Flash mob no terceiro andar da Fafich causa frisson e divide opiniões de testemunhas...
Produção, realização e edição:
Carol Abreu e Victor Guimarães
“Eu disse que era um flash mob!”, reafirmava com convicção o aluno Augusto Molinari no fim da manhã da fatÃdica terça-feira, 24 de novembro. Tudo corria bem no terceiro andar naquele dia. Estudantes deixavam as aulas, alguns compravam cigarros na Márcia, um casal se acariciava nas proximidades da CRIA. Por volta das 11h20, entretanto, algo estranho começou a acontecer. Surgidas de todos os lados, pessoas em trajes esportivos invadiram o hall e começaram a se exercitar das mais variadas formas. Ao fim de três minutos, a turba se desfez e a vida voltou ao normal. Populares afirmaram não saber do que se tratava.
De acordo com a World Flash Mob Association (WFMA), em 2001 apenas 12,5% da população economicamente ativa era favorável a essas iniciativas, e 80% não sabia do que se tratava. Sete anos depois, a mesma pesquisa apontou que 36% da amostra considerava os eventos “saudáveis”. Os flash mobs vêm angariando cada vez mais adeptos. Em abril desse ano, o Pillow Fight Dayarregimentou cerca de 500 aficcionados por guerras de travesseiros na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.
Entrevistas exclusivas com testemunhas e participantes do flash mob
Francisco Torres, aluno do segundo perÃodo do curso de Ciências Sociais, nunca tinha visto um flash mob. “Cara, eu só ouvi um assobio e de repente tinha um povo correndo, muito estranho”, lembrou minutos depois do ocorrido. “Foi muito emocionante!”, completou. Para Joana Gutemberg, do oitavo perÃodo de Filosofia, “só pode ser coisa de gente da Comunicação”. A estudante não considera o flash mob uma prática construtiva e acha que as pessoas deveriam ter mais o que fazer.
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