Impasse na FAFICH: a Márcia fica ou não fica?

Há treze anos eu estou aqui. Comecei com um pequeno isopor vendendo sanduíches no hall do terceiro andar da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, pertencente à UFMG. Com dois filhos ainda muito pequenos e recém-separada do marido, que não colaborava com nada, tive que batalhar pelo sustento da minha família. Os estudantes chegavam, provavam dos meus pães e sanduíches e gostavam. Foi então, que eles me convidaram  para ficar nos  C.A.´s ou Centros Acadêmicos. Eu não poderia ficar no corredor. As meninas da gestão do C.A. da Psicologia me chamaram para ocupar este espaço. Elas gostaram da maneira como eu ocupei a sala, o espaço se tornou um local diferente. Antes era usado pelos estudantes apenas para dormir, fumar um cigarro e namorar. Com a minha chegada, a interação e a frequência na sala mudou.

 Sempre que alguém chegava para vender alguma coisa na FAFICH havia os rumores, será que vão me deixar ficar, ou não? No início a direção fazia “vista grossa”. Acho que eles deixavam acontecer porque as pessoas queriam. Mas, ao contrário do que a diretoria e as pessoas pensam, vender pães e sanduíches não enriquece, é algo que se ganha no montante, é o volume que faz a diferença. Os ingredientes utilizados são caros, como: chocolate, provolone, tomate seco, mozarela, linhaça e castanha. Se ganha um pouquinho em cada pão, e o preço é barato em relação à qualidade dos sanduiches. É uma contrapartida, como eu não tenho encargos maiores, uso o preço como uma moeda de troca pelo espaço que me foi oferecido pelos alunos.

A maioria dos estudantes de psicologia gosta do ambiente mais movimentado e dos lanches oferecidos. Apenas alguns reclamam da falta de tomadas, que estão ocupadas com o micro-ondas ou com a geladeira, e alguns reclamam do movimento. Mais a maioria gosta. Já a diretoria, com o crescimento do negócio dos pães e sanduíches, que atraiu professores, alunos e membros da comunidade acadêmica não só da FAFICH, mas também de outras unidades da UFMG, passou a pressionar pela minha saída do prédio.

Há anos atrás, os ambulantes eram tolerados na FAFICH porque representavam um comércio muito pequeno; essas pessoas praticamente não eram fiscalizadas, desenvolveram uma relação muito próxima com os alunos e por aí ficaram. O problema é que com o tempo esse comércio se avolumou muito em especial a “Márcia do sanduíche”, passou a ser praticamente uma microempresária, com várias pessoas trabalhando para ela e tudo isso começou a oferecer uma competitividade muito grande com a nossa cantina. Ela não trabalha de uma maneira regulamentada, não paga impostos, não regulamenta seus funcionários. Então ela caba tendo uma vantagem competitiva enorme  frente à empresa concessionária do local,  que tem que arcar com vários encargos.

Outra preocupação é que com essa tal de “Márcia do sanduíche”, não há um controle. A cantina é vistoriada, e isso é feito tanto pela UFMG quanto pelos órgãos públicos de vigilância sanitária e a Márcia não. Então a gente não sabe qual é a procedência dos alimentos dela, como, e aonde ela prepara esses alimentos. Não há nenhum grau de certificação e à medida que isso se avoluma torna-se um problema de saúde pública. Graças a Deus nesses treze anos nunca aconteceu nada de errado com relação à alimentação que eu vendo, isso é uma coisa da direção mesmo que acha que é a forma certa de conduzir.

Há cerca de dez mil pessoas circulando por dia no prédio da FAFICH. Isso gera um potencial comercial muito grande. A Márcia oferece sim concorrência para a cantina mesmo seus produtos sendo “naturais”. A última concessionária que explorava a cantina rompeu o contrato com a Universidade, e um dos motivos alegados foi que havia uma disputa desleal entre ela e a Márcia.  Havendo a permanência desse comércio ilegal, a atual cantineira também irá rescindir o seu contrato com a UFMG.

Porém nós, que compomos a diretoria, temos um processo de levar tudo na negociação, não queremos agir de maneira impositiva sobre os impasses encontrados na FAFICH, especialmente por respeito aos estudantes.

Se alguém vem estudar aqui sem o vestibular os estudantes são extremamente rigorosos no sentido de falar que estão aqui por meio da prova, só que a licitação é o vestibular de quem está vendendo o comércio aqui dentro, ou seja, a cantineira foi aprovada em “um vestibular” em que cinco ou seis pessoas concorreram à cantina. Ela deu o melhor valor e obedeceu às regras que a universidade estava pedindo. Só que quando ela entra, e toma posse da cantina as condições não são exatamente as que ela esperava, então ela está nessa situação. Eu conversei com a atual cantineira e afirmei que a Márcia deveria sair, mas pela afetividade que ela tem com os estudantes nós deveríamos buscar um acordo.  

      Oferecemos um prazo de carência, ela teria um ano para se regularizar como uma microempresária passou-se o prazo e ela não fez nada.

Na prática o pedido que ele fazia para legalização era para concorrer com outras empresas nas licitações pelos pontos comerciais das faculdades. A UFMG tem 21 unidades onde há cantinas pequenas nas quais, segundo esse vice-diretor, Mauro Lúcio Condé, eu poderia estar trabalhando. Na prática parecia que ele iria fazer alguma coisa em prol se eu me legaliza-se. Porém, o meu perfil não é de cantina de restaurante, é de uma coisa muito mais restrita, é de um lanche integral. Quando se fala em concorrer a uma cantina para servir almoço, isso ainda é um pouco diferente do que a minha realidade condiz.

O diretor me vê como uma microempresária. Posso até ser uma microempresária, fico feliz que ele me veja dessa forma. Eu sou uma microempresária no sentido de ser empreendedora, mas não financeiramente, eu não tenho um capital para ser investido.

Esse um ano de carência se tornou quase nada para que eu me regularizasse porque eu morava com meus pais ainda, e o local onde eu fabricava os pães para os sanduíches seria desapropriado pelo projeto de urbanização de vilas da prefeitura. Não era possível então pedir o alvará do espaço. Além disso, a diretoria não deu nenhuma opção ou perspectiva diante da legalização. Eu invisto um dinheiro e como vou pagar isso? Para se criar uma infraestrutura de manipulação não é fácil.  Não dava para investir em um espaço sem ter certeza de nada.

Ela reportou isso pra mim, que teve dificuldades durante esse um ano, eu falei para ela o seguinte “Márcia você é uma empreendedora você é gente que faz, que toca o Brasil. Você é uma pessoa inteligente, uma pessoa trabalhadora, uma pessoa que consegue mobilizar pessoas para que o seu comércio ocorra. Outra coisa que está errada é que você está operando na ilegalidade. Mesmo que você não tenha conseguido fazer tudo isso nesse um ano que eu te dei eu vou tentar te ajudar”.

Aí entrei em acordo com a livraria. Quando este estabelecimento veio pra cá, para a FAFICH, era pra ser uma livraria café. Ela veio com a concessão de vender alimentos e livros, mas não foi possível à época existir o café porque o espaço que foi disponibilizado ainda era pequeno para abrigar as duas modalidades de comércio.

Então, a livraria foi para a entrada da escola onde existe espaço suficiente para abrir o café, dessa forma a Márcia poderia explorá-lo. A proposta que o dono da livraria fez foi a seguinte: para ela explorar o café ela teria que ter a legalização. Caso ela não tivesse a legalização de imediato, ela seria funcionária do dono desse estabelecimento  durante um certo tempo. Dessa forma, ela teria tempo para se legalizar, e poderia posteriormente assumir a própria cantina do café instalado aqui na FAFICH, assim como as outras cantinas das outras unidades da livraria instaladas próximo à PUC do Coração Eucarístico e na Savassi. Afinal, o foco da livraria não é vender café e sim vender livros.

Porém, no café, a Márcia não poderia pura e simplesmente vender os mesmos produtos que a cantina da FAFICH, concorrendo com a mesma. O perfil de venda de um café seria um pouco diferente. Não que ela não poderia vender parte dos produtos que já vende atualmente, mas ela teria que vender também outros produtos que o dono da livraria-café gostaria de vender, produtos como salgados folhados que a Márcia afirmou não ter infraestrutura e preparo para fabricar. No meu modo de ver hoje ela vai permanecer exatamente do modo que está, ela vai dizer não; não para qualquer proposta. Ela sequer aceitou qualquer concessão.

Os donos da Livraria Quixote deixaram bem claro que eles não tinham interesse em fazer parceria com ninguém porque eles já têm uma empresa estabelecida. O que podia ser feito é eu ser funcionária deles, e aí fornecer produtos. Mas em momento nenhum foi afirmado se eu poderia vender um pão, como os que eu fabrico. O cardápio montado por mim para a Quixote, iria passar pela supervisão da dona da cantina. Ela iria estudá-lo e aprovar o que vender e por quanto vender. Aí eu desanimei de vez. E, na verdade, eu não sei o que eles falavam, que produto eles imaginavam, mas perecia ser produtos amanteigados, folhados e eu não sei fazer. Eu falei pra ela “ Márcia você dá conta, você vai montar um bife e vai vender pra muita gente, inclusive para todo tipo de cliente”, mas ela tem um preconceito também, ela não quer vender coisas mais sofisticadas, ela só sabe fazer isso e não quer aprender algo diferente. Ela chegou a aceitar o acordo com a Quixote, e começou a fazer reuniões específicas para entrar no processo, depois ela desistiu. O dono da Quixote me comunicou, falou que a situação era essa, e se poderia continuar com o processo apesar dela sair, eu disse que sim. Na realidade o que a gente queria fazer era colocá-la dentro do processo de mudança do local da livraria. Não que o processo de mudança estava sendo feito em função dela, mas já era uma articulação em que ela oportunisticamente poderia ser incorporada, coisa que ela não quis. Eu acho que foi o erro da vida dela, se ela cometeu um erro foi esse, porque eu com meus três filhos aceitaria um carrinho de pipoca ali na porta. E do carrinho de pipoca, veja bem, essa é uma característica de um empreendedor, está sempre pronto para recomeçar. Então eu falei que ela me decepcionou, ela perguntou porque e eu disse “eu achei que você era uma empreendedora, mas você não está disposta a recomeçar então você não é uma empreendedora, você deu sorte num primeiro momento e levou um negócio; porque um empreendedor  tem que recomeçar várias vezes”.                   

Algumas pessoas aconselharam à “Márcia das balas”, outra ambulante que também trabalha aqui na FAFICH a procurar a justiça, para avaliarmos nossa situação com relação á esse tempo que já estamos trabalhando na FAFICH. “A Márcia das balas” me procurou e fomos juntas à Defensoria Pública da União (DPU). Da última vez que ela entrou aqui estava acompanhada de um senhor que supostamente seria um advogado; veja bem, aqui é uma escola pública, essa sala não é minha, essa sala não é do diretor, essa sala é do brasileiro. Então, pediu pra entrar, anotou um monte de coisas, pressupus que era um advogado; escutou a minha posição, escutou a posição dela, anotou, anotou, e foi embora. Daí a pouco ela buscou a defensoria pública, né? Então a partir desse dia ela não aceitou mais nada. As propostas de acordo entre ela e a diretoria da Universidade se encerraram a partir daí. Consultamos a procuradoria jurídica para analisarmos o que poderia ser feito para que ela abandonasse o prédio.

A procuradoria jurídica da UFMG cautelarmente recomendou que nós entrássemos com um processo contra as duas Márcias, a “Márcia do sanduíche” e a “Márcia das balas”.  Então foi aberto um processo junto à Advocacia Geral da União, que é uma espécie de advogado do Estado, solicitando a reintegração de posse. Nós também acionamos a Vigilância Sanitária.  

Mesmo sabendo, como foi informado pelo gabinete do Reitor, que esse órgão não tinha o poder de retirá-las daqui, nós solicitamos que a Vigilância Sanitária fizesse uma inspeção periódica dos sanduíches e pães vendidos, e que isso fosse divulgado para a comunidade acadêmica. Se chegar a um ponto alarmante, que mesmo estando acolhidas no espaço da Universidade, a Vigilância Sanitária entender que o comércio de sanduíches e pães está causando um potencial risco à saúde, aí ela os recolhe. Mas, a princípio, ela não vem aqui para recolher os produtos da Márcia. Quem pode recolher, somos nós, a própria segurança universitária. Podemos pegar o carrinho levar embora e pronto, acabar com essa história toda. Os estudantes vão reclamar, mas paciência. Mas nós não queremos apelar para esse recurso, nós queremos mostrar que negociamos até o final. A vigilância sanitária foi acionada, foi ao local, e deu algumas dicas para colocar uma blusa clara e um pano na cabeça, apenas para ter uma aparência melhor porque estamos lidando com alimentos. O sanduíche no caso, eu mantenho refrigerado, e fabrico todos os dias, mas é importante está com a etiqueta informando a data de validade. Ela me deu um prazo para estar fazendo isso, porque ela deixou bem claro que a função dela é orientar, estando o alimento bom é melhor pra todos. Ela ainda ficou admirada: “pensei que a temperatura de acondicionamento iria estar até abaixo do necessário, mas está uma temperatura boa”.

Cautelarmente também foi pedida uma liminar para que a justiça federal impeça a ocupação delas aqui no prédio. Aí quem vai tirá-las não vai ser a gente. Estamos tentando evitar que compulsoriamente nós tomemos essa providência. A solicitação para retirada da Márcia do prédio, foi feita dêsde 2003. Essa situação se agravou a partir de 2007, quando o comércio de sanduíches dela cresceu de uma maneira muito grande.

A minha permanência hoje na FAFICH não é uma questão de vaidade de ver quem vai ganhar, não é nada disso. É uma questão que eu realmente preciso trabalhar, preciso sobreviver disso. E a comunidade tem essa querência também, essa demanda.Eu particularmente não me importo. Se algum juiz determinar: olha ela vai ficar aqui, utilizando do espaço público, sem pagar impostos, isso é uma questão jurídica. Não sou eu que vou determinar nada. Mas nós vamos colocar lá uma placa, emoldurar isso, e deixar lá do lado, dizendo “olha essa senhora vende aqui por força da justiça, etc e tal, a diretoria não foi omissa nesse processo.”

As dificuldades maiores hoje da diretoria são dificuldades de gestão, dentro de um processo de modernização das estruturas e processos públicos que estão acontecendo hoje no Brasil. Essas normas, exigidas pelo governo, são corretas. Mas é difícil se adequar a isso de uma hora para outra. Hoje há sim normas e processos na gestão pública, que regulamentam a compra e a venda de produtos e serviços. Isso tem a ver com a questão da Márcia? Tem sim. Nós não tínhamos normas e agora temos normas. Os alunos querem a modernidade e o passado, a legalidade e a ilegalidade. Há uma contradição nessa questão.

Eu pessoalmente estou convicto de que esse tipo de normatização do espaço público, por meio de normas e licitações, é mais justo, é mais democrático. Isso vem muito dessa idéia de normatização do espaço público. Não é um favor. Então, quando você ganha uma bolsa do CNPQ e vai fazer um doutorado na Europa, não é porque o imperador gosta de você, e sim porque o povo brasileiro criou um espaço público, uma norma, que diz que se você acessar tal recurso de tal maneira você vai ser atendido. A gente tem que se adequar às normas. Essa não é uma postura partidária e sim uma postura democrática. Estamos discutindo as normas de uso do espaço público da FAFICH.  

Saída para esse conflito? A democracia é uma palavra difícil de ser traduzida, no sentido real porque por mais que queiramos falar sobre democracia, o que é uma democracia na realidade... na prática ela ainda é mais. O que eu espero realmente porque estamos em um espaço que é um espeço de democracia, um espaço de política, ...(acho até que ele está agindo mais por uma questão política mesmo).. é que chegue num acordo que as pessoas gostem e a gente possa também pagar por um espaço pequeno, que a gente possa estar colaborando com a comunidade e ele permitindo que essas famílias né, que é a minha família e a da outra Márcia possam continuar vivendo desse trabalho. Eu espero continuar vivendo.

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Projetos

Conte uma canção

“Conte uma Canção" é um programa da rádio UFMG Educativa 104,5 fm, sediada em Belo Horizonte, desenvolvida pelos alunos do Curso de Comunicação Social, e pelo Laboratório de Mídia Eletrônica da UFMG, sob a coordenação do professor Nísio Teixeira.

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Comunicação 50 anos


A memória é fundamental para todo indivíduo e instituição, qualquer que seja a sua natureza. É através dela que as instituições, assim como os indivíduos, conseguem se contextualizar historicamente, analisar sua trajetória, construir sua identidade e assim compreender o ambiente em que se inserem e como se posicionam ou desejam se posicionar.  

Com essa preocupação, e tendo em vista que a comemoração do cinqüentenário poderia se tornar um marco de mudança na relação do curso com sua memória, um grupo formado por docentes e técnicos decidiu iniciar um trabalho de preservação da memória institucional. No projeto que estamos construindo, interessa-nos abordar o trabalho de resgate da memória como processo relacional e coletivo. Não se pensa apenas em colecionar fatos, objetos e relatos acerca da trajetória institucional, mas, sobretudo, instaurar um processo de conversação com o passado.

O Projeto Memória, como foi entitulado, através da recuperação de alguns documentos oficiais e de uma série de entrevistas com os fundadores e alguns ex-alunos do curso de graduação, conseguiu apresentar resultados importantes para o início desse resgate. Paralelamente, outro projeto, o Acervo 50, desenvolveu uma nova metodologia e iniciou o processo de recuperação, tratamento e indexação do material audiovisual produzido e utilizado por alunos, técnicos e docentes ao longo da trajetória da instituição.

A estratégia adotada por ocasião da comemoração dos 50 anos do Curso dá ênfase para os recursos disponíveis na internet, que têm apresentado boas e dinâmicas possibilidades com relação aos aspectos constitutivos da memória, uma vez que as novas tecnologias possibilitam o resgate e o compartilhamento do passado. Nesse sentido, as mídias sociais, os blogs e os sites de compartilhamento de arquivos (youtube, soundcloud e flickr) têm permitido o diálogo com os públicos, para a difusão das informações e para a construção em rede da memória.

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Um veículo com formato de revista, com diversidade de gêneros textuais e padrões de linguagem jornalística; uma peça gráfica que possibilita o exercício de práticas de jornalismo especializado, abordando temas específicos, a cada edição, sob diversos aspectos.


Um outro sentido
É exatamente isso que pretendemos com esta publicação do curso de Comunicação Social da UFMG: explorar sentidos novos e múltiplos do jornal laboratório e do jornalismo especializado, exercitando narrativas e técnicas de apuração, investigação, construção da pauta e demais procedimentos da reportagem.

A proposta desse “híbrido” se tornou possível a partir do currículo do curso de Comunicação Social da UFMG, implantado em 2000, que tem como característica forte a flexibilização e a inovação nas práticas laboratoriais. O objetivo é permitir a aprendizagem do trabalho cooperativo, de forma que o aluno possa reconhecer suas potencialidades e limites. Nessa nova concepção, os participantes vivenciam múltiplas práticas, não estando restritos a uma habilitação, mas sim à experiência integrada da comunicação.

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