Autonomia de escolha versus ansiedade para praticar, um dilema que aflinge muitos estudantes do Curso, saiba mais sobre um assunto que sempre dá o que falar.
Desde a Mostra das Profissões, quando voluntários e bolsistas gastam (muita) saliva explicando o mundo mágico da Comunicação, até as longÃnquas conversas com Anderson na hora de fazer a matrÃcula, um assunto rende muita dor de cabeça aos futuros comunicólogos. Sim caros leitores, estamos falando da velha, mas nunca ultrapassada, discussão sobre a combinação entre teoria e prática no Curso. Com a Mostra das Profissões, tenta-se passar uma imagem do Curso pautada na palavra mágica conciliação, mostrando que aqui o aluno pode ver a teoria e a prática na medida certa para ter uma boa formação. O problema é que muitas vezes os estudantes, antes de entrarem no curso, têm pouca visão sobre a área: “Achei que o curso fosse mais profissionalizante”, diz Bruno Vieira, do 8°perÃodo que visitou a Mostra antes do vestibular. Alguns dizem que o Curso tem um caráter fortemente teórico, como a secretária do colegiado Lúci Oliveira. Isso acaba gerando certos preconceitos para quem é de fora e ainda tem essa visão fechada: “Antes de entrar aqui, eu ouvia muita gente que criticava o curso dizendo que a formação não era boa porque só tinha teoria. Hoje eu vejo que o curso é muito bom sim porque existe a teoria, além da prática ”, lembra Matheus Jasper, do 7º perÃodo. Então, o problema do curso seria mesmo o excesso de teoria? Bem, apesar da imagem que se tem lá fora os alunos, no geral, acabam reconhecendo o valor positivo da teoria na formação profissional: “É du caralho! A mim muito me valeu essa consciência crÃtica sobre a minha profissão.” exclama Bruno. Por outro lado, alguns dizem que a parte prática do curso pode ficar prejudicada, como mostra a professora SÃlvia, que ministra oficinas e laboratórios de jornalismo: “Eu acho que é uma questão de falta de disciplina prática, não é que os alunos procurem mais, é que tem menos aulas práticas mesmo”. Já Luci, lembra que essa procura varia a cada turma e que, nesse semestre, o Colegiado aumentou a oferta de disciplinas práticas e a procura foi menor que o esperado. Apesar dessa discussão acerca das disciplinas, uma forma de conciliação interessante parece ser os projetos de extensão do curso, que permitem aos alunos vivenciar uma prática orientada por professores e outros profissionais da área. Nesse sentido, eles podem até substituir aulas práticas, como ressaltam Silvia e Lúci. Fica então o desafio de conciliar as atividades de voluntário e/ou bolsista com a grade horária. Afinal de contas todos têm seus créditos a cumprir. Novamente entra em cena a mentalidade ingênua do aluno que, ao chegar no curso se ilude com os diversos projetos e acaba querendo “abraçar o mundo”. Vale lembrar então que, “teoria sem a prática não funciona” como enfatiza Lúci, da mesma forma, autonomia sem bom senso de nada adianta. Diante disso, fica o aviso da SÃlvia : “Se você sair com alguns problemas na formação prática você consegue resolver no mercado, já se você tiver problemas com a formação teórica isso não se resolve no mercado.”.
Saiba mais:
Folha lança livro sobre o mercado e o curso de jornalismo confira http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u320943.shtml
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=539JDB002