Périplo do esquecimento
Por Adriana Mariano
Revisão de Natália Barbosa
O mofão não é um jogo, ele era. Era porque as pessoas não se lembram mais de como se jogava e nem mesmo onde foram parar os últimos resquÃcios disso.
O comentário de um dos entrevistados pode comprovar essa falta de dados. O ex-aluno do curso de Comunicação Social, Guilherme Alvarenga afirma que “há muito tempo que eu não ouvia falar sobre o jogo de mofão, e agora comecei a lembrar da época e entrei numa onda de nostalgia. Mas para ser muito franco, não me lembro com clareza das regras”.
Outro ex-aluno do curso, Cristiano Abud, que iria nos falar sobre as regras do jogo, tentou, mas já não se lembra mais.
Guilherme Albuquerque diz que o mofão era um jogo rápido, de rodadas (como o poker) e os jogadores acumulavam pontos a cada rodada. Tinha uma carta "trunfo", mas que não lembra o papel dela.
A ex-aluna do curso, Raquel Mansur, ao ser entrevistada, também confirma as falhas da memória e diz não ser a pessoa mais indicada para ajudar na ressurreição do mofão.
Os maiores jogadores do mofão da época (década de 1990) eram, segundo Guilherme Albuquerque, “eu mesmo (Guinfs), Cristiano ABUD, ARMANDO Mendes, JanaÃna PatrocÃnio (Jane's), Vanessa Palhares (Pants), Tais Reis (Tatá) e Raquel (do "Bordel da Raquel)”. Porém, ninguém mais se lembra com exatidão como era o jogo.
O que resta é que o mofão era um jogo tÃpico da Comunicação Social e que sua história se perdeu com o passar do tempo, fazendo dessa reportagem um périplo.