CROCANTE!
COLUNA SOCIAL


25|abril|2000

"O rebento que arrebenta"
scaneado e achado por Ferdi

 

O quê? 5º Bienal de Design Gráfico!
Adonde? São Paulo, sô...

By: Carol C1, Graziela, Mariana, Tiago Brasília.
Editado by: Carol C1

...como assim?

DIA 24 DE MARÇO
Tiago: Duas horas esperando na Afonso Pena pós-moderna. Carol, Aninha e Graziela ficaram se achando normais e num certo momento de sono desmemoriado, se viram Patys. Eu (aqui você imagina aquele símbolozinho do congresso nacional que, por motivos de força maior, não foi possível desenhar aqui com o mesmo style e precisão do Tiago Brasília*) conheci, ou, pelo menos, vi um cara que nunca poderia entrar num banco.

* Nota da editora

Mariana (ex-atual-caloura-veterana, 3º período): É! As mais diversas tribos passaram por nós. Jovens com um olhar estranho, distante, vermelho, e com um sorriso cínico nos lábios. Outros com roupas e cabelos realmente diferentes, o colete de um parecia mais um faqueiro. E eles faziam questão de serem notados. Gritavam, bebiam, gritavam, chegavam perto, gritavam. Uma pequena dúvida nos incomodava: "Será que eles também vão para SP?" Eles não foram, seguiram direto a Afonso Pena.

Tiago: Rodrigo, como sempre, chegou atrasado e flutuante. Falou, pela milésima vez, da viagem que o pai dele fez à Buenos Aires. Thiago Máximo revelou um dos segredos mais bem guardados do 5º período (???). A falta se deu por conta de Vespasiano... a vespa do Fonte-Boa ficou sem gás e ele furou. Agora estamos no ônibus e o Rodrigo contando lorota...

Carol (Paty repórter recém-descoberta): Resolvi aproveitar o contato com Ricardo (primo 1º do Rodrigo-Frodo) para fazer uma entrevista exclusiva...
Vc conhece o Rodrigo a vida inteira?
Sim.
Mas ele sempre foi assim?
Assim como?
ASSIM! (apontando dedo indicador para o rapaz em questão, q fingia não ouvir a conversa)
Ah...sempre achei que ele tem a capacidade de sintetizar os momentos em uma frase só.

Aí o Rodrigo vira pra mim e diz: "Explica aquela sua teoria sobre mim!". Eu, ainda assustada com a declaração que acabara de ouvir do indivíduo em questão momentos atrás ("À partir de Segunda-feira vou parar de tratar as pessoas como objetos"), voltei para o meu lugar e escrevi isso aqui.

DIA 25 DE MARÇO
Carol: Ainda nem almoçamos e o dia já pode tranqüilamente receber um categorizado "ducaralho!!!" à la Daniel (PUC ou Melo). Depois de chegarmos em Sampa em nos expormos como verdadeiros turistas-jecas tirando milhares de fotos e matando o Rodrigo de vergonha, embarcamos em um ônibus urbano para conhecer a Escola Pan-americana de artes onde vimos uma exposição do "N.Y. Directors Club". Não vou contar detalhes, só digo que todos nós já estamos fazendo planos para estudar lá. Almoçamos no McD's (bem que tentamos evitar, mas essa batalha gastronômica foi ganha pelo Capitalismo selvagem transnacional).

Grazi: 16 horas e 46 minutos da tarde... estamos no SESC-Pompéia, local de exposição da bienal. A viagem vem transcorrendo calmamente. A imagem de um tranqüilo riacho consegue me fazer esquecer a #$&*#! dor nos meus pés. Nesse momento de reflexão, recordo-me de alguns fatos marcantes... Rodrigo, o homem-gás (devido ao amplo consumo de bebidas com tal característica) lutando contra um inimigo feroz - o DRAMIN - que, acreditem, o deixou mais louco ainda. Angélica, estudante de design do SENAC trazendo na bagagem um presente que seu pai lhe dera: um frango. Aninha recusando a se pronunciar em frente a seres não comunicólogos.

Mariana: Depois da Bienal, fomos conhecer a maior colônia japonesa do mundo: o bairro Liberdade. Jornais, livros, letreiros, tudo em japonês, pra nipônico nenhum botar defeito. Eu, a Graziela e a Aninha queríamos tomar saquê de qualquer jeito. No restaurante, era caríssimo: R$5,90! A solução foi comprar uma garrafinha (parecida com aquela de molho inglês) em um supermercado: R$2,50. Aproveitei para comprar sushi, que eu nunca tinha comido. Voltamos para a Bienal e encontramos o povo. Lá tomamos o saque. A todo momento um engraçadinho perguntava: "O que você está tomando? Azeite?".

Carol: E a Aninha, que fez amizades supra-comunicativas (não me pergunte o que é isso), continuou não falando nada, mas agora por causa de motivos que vão além da mera indisposição física e que mais têm a ver com impossibilidade física, porque não dá pra falar e...e...ah, e fazer outras coisas ao mesmo tempo.

Mariana: No shopping, mais um golinho de saque. No ônibus, antes da partida, outro golinho para dormir bem. E o sushi? Bem, o sushi eu comi realmente como uma principiante: esqueci do shoyu. É, deixa pra acertar na próxima... O passeio foi muito bom! Adorei! No começo me sentia um ET, rodeada de pessoas que não conhecia. Mas depois tudo virou farra! Me enturmei (desculpe o erro de português, mas 'enturmei-me' é muito formal) e fiz bagunça com a galera! Valeu demais!!!!

 


17|março|2000

Aninha e sua égua Variant numa
terça gorda em Vila Del Rey

(basicamente)

Henrique Milen


NO PRINCÍPIO ERA O VERBO
"Vou cavalgar por toda a noite, ter seus beijos como açoite..." Ora chega de viadagens. Vamos falar do carnaval bucólico que viveu este colunista. A idéia surgiu em meio a um sorvete ao forno (gostoso mas muito doce, hipercalórico segundo Vanessa e Marina e caro na opinião do Calado) antes do "Quero Ser John Malkovich" (alguém aí, faça um comentário fílmico pois, além de ter gente cansada do meu nome, tô com bloqueio criativo e por ora me contento com o colunismo social). Entre pagações de pau e não-confirmações, Aninha e Eleonora se empolgaram com a proposta da jornalista-RP Vanessa.

VALEU O INGRESSO
Após gerar grande expectativa, a amazona Aninha não decepcionou. Sua égua Variant, carente de comando, desanimou com a primeira montanhazinha e deu meia volta, rumo ao estábulo. Sempre alerta, o experiente instrutor Túllio "PV" Marques (o do bloquinho) bradou para os de cima: "Güenta aí que eu vou salvar a Aninha!"

ELEONORA CORAÇÃOZINHO RAP
No quesito compatibility, quem se deu bem foi Eleonora, feliz com o obediente Rap. A certa altura, a loira cogitou adquirir o eqüino e acomodá-lo em sua ampla área de serviço, onde faria companhia a sua filha Flora.

PARA ORGULHO DE MIKHAIL BAKUNIN
O ágil Barão também não deixou por menos e, com este colunista a tiracolo, mijou em córregos cristalinos e galopou quando bem entendeu. Anarquia é isso aí. Bob Cuspe se orgulharia deste cavalo.

CARIMBÓ SUBVERSIVO
Quem não se entendeu bem com o respectivo quadrúpede foi Vanessa, a jornalista-RP, que a todo momento era advertida quanto à baixa velocidade de seu Carimbó. Este, por sua vez, mau-humorado e pouco dado a cooperar, parecia de saco cheio desse negócio de trabalhar nos feriados.

FAÇA ALMOÇO, NÃO FAÇA GUERRA
O ponto alto da aventura foi a degustação devorativa de deliciosa comida mineira ao som de casos e considerações de Nô, o milionário dono do lugar, porém simples como a manjedoura do Messias. Grande Nô.

RESUMO DA ÓPERA
O lance é que talvez eu ainda preferisse Ipanema ou a água quente do recôncavo. Doroga. Mas tudo bem: não é todo dia que se vê uma borboleta azul.


16fevereiro2000

1ª página
Do Jornal Pampulha da casa do PUC, que o Fernando contou pra ele

 


novembro|1999

Las chiquitetas de Baby Doll
Adriano Frederico

   Contrariando a frase "Quem tá de fora tem uma visão melhor" e indo contra a ética másculo-romântica, eu me impus escrever essa coluna social sobre a festa do pijama. Se a regra se confirmasse e Adriano ficasse no dedão, não teria problema em falar TUDO, mas... Bem deixando a divagação de lado, vamos levá-los pelo backstage, passando pelo palco, até a limpeza da festa.
   Só para não fugir à tradição, a galera da arrumação só chegou meia hora antes do horário marcado da festa. Meio que na maracutaia, a decoração saiu e a festa começou. Fernandinho em seu modelito "Ó o meu jegue" arrasou as passarelas (como sempre) e a 1ª surpresa ficou por conta de Rodrigo, que encarou a cadeira elétrica, a qual Bruno ficou feliz em servir. Outra surpresa foi a estranha confirmação, as pequenas dormem de maquiagem e acordam vestidas para matar (devem fazer ponta em Barrados no Baile). Novidades à parte, pela primeira vez os calouros deram o ar da graça (e que graça). Monão e Danny-Danny com suas roupitchas foram a atração dos comunicandos balzaquianos que ali estavam. Pena que Monão foi embora no meio da festa (ao menos a consciência dela). Nossos coleguinhas do sexto e oitavo também estavam presentes, entoando hinos de luta "As suas festas são legais. Ais. Ais. Ais. O nosso forte é a rima" coisas do tipo. E para aquele calouro que acha que nós vivemos de shopping... ledo engano caro colega. Álcool também é cultura e apresentação de teatro é feita até de pijama (pena que tava todo mundo tão chapado que ninguém entendeu nada). E, finalmente, mas não menos importante, a dona da casa: Isabela, deslumbrante e partindo corações em seu vestido vermelho.
   E a festa foi por aí... rolando. Algumas ficadas oficiais e algumas não oficiais... mas o que acontece quando todo mundo vai embora, apenas as paredes (e quem mais estiver no quarto) ficam sabendo.

   Curiosidades da festa do pijama

      - Você sabia que às 10 horas da noite, no Mineirão 24 horas da Afonso Pena, 5 pessoas (Adriano, Bruno, Patrícia-irmã-do-Bruno e amigos do Adriano) em trajes sumários (e de dormir) foram vistas comprando um grande número de bebidas alcóolicas?
      - Que as 5 da matina o Gustavo (calouro e membro da CRIA) quase foi preso enquanto tentava arrombar a porta do vizinho da Isabela gritando "FDP pára de brincadeira e abre a porra da porta que eu quero entrar"?
      - Que um pobre desconhecido dormiu ao lado da porta do banheiro enquanto esperava para usá-lo?
      - Você sabia que se a progressão de pessoas bodando continuar igual, na 10º festa do pijama as comidas regurgitadas seriam suficientes para matar a fome de um país com o número de habitantes de 7 Lagoas?

AVISO
Caso tenha ofendido alguém... não me leve a mal. Tudo pela coluna social.