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Mobilização instantânea para principiantes

Flash mob no terceiro andar da Fafich causa frisson e divide opiniões de testemunhas...

Produção, realização e edição:
Carol Abreu e Victor Guimarães


“Eu disse que era um flash mob!”, reafirmava com convicção o aluno Augusto Molinari no fim da manhã da fatídica terça-feira, 24 de novembro. Tudo corria bem no terceiro andar naquele dia. Estudantes deixavam as aulas, alguns compravam cigarros na Márcia, um casal se acariciava nas proximidades da CRIA. Por volta das 11h20, entretanto, algo estranho começou a acontecer. Surgidas de todos os lados, pessoas em trajes esportivos invadiram o hall e começaram a se exercitar das mais variadas formas. Ao fim de três minutos, a turba se desfez e a vida voltou ao normal. Populares afirmaram não saber do que se tratava.

Imagens de um cinegrafista amador



Segundo a Wikipédia, “Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram”. Esse tipo de evento virou febre no cenário brasileiro nos últimos anos, elevando os níveis de criatividade da população a patamares nunca antes observados.

De acordo com a World Flash Mob Association (WFMA), em 2001 apenas 12,5% da população economicamente ativa era favorável a essas iniciativas, e 80% não sabia do que se tratava. Sete anos depois, a mesma pesquisa apontou que 36% da amostra considerava os eventos “saudáveis”. Os flash mobs vêm angariando cada vez mais adeptos. Em abril desse ano, o Pillow Fight Day arregimentou cerca de 500 aficcionados por guerras de travesseiros na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

Com um número de participantes mais modesto, o evento da FAFICH foi organizado pelos ativistas Carol Abreu e Victor Guimarães. “A idéia do flash mob vem da noção de terrorismo poético, de quebrar a normalidade”, explicou a porta-voz do Movimento Paca. Segundo Victor, o experimento traz ainda a discussão da correria do capitalismo avançado. “A gente costuma vir para a faculdade, voltar da faculdade, é a correria do dia-a-dia mesmo”, ponderou.

Entrevistas exclusivas com testemunhas e participantes do flash mob



Francisco Torres, aluno do segundo período do curso de Ciências Sociais, nunca tinha visto um flash mob. “Cara, eu só ouvi um assobio e de repente tinha um povo correndo, muito estranho”, lembrou minutos depois do ocorrido. “Foi muito emocionante!”, completou. Para Joana Gutemberg, do oitavo período de Filosofia, “só pode ser coisa de gente da Comunicação”. A estudante não considera o flash mob uma prática construtiva e acha que as pessoas deveriam ter mais o que fazer.

Para Ethel Braga, estudante do 6º período de Comunicação que participou do flash mob, esse tipo de intervenção faz muita falta em um ambiente como a Fafich: “Eu achei uma experiência incrível e uma iniciativa muito legal”. Bernardo “Xuxa” Miranda, estudante do 9º período, ressaltou os benefícios de flash mobs para a saúde e a aceitação por parte do público. “A iniciativa é muito importante. Foi educativa e interativa, eu gostei muito”, avalia o estudante, que também participou do evento.

Entenda como essa matéria foi realizada e saiba como construir um acontecimento em poucos passos.

Flash Mob na Fafich [como construir um acontecimento] from Victor Guimarães on Vimeo.


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