTÊNCIA

RESUMO: A partir de uma aproximação posicionada com determinados movimentos indígenas
e com mulheres lideranças indígenas no Brasil tratamos sobre a possibilidade da emergência,
no cenário macropolítico do país, do sujeito político mulheres indígenas e sobre as possíveis
aproximações de suas pautas com as pautas feministas, em especial, o feminismo pós-colonial.
Propomos reflexões sobre as intersecções entre raça/etnia e gênero, dialogando com discursos
de diferentes lideranças indígenas que ocupam posição de protagonismo no movimento
indígena e ocupam espaços políticos estratégicos como a própria Academia. Atentar-se para
estas múltiplas narrativas se torna importante pois estas provocam tensionamentos múltiplos
que envolvem não só campos de disputa política por direitos e visibilidade, mas também
campos teóricos da antropologia e do feminismo.

PARTICIPAÇÃO DE:

Avelin Rosana Rolim (Avelin Buniacá Kambiwá) Comitê Mineiro de apoio ás causas indígenas (PARTICIPANTE CONVIDADA)

COMISSÃO EXAMINADORA:

Claudia Andrea Mayorga Borges UFMG
Lisandra Espindula Moreira UFMG
Tayane Rogéria Lino UNA
abr
8
qua
Defesa de Dissertação MARCELA MOURA NORMAND @Sala 3021 - FAFICH
abr 8@09:30 – 11:30

TÍTULO: A discórdia entre os sexos: um estudo lacaniano sobre os estilos do amor

RESUMO: Nesse estudo, partiremos da afirmação efetuada por Lacan (1958/1998), no texto ”Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade feminina”, de que “se a posição do sexo difere quanto ao objeto, é por toda a distância que separa a forma fetichista da forma erotomaníaca do amor” (p. 742).
Assim, tendo como bússola a existência da discórdia entre os sexos, objetivamos examinar, por meio de uma pesquisa conceitual, se a fórmula dos distintos estilos de amor -enunciada em 1958- se sustenta com o avançar do ensino lacaniano e, se sim, quais são as consequências que podemos daí extrair. Como veremos, ao propor que o amor faz suplência à inexistência da relação sexual, Lacan efetua uma revalorização do amor. Ou seja, com o Seminário 20, houve a delimitação de um campo de conjunção entre o amor e o gozo feminino, fato que permitiu ao Lacan (1973/2003) a elaboração de um “amor mais digno” (p. 315), que, por estar aberto às contingências do encontro, nos faz vislumbrar uma ética do bem-dizer sobre o não-todo.

COMISSÃO AVALIADORA:

Gilson de Paulo Moreira Iannini UFMG
Márcia Maria Vieira Rosa Luchina UFMG
Cristina Moreira Marcos PUC-MG