Nikolas
Spagnol, um dos principais articulistas
deste jornal trancou sua matrícula no curso de Comunicação
para se auto-exilar na única agência do Banco do
Brasil de N. S. do Conceição do Mato Dentro -
MG. Por isso está de castigo. Agora, sua única
maneira de contribir para o Jornal Gardenal será através
deste espaço.
Nikolas,
ainda exilado, se desfarçou de "Carioca Nunes"
para tentar publicar um texto nos Comentários
Espórticos. Dançou. Além da análise
da 1ª rodada do Mc Luhan, confira também seu outro
texto exilado, produzido para o Mictório
da Imprensa.
COMENTÁRIO
ESPÓRTICO
RESUMO
DA 1 ª RODADA
As
donzelas também suam
Por
Carioca Nunes
Elas
vieram para provar que o futebol do McLuhan pode ser ainda pior.
Drielles e Marmotas estão aí para não deixar
este comentarista mentir. Afinal de contas, comenta quem sabe.
E quem come alguma coisa tá sempre mastigando.
Segundo
as próprias Drielles, o nome do time é uma homenagem
à namorada do Gorpo (aquele do He-Man), mas há
controvérsias. O bom-senso prega que namorada do Gorpo
era a Gorpette. Isso ainda vai dar muita discussão inútil,
mas as garotas vestidas em tons de rosa variados entraram em
quadra assim mesmo.
Tantos
passes errados e lançamentos bisonhos fizeram os organizadores
temerem o primeiro 0 a 0 da história do McLuhan. Mas
o gol veio em uma jogada típica: a Drielle Vanessa avançou
para a meta em uma desajeitada jogada individual e, diante da
goleira Paula que berrava histericamente, tocou pras redes para
delírio da multidão Mclúhica. Logo no reinicio,
numa jogada semelhante, Roberta repetiu o feito, anunciando
uma possível goleada. Mas as Marmotas reagiram e empataram
no princípio da segunda etapa, forçando as Drielles
a pedir tempo para se refugiarem do sol que já era forte.
Conseguiram o gol, mas nos descontos as Marmotas arrancaram
um heróico empate de 3 a 3. O que faltou de futebol sobrou
de dramalhão, com direito a reclamações
do juiz e pedidos de impugnação da partida. Diante
de tudo isso, o comunicólogo ausente Nikolas deu a palavra
final: "no futebol feminino, Dill definitivamente não
é o artilheiro".
Os cuecas também jogaram
O Ou Não dos calouros, desculpa, quarto
período, estreou contra o G.R.E.S. Lanternas, que apresentou
alterações: Ronan, o artilheiro das redes virgens,
e Deoroz, tido por muitos como o pior jogador de futsal que
se tem notícia, não estavam presentes nem fizeram
muita falta. Logo no primeiro minuto o placar já estava
de 1 a 0 para a representação calórica,
mas a partir daí os Lanternas se mostraram irreconhecíveis,
levando apenas 1 gol até o intervalo. O time comandado
por Milen se animava diante da possibilidade de, pela primeira
vez na história do McLuhan, tomar menos de 4 gols em
uma partida e, quem sabe, empatar, o que seria sem dúvida
uma façanha. Mas no segundo tempo as coisas voltaram
à normalidade, com Ou Não sapecando 7 a 0 na eterna
Venezuela McLúhica. Esturricados pelo sol forte, os Lanternas
pareciam satisfeitos em terem levado uma goleada de apenas 1
dígito.
O que sobrou de peito no futebol feminino faltou ao juiz Henrique
Milen para conter a carnificina no jogo Power Guido vs. Engenharia.
Desfalcados do goleiro Bruno, que chegou no intervalo, o time
patrocinado pela Catuaba São João abriu 2 gols
de vantagem, mas depois de perder Gabriel contundido, o rendimento
caiu vertiginosamente. No sol de 50 graus à sombra, o
time do namorado da Silvia Capanema mostrou melhor preparo físico
e virou para 7 a 3, diante dos inúteis apelos do goleiro
Guilherme e das reclamações de Fernando. A goleada
serviu para mostrar ao atual campeão Reboko que seu favoritismo
é tão frágil quanto a defesa dos Lanternas.
RESULTADOS DA PRIMEIRA RODADA
FEMININO
DRIELLES (6ºP) 3 X
3 MARMOTAS (6ºP)
MASCULINO
REBOKO (8ºP) 14
X 3 AKE'S CARA (2ºP)
G.R.E.S. LANTERNAS(6ºP) 0 X
7 OU NÃO (4ºP)
POWER GUIDO(6ºP) 3 X
7 TIME DA ENGENHARIA
Confira
a segunda rodada,
nos comentários espórticos.
MICTÓRIO
DA IMPRENSA

Tirando o Elio Gaspari e o editor Dídimo
Paiva, que só aparecem aos domingos, e as aparições
esporádicas de nosso estimado professor Fernando Massote
(!), o espaço de Opinião do nosso provinciano
Estado de Minas só serve para, bem, não precisa
dizer. É freqüentemente tomado por teólogos
da PUC, pastores evangélicos e pseudo-especialistas em
qualquer coisa que só querem vender livros de auto-ajuda.
Outro dia apareceu um pastor dizendo que a violência não
tem nenhuma relação com a baixa escolaridade,
pois a "Alemanha nazista era um berço de gênios
e mesmo assim foi protagonista no Holocausto". Na verdade
o que ele quis dizer era: "Como posso defender a melhoria
da educação se dependo da estupidez de meus fiéis
para viver?". Afinal, as multidões que vinham saudar
o Füher não eram muito diferentes das que superlotam
as igrejas evangélicas instaladas em antigos cinemas.
Pior
é ver a âncora do Caderno Feminino, Anna Marina,
deixar de lado as habituais receitas de bolo e dicas de decoração
para inventar uma pesquisa que dizia que "as mulheres religiosas
têm uma vida mais satisfatória que as outras".
Será que ela estava falando de alguma religião
da Ìndia? Pelo menos no Cristianismo que eu conheço,
ou a mulher usa saia cobrindo até a sola do pé,
ou reza para uma "Virgem Imaculada" (provocação
barata: seria Jesus diferente se tivesse nascido da Xuxa ou
da Tiazinha?). Sem falar que o Papa até hoje não
liberou a camisinha, e que até bem pouco tempo atrás
as moças de família deviam casar virgem até
de pensamento. Aliás, Caderno Feminino, por si só,
já é uma coisa machista - o homem da casa lê
sobre política, futebol, "coisas de homem",
e joga o suplemento com dicas de tricô para a esposa.
Cadê as sufragetes "new generation" para assar
a Ana Maria Braga numa grande fogueira de cadernos femininos
e pôsteres do Leonardo di Caprio? Não é
possível que estejam todas no salão de beleza
ou malhando para enrijecer os glúteos! Camilas do mundo,
uni-vos!
Confira
as
cartas exiladas
da versão antiga do site.