1. Antropologia das artes, materialidades e dispositivos de memória
Estudos antropológicos das artes, imagens e narrativas audiovisuais em articulação com materialidades, imaterialidades e dispositivos de memória, patrimonialização e exposição. Abrange pesquisas sobre linguagens artísticas, audiovisuais e gráficas (desenho, fotografia, cinema documental e etnográfico, quadrinhos, imagem digital), sobre práticas culturais relativas a bens materiais e imateriais, como saberes, performances, rituais, músicas, dança, teatro, manifestações artístico-culturais e artivismos. Enfatiza as relações entre objeto e imagem, documento e criação, bem como estudos sobre coleções etnográficas, processos de patrimonialização, práticas curatoriais, performances corporais e transformações das práticas museológicas (museus comunitários, indígenas e contra-coloniais). Inclui experimentações etnográficas com múltiplos suportes e análises dos dispositivos de circulação e exposição de objetos, imagens e saberes, considerando suas dimensões estéticas, políticas e cosmológicas, em contextos contemporâneos marcados por disputas de memória, ativismos, controvérsias sociotécnicas e mudanças socioambientais.
Integrantes: Magda Ribeiro, Daniel Alves de Jesus Figueiredo, Ruben Caixeta de Queiroz, Andrei Isnardis, Lilian Panachuk, Mariana Petry Cabral.
2. Etnologia Indígena, povos e saberes tradicionais
Estudos com as sociedades ameríndias e tradicionais, incluindo afro-indígenas, afro-diaspóricos, ribeirinhos, camponeses, pescadores, extrativistas de base comunitária, quilombolas, ciganos. Estudos de organização social, cosmologia, historicidades, relações com o Estado e políticas públicas (relativas à saúde, à educação, à proteção territorial), reivindicações de reconhecimento territorial, direitos indígenas e de povos tradicionais. Etnografias sobre as formas de organização política tradicional, cosmopolíticas e modos atuais de ativismos políticos. Ecologia e economia não-estatais e não-capitalistas. Modos de vida comunitários, contra-hegemônicos e/ou contra-coloniais. Relações entre humanos e outros-que-humanos. Interfaces entre os modos próprios de cuidados com o corpo e as políticas públicas de saúde. Experiências de encontro, geração e transmissão de saberes e práticas tradicionais ou pluriepistêmicas. A linha acolhe, ainda, formas de escrita em co-autoria e/ou co-criação, bem como narrativas etnográficas escritas e audiovisuais.
Integrantes: Pedro Rocha de Almeida e Castro; Ruben Caixeta de Queiroz, Érica Dumont Pena, Rogério Brittes Wanderley Pires, Edgar Barbosa Rodrigues, Emmanuel Duarte Almada, Aderval Costa Filho, Rubens Alves da Silva.
3. Marcadores sociais da diferença, epistemologias dissidentes e experimentações etnográficas
Esta linha de investigação enfoca a produção de diferenças, desigualdades e assimetrias na intersecção entre diversos marcadores sociais. Tensiona a produção simbólica e material das diferenças, considerando sua articulação a formas de agência e à reiteração ou desestabilização de desigualdades estruturais, com atenção aos regimes históricos e contemporâneos de produção da alteridade e da hierarquização social, abrangendo temas como gênero, raça, racialização, sexualidades, moralidades; políticas sexuais; feminismos, políticas LGBTI+ e backlash conservador; racismo, antirracismo e dinâmicas raciais; parentesco, família e geração; políticas públicas; deficiência; micropolíticas da emoção; ciência, cuidado, corpo, saúde e doença. A linha acolhe, ainda, experimentações etnográficas alinhadas a abordagens teóricas dissidentes, como as epistemologias negras e críticas da racialidade, feministas negras, decoloniais e transfeministas; reflexões sobre a posicionalidade do sujeito do conhecimento e a produção de saberes localizados; estudos baseados em métodos biográficos, histórias de vida e histórias de família; além de outras perspectivas e abordagens não-hegemônicas.
Integrantes: Erica Renata de Souza, Leandro de Oliveira, Rubens Alves Silva e Sabrina Finamori, Hannah de Vasconcellos.
4. Práticas de conhecimento: ciências, tecnologias e religiões
Esta linha evidencia abordagens antropologicamente simétricas e investiga práticas de conhecimento pelas quais diferentes coletivos humanos e extra-humanos produzem fatos e artefatos, saberes, mundos e relações. Interessa-nos pesquisar as cosmologias, ontologias, epistemes, éticas e estéticas de agenciamentos que podem ser descritos como técnicos, religiosos, científicos, sagrados e seculares, multiespécies, interações humano-maquínicas, seja em ambiente digital ou offline, assim como situações que evidenciam controvérsias sociotécnicas, negociações cosmopolíticas, limites, passagens e variações ontológicas que atravessam mundos, conceitos e categorias. Partindo de diversas escalas, a linha enfoca performances, materialidades, práticas discursivas e modos de existência por meio de abordagens prioritariamente etnográficas.
Integrantes: Magda dos Santos Ribeiro, Rogério Brittes Wanderley Pires, Rubens Alves Silva, Daniel Alves de Jesus Figueiredo, Edgar Rodrigues Barbosa Neto, Mariana Cabral.
5. Território, poder e ambiente
Esta linha de pesquisa abrange temas relacionados a conflitos ambientais e processos de territorialização em escalas diversas, relações entre etnicidade e Estado, alteridades em contextos urbanos e rururbanos, campesinato, direitos de povos e comunidades tradicionais, ecologia política, sistemas tradicionais de conhecimento e manejo ecossistêmico, pluralismo jurídico, entre outros que perpassam as relações entre território, poder e meio ambiente. Afina-se com perspectivas antropológicas que problematizam as dicotomias natureza e cultura, os processos hegemônicos de apropriação do território e as lutas pelo reconhecimento de direitos territoriais na sociedade brasileira.
Integrantes: Ana Flávia Moreira Santos, Aderval Costa Filho, Rubens Alves Silva, Emmanuel Duarte Almada, Ana Beatriz Vianna Mendes.



