10 anos de empreendedorismo
No dia 24 de agosto, a C.R.I.A (criação, relações, ideias e arte), empresa júnior do curso de Comunicação Social da UFMG, comemorou uma década de muita experimentação e de pleno exercÃcio da aprendizagem.
Simone, Gustavo e Camila Arraes
Matéria de Adriana Mariano
Produção:
Isabela Latif
Edição de texto: Leandro Aguiar
Edição de mÃdia:
Ana Carvalho
A ideia de criar uma empresa júnior para o curso já era ensaiada com turmas anteriores de comunicação social, mas só foi efetivamente fundada com os alunos do primeiro semestre de 1999.
Os alunos queriam um espaço onde pudessem simular a vivência de mercado e ter uma visão ampliada da área de Comunicação. Ex-estudante do curso e um dos fundadores da C.R.I.A, Rennan Mafra, afirmou que mesmo com uma noção do que era uma empresa júnior, ele e seus colegas que ajudaram no ato da inauguração da C.R.I.A, não sabiam direito os desafios e implicações de se abrir uma empresa.
“Eu fui emancipado aos 18 anos devido a responsabilidade que assumi ao ser presidente da C.R.I.A, pois tive que dar conta de uma empresa, assinar cheques, procurar um contador, elaborar estatuto, metas e missões empresariais. Não sabia se a C.R.I.A era uma empresa ou um centro acadêmico. Não sabia nem mais como me portar, qual roupa eu iria vestir para ir à C.R.I.A”.
Em 1999, quando a empresa foi fundada, a grade curricular do curso de Comunicação Social era mais rÃgida em comparação a flexibilidade que hoje o aluno pode ter. Exemplo desse antigo currÃculo é que um graduando que se vinculasse a habilitação de Jornalismo só poderia ter contato com disciplinas de outras habilitações quando terminasse a sua formação como jornalista. Segundo Rennan Mafra, a contribuição da empresa júnior no curso foi de converger experiências comunicacionais, já que não era possÃvel a integração das habilitações cursadas.
Após 6 meses do momento de inauguração da C.R.I.A e as dificuldades de empreendedorismo, a empresa ficou fechada por alguns meses. Uma nova maneira de administrar a empresa foi pensada, com a iniciativa de Camila Arraes “que introduziu a cara de gestão empresarial de verdade”, como diz Mafra.
Arraes entrou na C.R.I.A. em um momento em que a empresa já estava desacreditada, sem organização e os veteranos não se interessavam mais em conduzi-la.Ela procurou o movimento de empresas juniores de administração, onde, então, aprendeu sobre o modelo de gestão. “Levei tão a sério este estilo que era conhecida na C.R.I.A. como mão de ferro e ditadora. Eu vivi a C.R.I.A durante os meus quatro anos de faculdade. Isso foi tão intenso para a minha formação que fiz a monografia sobre este modelo de gestão aplicado à empresa júnior do curso”, conta Camila.
Arraes foi a primeira a se engajar no movimento de
empresas juniores, participando da primeira assembléia geral de empresas juniores do estado de Minas Gerais, em Viçosa. A partir daà é que foram criados os núcleos produtivos e administrativos para a empresa júnior, pois, anteriormente, a empresa era mais baseada na parte de produção publicitária.
Com isso a empresa se legitimou dentro do curso, na diretoria da Fafich, e por consequência, com os clientes, tornando-se uma empresa de credibilidade e de tradição como é hoje.
Referência
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ARRAES, Camila. Narractive: padrões
comunicativos e de gestão: o case C.R.I.A.
UFMG Jr. Belo Horizonte: UFMG, 2003. |