Ver Trabalhos Completos ISSN1982-2944
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Datas: 10, 11, 12 e 13 de abril de 2007
Eixo
temático: Trabalho,
Saúde, Instituições e Ação Política:
Perspectivas Sócio-Clínicas
Em
2001, foi realizado na Universidade Federal de Minas Gerais,
o VIII Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia
Clínica e I de Belo Horizonte, cujo tema “Transformações
sociais, subjetividades e política” congregou pesquisadores,
professores, profissionais e alunos de graduação e
pós-graduação das mais diversas áreas
do conhecimento. O evento contou com 800 participantes, sendo 78
estrangeiros, e cumpriu seu objetivo de possibilitar encontros,
discussões e análises interdisciplinares sobre temáticas
da atualidade. Através de uma perspectiva psicossocial, buscava-se
analisar as transformações sociais e políticas
do mundo contemporâneo, suas repercussões na vida cotidiana
dos sujeitos, na construção de sociabilidades, assim
como na implementação e consolidação
de politicas em áreas como saúde, educação
e trabalho.
Neste segundo momento, estamos propondo o XI Colóquio Internacional
de Psicossociologia e Sociologia Clínica e II de Belo Horizonte,
com o tema “Sociedade Contemporânea, rupturas e vinculos
sociais”. Seu objetivo é possibilitar debates sobre
os temas Trabalho, Saúde, Instituições e Ação
Política, buscando aprofundar as discussões sobre
emergentes questões sociais, políticas, econômicas
e ambientais em um contexto globalizado. Este contexto coloca em
relação dialética, de um lado, os eventos desintegradores
das relações sociais, provocando a banalização
da violência, a pauperização das populações,
a produção do medo coletivo, o fundamentalismo, o
terrorismo; de outro, as dimensões subjetivas e políticas
das forças de resistência a tais rupturas, visando
a uma permanente reconstrução dos vínculos
sociais e democratização do mundo público.
A Psicossociologia e a Sociologia Clínica tem importantes
contribuições teórico-metodológicas
em diversos campos sociais em debate na contemporaneidade. Na área
da saúde sua contribuição permite articular
reflexões, saberes e práticas clínicas e sócio-políticas
na compreensão do sujeito em suas formas de negociação
de condições afetivas, sociais e materiais de vida.
Estas formas envolvem análises das dimensões psíquicas,
sociais e políticas, através das quais os indivíduos
e os grupos se posicionam nas micropolíticas da vida cotidiana,
nos movimentos sociais, nas políticas públicas, nas
organizações e nas instituições. Tais
análises se articulam a propostas concretas de intervenção,
com vistas a ações transformadoras das relações
institucionais, comunitárias e interpessoais. O eixo temático
proposto: “Trabalho, Saúde, Instituições
e Ação Política: perspectivas sócio-clínicas”,
configura uma síntese das questões acima levantadas.
Através dele, buscamos não só compreender as
angústias coletivas, a violência, a fragilização
dos laços identitários e a descrença na ética
social, mas também propomos, na confluência do saber
teórico e do saber prático, alternativas de intervenção
psicossocial que, além de orientar políticas públicas
de saúde, incrementem as formas de participação
coletiva e a transformação das relações
sociais, no sentido de um ainda possível “reencantamento
do mundo”.