Resumo
Montado a partir de imagens da liberação do campo
de concentração de Bergen-Belsen, colhidas pelo exército
inglês ao fim da Segunda Guerra Mundial, o filme Memory of
the camps lida com o horror: valas, doenças, corpos esqueléticos,
pilhas de ossos, cadáveres. O artigo de Jean-Louis Comolli
discute como a tensão entre ver e crer é levada ao
limite na experiência de um filme em seu enfrentamento com
o horror. Como mostrar e ver o insuportável? Como acreditar
no inacreditável? Em Memory of the camps, essa dupla relação
de impossibilidade está em jogo. O cinema é desafiado
a filmar o infilmável. O espectador é instado a ver
sem possibilidade de se projetar no corpo filmado.
Palavras-chave
Holocausto. Documentário. Lugar do espectador.
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Resumé
Construit avec les images de la libération du camps de concentration
de Bergen-Belsen, enregistrées par les troupes anglaises
à la fin de la Deuxième Guerre Mondiale, le film Memory
of the camps parle de l’horreur: des fosses, des maladies,
des corps décharnés, des montagnes d’os, des
cadavres. L’article de Jean-Louis Comolli discute comment
la tension entre voir et croire arrive à la limite dans l’expérience
d’un film confronté a l’horreur. Comment montrer
et voir l’insupportable? Comment construire la possibilité
de croire à l’incroyable ? Dans Memory of the
camps, c’est cette double impossibilité qu’est
en jeu. Le cinéma est défié a filmer l’infilmable.
Le spectateur est obligé de voir sans aucune possibilité
de se projecter sur le corps filmé.
Mots-clés
Holocauste. Documentaire. Place du spectateur.
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Abstract
Edited from images of the Bergen-Belsen concentration camp’s
liberation, which were collected by the British Army at the end
of the Second World War, the movie Memory of the camps deals with
the horror: fosses, diseases, skeletal bodies, piles of bones, corpses.
Jean-Louis Comolli’s article discusses how the tension between
seeing and believing is led to its limit in the experience of a
movie standing up to horror. How can we show and see the unbearable?
How can we believe in the unbelievable? In Memory of the camps,
this double relation of impossibility is at stake. Cinema is challenged
to film the unfilmed. The spectator is urged to see without the
possibility of projecting herself on to the filmed body.
Keywords
Holocaust. Documentary. Spectator’s place |