LUIGI PAREYSON

 

Nascido em Piasco (Cuneo), em 1918, e falecido em Milão, em 1991, Luigi Pareyson obteve a Laurea em Filosofia pela Università degli Studi di Torino, sob a orientação de Augusto Guzzo. Completou sua formação acadêmica em Heidelberg, onde estudou durante dois anos com Karl Jaspers. Por cerca de quarenta anos, foi Livre Docente de Filosofia Teórica, Ética e Estética na Universidade de Turim, lecionando também na Universidade de Pavia e na Universidade Nacional de Cuyo (Argentina). Entre seus discípulos mais ilustres incluem-se: Umberto Eco, Gianni Vattimo, Giuseppe Riconda, Sergio Givone, Mario Perniola, Claudio Ciancio, Francesco Moiso e Maurizio Pagano.

           Paralelamente a suas atividades docentes, fundou e dirigiu: Annuario filosofico, Filosofia e Rivista di Estetica (por cerca de vinte e oito anos), permanecendo à frente das seguintes coleções filosóficas: La filosofia classica tedesca (Prisma Editrice); Biblioteca di Filosofia, Studi di Filosofia, Saggi di estetica e di poetica (Mursia); Filosofi moderni (Zanichelli); Philosophica varia inedita vel variora (Bottega d’Erasmo). Integrou, por algum tempo, as Comissões da Bayerische Akademie der Wissenschaften, para edições críticas de Fichte e de Schelling, e foi membro do Institut International de Philosophie, do Comité International pour les Études d’Esthétique, da Accademia Nazionale dei Lincei (Roma) e da Accademia delle Scienze di Torino.

            Em sua produção bibliográfica, distinguem-se os seguintes títulos: “La filosofia dell’esistenza e Carlo Jaspers”, 1940 (3.ed. “Karl Jaspers”, 1997); “Studi sull’esistenzialismo”, 1943 (3.ed. 2001); “L’estetica dell’idealismo tedesco”, 1950 (nova ed.: v. III. “Goethe e Schelling”, 2003; v. I “Kant e Schiller”, 2005); “Esistenza e persona”, 1950 (5.ed.2002); "Estetica: teoria della formatività", 1954 (6.ed. 2002; trad. brasileira:1993; trad. romena: 1997); “Fichte”, 1959 (2.ed. 1976); “Teoria dell’arte”, 1965; “I problemi dell’estetica”, 1966 (trad. brasileira: 1984); “Conversazioni di estetica”, 1966 (tradução espanhola: 1988; francesa: 1992); “L’estetica di Kant: lettura della ‘Critica del Giudizio’”, 1968 (nova ed. 1984; trad. brasileira em fase de revisão); “Etica ed estetica in Schiller”, 1969 (2.ed.1983); “Verità e interpretazione”, 1971 (4.ed.: 1994; trad. brasileira: 2005); “Schelling” 1971 (2.ed.1975); “Schellinghiana rariora”, 1977; “Lo stupore della ragione in Schelling”, 1979; “Conversaciones de estética”, 1988; “Heidegger”, 1990; “Filosofia della libertà”, 1991 (trad. brasileira:1996); “Dostoevskij”, 1993; “Ontologia della libertà”, 1995 (trad. francesa: 1998); “Essere libertà ambiguità”, 1998; “Kierkegaard e Pascal”, 1999; “Problemi dell’estetica II. Storia”, 2000.