3º período, uma família
Ricardo Lange

O terceiro período de comunicação da UFMG é uma família. Apesar das habilitações diferentes, a galera tem entre si uma feição de dar inveja. Quando cheguei à UFMG, há uns 3 meses, esteva com um pouco de receio com o que ia encontrar pela frente: um bando de playboyzinhos e patricinhas desvairadas, tirando onda com seus carros e com seus celulares, ou um bando de CDF's, que pra passar pra federal, ficaram o dia inteiro estudando. Um bando de gente que mal se conhecem. Era mais ou menos o que eu esperava. A ansiedade era grande, mas o medo de entrar em um grupo de pessoas chatas e metidas era maior. Foi nesse clima que entrei na sala 3100, numa manhã de Terça-feira. Introdução à Mídia Eletrônica. Putz! Vim no ônibus à imaginar em que consistia essa matéria. (na verdade penso nisso até hoje!). Abri a porta, olhei pra turma, a turma olhou pra mim... Pensei: "Tô ferrado!" As primeiras pessoas que me chamaram atenção, foi um grupinho de mulheres, sentadas lá no cantinho. Todas bem vestidas, muito educadas, cochichando uma no ouvido da outra. Pensei: "As patricinhas eu já achei. Agora falta os Playboyzinhos". trabalho em grupo, disse a professora. Ri por dentro. Camila, Ângela e Moisés, foram os primeiros nomes que conheci. Quando tentava prestar atenção naquela surpreendente aula, me abre a porta um cara elegante, cabelo bem cortado, bem vestido, chave de carro em punho e uma pasta da Yes... pensei: "Os playboyzinhos chegam atrasados". No dia seguinte, depois de uma árdua tarefa de achar onde era a minha sala, me sentia melhor em saber que já conhecia três pessoas. Procurei sentar logo ao lado deles, e puxar uma conversa do tipo... "que frio, né ?". Os dias foram passando, eu me aprochegando do pessoal, até que em duas ou três semanas, todos já me chamavam, carinhosamente, de carioca (que sou, com muito orgulho!). Não demorou muito tempo para per- ceber que cometera um terrível equívoco , pré julgando as pessoas. Estava conhecendo o pessoal rapidamente. Com o passar do tempo, fui percebendo que os playboyzinhos eram pessoas muito gente-finas: Gabriel, Fernando e Daniel Florêncio, e que as Patricinhas eram a Clara, Adriane, Isabela, Ana Carol, pessoas com as quais hoje, te- nho muito carinho. Talvez, para quem esteja de fora, a impressão que passamos (já me incluindo nesse grupo!) é de que o terceiro período é um grupo fechado, de gente metida e sem graça. Mas quanto você entra nesse grupo, você sente que o friozinho da manhã é super-aquecido por essa família; percebe que estão sempre dispostos a ajudar, como eu fui ajudado muitas vezes ao me ver perdido pelos corredores da FAFICH; percebe que somos um grupo, e o que é de um, é de todos. (exceto namorado(a) e escova de dentes) Estou aqui para agradecer a todos que me ajudaram a vencer mais uma transferência. Contando com B.H. já são 8 cidades, 12 colégios e poucos amigos. Agradeço ao Thiago por me dar essa oportunidade, e especialmente aos amigos Gabriel, Ferdi-nando, Clarinha, Daniel, Bela, Drica, Carol e Cyntia, por fazerem cada dia, um dia mais feliz.