Felicidade, Produção Artística e Filosofia: fenômeno transcultural
Laboratório de Ensino em Filosofia II
Prof.: Lívia Guimarães
Alunos: Agnes Rezende
Rômulo Abreu
Relatório sobre as aulas elaboradas durante o semestre
Aula I: Felicidade
Tópico: Ética
Leitura do texto Sobre o desejo, da doutora Marisa Lopes, professora de filosofia na Universidade Federal de São Carlos.
Objetivo: introduzir os alunos na teoria aristotélica da alma, nos conceitos de incontinência, apetites, eudaimonia e vida contemplativa.
Leitura do texto A arte de ser feliz de Arthur Schopenhauer.
Objetivo: apresentar uma concepção negativa de felicidade em contraposição à idéia positiva de felicidade como satisfação dos prazeres e desejos.
Sugestão de trabalho: Organizar um debate para comparar a idéia de felicidade como ausência de sofrimento e a concepção atual de fruição desmedida dos prazeres.
Leitura do texto A construção da alegria, do psicanlista e escritor Hélio Pellegrino.
Objetivo: dar aos alunos uma visão poética e contemporânea do conceito de felicidade.
Sugestão de trabalho: pedir que os alunos encontrem passagens filosóficas e poéticas no texto.
Aula II: O que é a produção artística?
Tópico: Estética
Leitura de trecho do livro III da República de Platão.
Objetivo: demonstrar como a obra de arte para Platão tinha um papel fundamental na educação e orientação dos cidadãos da pólis. À medida que poderia incutir nos indivíduos os valores e virtudes desejáveis para a boa harmonia da vida social e condizente com as diferentes funções que exerciam na cidade, arte e política estavam intimamente relacionados.
Leitura do texto Plano Geral da Estética, capítulo IV, vol. I, Preleções sobre a Estética, Friedrich Hegel, tirado do livro O Belo Autônomo.
Objetivo: apresentar aos alunos os conceitos de unidade da obra de arte e ideal na obra de arte segundo a teoria estética de Hegel.
Leitura do texto “Mal do século? Morte da arte?”, presente na obra Estética e Filosofia, de Mikel Dufrenne, filósofo francês contemporâneo.
Objetivo: apesar do conceito de obra de arte na contemporaneidade ser algo de difícil apreensão e objeto de grande controvérsia, o texto de Dufrenne pretende apontar um novo universo de significação para expressões artísticas atuais.
Sugestão de trabalho: em um primeiro momento, apresentar aos alunos, por meio de slides, expressões artísticas de diferentes épocas e lugares. Depois, pedir a eles que respondam, de forma sucinta, a pergunta: O que é arte para você? Em uma segunda aula, propor uma discussão entre as respostas dadas e as idéias e imagens apresentadas na aula anterior.
Aula III: Filosofia: fenômeno transcultural
Tópico: Epistemologia
Leitura de trecho do texto “A ciência do concreto”, capítulo da obra O pensamento selvagem, de Levi-Strauss.
Objetivo: problematizar o pensamento etnocêntrico de que os povos chamados “civilizados” possuem uma capacidade intelectual para a abstração, para a apreensão da realidade por meio de conceitos, não se pautando pelo critério da mera necessidade, ao contrário dos chamados “selvagens”, que eram julgados intelectualmente inferiores e como limitados ao universo da necessidade.
Leitura do texto “O valor do estudo comparado da filosofia”, presente no livro Filosofia: oriente e ocidente, organizado por Charles A. Moore.
Objetivo: sugerir uma comparação entre a filosofia oriental e a ocidental. Demarcar as principais diferenças e propor uma possível aproximação, até mesmo uma complementaridade, na forma diversa de se posicionarem diante dos mesmos temas.
Leitura do texto “Comparações entre Oriente e Ocidente, Convergência de duas grandes tradições”, do livro História da Filosofia, organizado por Bryan Magee.
Objetivo: traçar as linhas gerais e os aspectos fundamentais da filosofia oriental e seus pontos de convergência com a filosofia ocidental.
Leitura da introdução da obra Experiência Mística e filosofia na tradição oriental, escrito por Henrique C. de Lima Vaz.
Objetivo: questionar o significado atribuído à experiência mística, que muitas vezes associamos a outras tradições filosóficas que não a ocidental, como algo de forte conteúdo irracional e passional, não suscetível de ser tratado como uma forma de apreender a realidade.
Referências bibliográficas
SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de ser feliz: exposta em 50 máximas. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
PLATÃO. Trecho do livro III de A República. In : Duarte, R. (Org.) O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997, p. 9-23.
LOPES, Marisa. “Sobre o desejo”. In: Mente, Cérebro & Filosofia. 1, 2007, p.58-63.
PELLEGRINO, Hélio. “A construção da Alegria”. In: A burrice do demônio. Rio de Janeiro: Rocco, 1988, p.145-148.
HEGEL. capítulo IV de Preleções sobre a Estética. In: Duarte, R. (Org) O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997, p149-171.
DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia. Trad. R. Figurelli. São Paulo: Editora Perspectiva, 1981, p.215-237.
HOCKING, William E. O valor do estudo comparado da filosofia. In: Moore, Charles A. (Org.) Filosofia: oriente e ocidente. São Paulo: Ed. Cultrix, 1978, p.15-26.
VAZ, Henrique C. de Lima. Experiência Mística e filosofia na tradição ocidental. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p.9-13.
MAGEE, Bryan.História da Filosofia. Trad. Marcos Bagno. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p.146-153.
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