Editorial

É lugar comum afirmar a velocidade e a multiplicidade da vida atual, assim como acentuar - e culpar - o papel dos fenômenos midiáticos nessa paisagem cotidiana. Não raro, o senso comum indiferencia produtos e situações, muitas vezes associando causas, efeitos, agentes e “vítimas” de modo inusitado; ao mesmo tempo, vislumbram-se originalidades, ineditismos, rupturas e turning points de insípidas conseqüências. Por vezes, porém, apreende-se aspectos sutis ou precisos desse cenário de imagens e culturas midiáticas.

A partir de observações ou “pequenas” interrogações cotidianas, assim, pode-se chegar a reflexões importantes e consistentes sobre a vida atual. Nesse percurso, a Universidade tem certamente um papel importante, ao apresentar-se como um espaço peculiar, de produção de um conhecimento metodologicamente consistente. Muitos vêem esse saber restrito aos trabalhos dos pesquisadores, às teses e dissertações da pós-graduação stricto sensu. Aqui, agora, afirmamos que, junto a eles, há certamente um lugar (ao sol?) a ser ocupado pelas especializações.

Uma prova disso são os artigos que constam da Revista Espcom. Selecionados entre os trabalhos finais do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Comunicação: imagens e culturas mediáticas, esses ensaios refletem um pouco a miríade comunicacional contemporânea e a diversidade de questões que levanta. Com isso, colaboram para seu entendimento e para todos aqueles que desejam saber um pouco mais. Através deles, esse grande “monstro” chamado “mídia” revela faces curiosas...

Bruno de Souza Leal