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Para Carol, nossa querida amiga

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Para Carol, nossa querida amiga

Ele está onde você não está. Ele vê e escuta o que você não vê, não escuta, e, principalmente, desejaria que os outros não vissem ou ouvissem. Ele é o Carol, informativo produzido por e para alunos do curso de Comunicação Social. Você sabe de onde ele veio?

"Era início do primeiro semestre de 2001 e eu estava meio de saco cheio de depender do meu amigo Thiago Máximo para atualizar o "Jornal Gardenal", daí juntei alguns textos meus, formatei um número zero e mandei para uns quatro amigos”, foi dessa maneira que Henrique Milen criou o "Carol", o e-zine mais famoso da Comunicação. Inicialmente enviado para panelinha do criador-editor, o Carol #0 foi, de certa maneira, desprezado, mas mesmo assim, na calada da noite de um domingão, Milen resolveu escrever o Carol #1. E não é que a popularidade do informativo foi crescendo e as pessoas começaram a reenviá-lo, a comentar e a colaborar com o e-zine. "Algumas pessoas mandaram e-mails elogiando o #1 (publiquei-os no #2), e a cada semana mais gente recebia e comentava”, diz Milen. Henrique editou o Carol ao longo de 2001. Foram no total 43 edições, que, para alegria geral dos futuros comunicólogos da UFMG, o antigo editor fez questão de republicá-las em seu blog, como homenagem às 300 edições do Carol.

Henrique conta que nas primeiras edições do informativo não tinha a noção do que iria escrever, e é por isso que o Carol #1 é tão marcante para ele, “eu não tinha a menor ideia de qual seria a reação do pessoal do curso no dia seguinte. Se seria comentado, ignorado ou esculachado”, comenta. E como não poderia deixar de ser, se o primeiro foi marcante, o último também teve um gostinho especial: “eu gosto muito também do #43, que teve uma polêmica muito engraçada sobre uma aula da turma de rádio”, continua Milen. “Eu encontrei o autor do texto por acaso numa lanchonete da Savassi, ele me falou daquela aula e eu pedi pra ele botar no papel e mandar pro Carol. Acho que a polêmica foi boa, porque cutucou uma ferida: a falta de comprometimento de alguns professores com o conteúdo das disciplinas da graduação”, diz ele.

Quando questionado sobre o Carol hoje, Henrique diz que acha que o informativo ainda supre uma lacuna de comunicação informal na graduação, mas diz também quem nem sempre o lê, porque as pautas andam muito fechadas para assuntos internos do curso. “Os primeiros Caróis também falavam muito do curso, mas tentavam de alguma maneira politizar a discussão, dar algum sentido mais amplo aos textos. Priorizávamos textos não sobre o curso de comunicação, mas sim com a visão dos comunicólogos sobre as coisas”, argumenta. Para Milen, o que falta no Carol atual é uma certa ambição intelectual, um discurso mais provocador. Milen diz que na sua época os temas abordados pelo informativo eram problematizados de maneira que fossem de interesse geral, porque era uma crônica de juventude. “ O Carol era reenviado para estudantes de Engenharia, Arquitetura, Biologia, outras faculdades...e eu só fui saber disso quando deixei de ser editor!”, acrescenta.

Mas uma pergunta não quer calar: por que o nome Carol? Do Carol #1 vem a explicação: Chama "Carol" porque vírus, furacão e travesti tem nome de mulher. E isso que você recebeu é (ou, melhor, tem a pretensão de ser) um pouco disso tudo. Mas por que Carol? Ora, em homenagem à nossa querida amiga Carol!


SAIBA MAIS

JORNAL GARDENAL

COMUNIDADE CAROL NO ORKUT

EDIÇÕES ANTIGAS DO CAROL (#1 A #43)

Carol

Posted by Camila at 2009-06-30 09:04

Nossa, o Carol é amis antigo deo que eu pensava...

Saudades!!!

Posted by Carolina Faria - C3 at 2009-09-24 13:16

Ai, que saudades do Carol e da minha época no curso de Comunicação Social, da minha turma e de tudo que a gente produziu em 4 anos na Fafich! Eu me diverti quando soube que virei lenda... Tenho o maior orgulho de ter feito parte de um ahistória tão bacana, que marcou a trajetória do curso e persiste até hoje.

Carol

Posted by Tatiana at 2009-10-03 13:11

Parabéns Milen, enquanto alguns colegas de curso reclamavam da falta de recursos para produções-laboratório, você mostrou que só era necessário talento e força de vontade.

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