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Ahhhhhhhhhhhnnnnnnnnnnn!?!?!?!?!?!?

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Ahhhhhhhhhhhnnnnnnnnnnn!?!?!?!?!?!?

Como você contaria uma história com começo, meio e fim se você não pudesse utilizar palavras? Aceite o desafio e descubra que não são só os quadrinhos que podem utilizar as onomatopéias.


Matéria de

Andreza Brito e
Eduardo P.A. Junior

Edição de texto: Andrea Souza e Eduardo P.A. Junior
Edição de mídia: Andreza Brito e Eduardo P.A. Junior

Eles estão por toda parte, não adianta fugir. Enquanto escrevo este texto, o ‘clac clac’ do teclado martela os parafusos do meu cérebro, o ‘clic clic’ do mouse sinaliza a pressa que tenho ao me mover pela tela do computador e nesse meio tempo ainda sou interpelada pelo grunhido impaciente de um cachorro ousado demais a ponto de morder as barras de minha calça. A trinta centímetros de distância o irritante ‘tic tac’ do relógio sobre a mesa acirra ainda mais disputa pela atenção dos meus ouvidos. Parece ser uma tendência natural tentar transformar esses sons comuns do dia-a-dia em palavras que consigam representar de modo mais fiel possível sonoridades ordinárias e aparentemente, banais.



Para preencher essas lacunas, surgem então as onomatopéias, figuras de linguagem quase universais capazes de imitar um som com um fonema ou uma palavra, geralmente naquelas situações em que a explicação ficaria muito longa (hmmm!) e o entendimento, comprometido (argh!). Para isso, bastam poucas letras (ufa!) e muitos sinais de pontuação para recriar uma situação de forma rápida e eficiente (êêê!!!). Eu digo quase, porque da mesma forma que o Esperanto fracassou como língua universal, as onomatopéias possuem representações específicas, que variam de acordo com cada canto do mundo.

Assim, mesmo que você tenha a certeza de que uma porta faz o mesmo barulho quando bate no Brasil ou no Japão, o som nem sempre é transcrito para o papel da mesma forma. Já no caso das onomatopéias usadas aqui e nos EUA, pode-se dizer que muitas delas se coincidem e se misturam.

Para aqueles que desejam se munir dessas figuras de linguagem tão cotidianas, as histórias em quadrinhos estão cheias delas. É neste meio que elas conseguem se mostrar com muita naturalidade e terem seus sentidos complementados por outros elementos gráficos, como as pontuações. No fim das contas, muitos quadrinhos são tranquilamente lidos e interpretados sem a utilização de um único substantivo ou preposição.

     Mas será que no jornalismo esse tipo de recurso
  poderia ser suficiente para contar uma notícia?
  
    Nossa equipe de reportagem procurou formas de
  apropriação desse recurso em textos jornalísticos.
  Percebemos que a utilização das onomatopéias está
  basicamente em títulos ou se encontra de forma
  muito rara e discreta no meio de textos convencionais
  com o objetivo de remeter à fala de algum entrevistado
  ou outro trecho específico. Por isso lançamos o
  desafio.
  Logo abaixo, segue uma curiosa notícia que fora
  transformada em um texto apenas com onomatopéias.
  Nossa sugestão é que você tente dizer o que estamos
  tentando contar. Participe!
 
     O que você entenderia se lesse ou ouvisse...
   Baticum! Baticum! Baticum!
   Tec, tec, tec.
   Fniff, fniff. Aaaahhhhhh!!!
   Baticum! Baticum! Baticum!
   Uuuuuuuuuóóóóóóóóóóóóó.
   Screeeeeeeeeech!
   Blam!
   Biff! Plaft!
   Tonc! Tonc! Tonc! Tonc! Tonc! Tonc!
   Tum! Plaft! Vap! Tum! Pou! Soc! Bonc!
   Tonc! Tonc!
   Slam!
   Vrommmmmmmmmmm!!!!!
   Baticum! Baticum! Baticum!
 
      Veja uma tradução possível.  


Onomatopéias

Posted by Aline at 2009-10-19 07:10

Adorei o site. Vocês estão de parabéns. O assunto é bem interessante e de muita qualidade, além disso contribui para tornar a net mais inteligente, pois o conteúdo vale a pena ser acessado.

Esperanto

Posted by Germano at 2010-05-30 11:56

Não acho que o esperanto tenha falhado. hj existem milhões de pessoas que utilizam esta lingua para comunicação internacional. Faça uma pesquisa e confira. Abraço

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