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Volume 3   Todos os volumes
 
 
 
O filme como vontade de representação
Maurício Lissovsky - Doutor em Comunicação pela UFRJ
Professor da Escola de Comunicação da UFRJ

Thomas Edison Jr. aproxima-se da casa dos Henson e bate na porta... “Qual porta?” – pergunta a criança ingênua que revelou a nudez do Rei. Como os demais cidadãos de Dogville, Tom parece não perceber que suas casas não possuem paredes ou portas: toctoqueam-lhes a madeira com os nós dos dedos e, sobretudo, giram-lhes as maçanetas. Os habitantes da cidade comportam-se como zumbis prisioneiros de seus velhos hábitos.

– Não subestimemos a bizarra repetição deste gesto mecânico – diria Adorno, em resposta à criança.
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