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Pauta de prata

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Pauta de prata

Equipe de estudantes do Coltec alcança segundo lugar em competição nacional sobre História do Brasil. Paralelo a isto desdobro esforços para me tornar um jornalista diplomado no curso de Comunicação Social da UFMG

Pauta de prata

Coltec celebra segunda colocação em competição nacional

Texto e foto:

João Kleber de Mattos

Ser jornalista é uma profissão agradável, mas certas características do ofício, como a necessidade de fazer surgir pautas “do nada” e a saturação do mercado de trabalho são questões que dificultam o exercício da mesma. Participo da disciplina “Agência de Notícias”, do curso de Comunicação Social da UFMG, e por conta disso sou responsabilizado por construir textos jornalísticos a cada duas semanas, sendo o Colégio Técnico (Coltec) da UFMG a fonte das minhas pautas e dores nesse semestre. Isto porque o Coltec está longe de ser um pólo dos acontecimentos jornalísticos, como a Faculdade de Medicina, por exemplo, sempre repleta de eventos.

Nos tempos da internet, encontrei no site da instituição a seguinte notícia “COLTEC é prata na 3a Olimpíada Nacional em História do Brasil”. O detalhe é que desde agosto não havia nada publicado no site da instituição, o que em termos de aprendizado para minha vida jornalística é muito útil, pois de fato estou aprendendo a “tirar leite de pedras”. A notícia em questão dizia de uma competição nacional, em sua terceira edição, sobre História do Brasil, promovida pelo Museu de Ciências da Unicamp. No caso, a equipe do Coltec que alcançou o segundo lugar na competição era formada pelos alunos Mariana Chamon, Nikolas Passos e Rayane Toledo Simas, todos alunos do 3º ano e do curso técnico de informática da Instituição. A coordenação ficou a cargo do professor Eliezer Raimundo de Souza Costa.

De acordo com informações do Coltec, em 2011, a Instituição participou pela primeira vez dessa olimpíada. “Foram inscritas três equipes, todas elas chegaram até a quinta fase e uma passou para a presencial, fase final, que ocorreu em Campinas, na Unicamp, nos dias 15 e 16 de outubro. Nessa fase, constituída por uma prova escrita, a equipe concorreu com outras 300 de todo o país,  recebendo a medalha de prata.” Desse modo o Coltec procurou se representar, como uma instituição de ensino de destaque no cenário nacional. Enquanto eu preciso alimentar um portal universitário de notícias, para conseguir meu diploma de jornalismo.

A Olimpíada foi composta por seis fases, sendo cinco virtuais e uma presencial. Nas quatro primeiras fases os alunos, que são do 9º ano de Ensino Fundamental e do Ensino Médio, enfrentaram uma bateria de questões objetivas para resolver e uma tarefa. De acordo com a organização da Olimpíada, nesse ano foram mais  de 60 mil alunos inscritos de todos os estados brasileiros. As equipes foram compostas por três alunos e um professor e o critério de seleção foi a pontuação adquirida ao longo do processo.

Todas essas informações foram obtidas pela internet. Por isso venho problematizar essa questão. Até que ponto é antiético um jornalista coletar dados via internet? Se as informações são verídicas, o que há de errado?  Em um mundo de relações digitais, em que o jornalismo é exposto online, por que a apuração não pode ocorrer nesse campo cibernético? Talvez eu diga isto para me defender dos meus próprios erros, mas há uma verdade nisso. A confiabilidade que damos às informações de uma fonte presencial e a um dado presente em uma página da internet tende a ser o mesmo, por que seria diferente nessas situações? Eu sei o que você está pensando, e sim, você está certo.

Eu sou apenas um estudante de jornalismo em uma instituição federal de ensino, preso a internet e computadores por todos os lados. Temendo uma reprovação que poderá atrapalhar minha formação acadêmica, e esperando um tempo onde as pautas sejam mais fartas. Enquanto isso, o meu objeto, o Coltec, celebra a vitória de sua equipe em uma competição nacional.
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