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As potencialidades da percussão

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As potencialidades da percussão

Há variados instrumentos de percussão e essa diversidade revela as potencialidades musicais. Em uma apresentação, o maior desafio do percussionista é fazer com que a sonoridade de diferentes instrumentos dialogue entre si

As potencialidades da percussão

José Henrique Viana (E) e Breno Bragança


Texto e fotos:
Alessandra Dantas


Mas, afinal, o que é percussão? Segundo o estudante do sexto período de bacharelado em percussão da Escola de Música da UFMG, José Henrique Viana, “percussão são milhares de instrumentos que percutem algum tipo de som, isto é, que provoquem algum tipo de ruído”. Pensando nisso, sons emitidos de um batuque em materiais, como panela, tambor de freio de carro, serrote e até garrafas, mesmo não sendo instrumentos, podem ser classificados como percussão. A potencialidade sonora pode ser explorada de acordo com o empenho do instrumentista.

Além dessa possibilidade de utilização de diferentes materiais, a percussão apresenta diferentes instrumentos que nem sempre têm grande popularidade. Na prática, somente a partir do século XX passaram a existir músicas tocadas exclusivamente com instrumentos de percussão. Com isso, esses passaram a ter não apenas o papel de acompanhamento na música, mas também de relevância na construção sonora.

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Marimba

Exemplos desses instrumentos que podem tanto acompanhar quanto solar em uma peça musical são a marimba e o vibrafone. “A marimba, instrumento de percussão feito de madeira mais dura, apresenta um som grave, os tubos em sua parte inferior possibilitam o aumento da ressonância das notas musicais”, como detalha o estudante José Henrique Viana.
“Já o vibrafone é um instrumento feito com teclas de metal. A diferença dele em relação à marimba é que o som ressoa por muito mais tempo e apresenta um pedal que controla o abafamento do som”, explica o estudante Breno Bragança, do quarto período de percussão da UFMG.

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Vibrafone


O tímpano é um instrumento que tem tambores bem maiores do que a bateria e tem um pedal que controla cada nota que é emitida. O tímpano em sua parte superior é coberto por uma membrana chamada pele. O pedal as controla, sendo assim possível verificar as notas musicais emitidas. Chama-se pele porque antigamente utilizava-se pele de animais. O instrumento apresentado na fotografia é feito de pele sintética.

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Tímpano

Até mesmo garrafas têm grande potencialidade no universo da percussão. O som emitido depende da proposta do compositor. O grande desafio é interagir os diferentes sons de garrafas de tamanhos e formas diferentes. Segundo o estudante de percussão Breno Bragança, o diferencial da percussão está em encontrar os instrumentos, “o percussionista tem que procurar as peças e o som de cada uma vai depender da sua escolha, muitas vezes os materiais e instrumentos escolhidos não são nada convencionais”.

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Garrafas

Se a percussão é cada vez mais aberta a descobertas, isso confere desafios para o percussionista. Para o estudante José Henrique Viana, o maior desafio é fazer uma música boa que apresente uma composição que dialogue diferentes instrumentos ou materiais de percussão. Já para Breno Bragança, o desafio da percussão está em interagir em uma apresentação diferentes sonoridades. “Se, por exemplo, tenho cinco instrumentos distintos o maior desafio é fazer distintos sons soarem de maneira uniforme. Cada um deles tem um modo particular e tenho que tocar cada instrumento de um modo diferente.”

A sonoridade de instrumentos como tímpano, marimba e um set de percussão múltipla foram apresentados em um vídeo pelos estudantes de bacharelado em percussão pela UFMG, Jose Henrique Viana e Breno Bragança. Confira no link.
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