Ensino

Últimos 5 anos

Disciplina: “Trabalho e Cárcere”

Professor(a): Vanessa Andrade de Barros

Curso de graduação em Psicologia

Objetivo: Estudar a  relação trabalho e encarceramento em uma perspectiva histórica, criando condições para a compreensão e análise da atividade de trabalho em instituições totais e para reflexão crítica sobre seus usos no encarceramento, nos programas de reintegração social e na prevenção à criminalidade.

Ementa: Poder punitivo – Prisões – Trabalho e encarceramento – Reintegração social –  Criminologia crítica – Abolicionismo penal.

Bibliografia:

Amaral, T.V.F.; Barros, V.A.; Nogueira, M.L.M. Fronteiras trabalho e pena: Das casas de correção às PPP’s prisionais. Psicologia Ciência e Profissão 
Baratta, A. (2002). Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal: introdução à sociologia do direito penal (3ª edição). RJ. Editora Revan
Barbalho, L. A. ; Barros, V. A. . Entre a cruz e a espada: experiência de reintegração de egressos do sistema prisional. Psicologia em Revista (Impressa), v. 20(3), p. 33-45, 2014.
Barros, V. A. . Considerações sobre a relação trabalho e cárcere. In: Pujol, A. Gutierrez, M.. (Org.). Trabajo y Subjetividad. Indagaciones Clínicas. 1ed.Cordoba: Universidad Nacional de Córdoba. E-Book., 2015, v. 1, p. 33-42.
Barros, V. A. ; Lhuilier, D. . Marginalidade e Reintegração Social: o trabalho nas prisões. In: Borges, L.O.; Mourão, L.. (Org.). O Trabalho e as Organizações Atuações a partir da Psicologia. 1ed.Porto Alegre: Artmed, 2013, v. 1, p. 669-694.
Coimbra, C. (2010) Modalidades de aprisionamento: processos de subjetivação contemporâneos e poder punitivo. In Abramovay, P.V.; Batista, V.M. pp. 183- 194; Depois do grande encarceramento. Rio de Janeiro: Revan.
Dostoievski, F. (2006). Recordações da casa dos mortos. São Paulo: Martim Claret. (Trabalho original publicado em 1862)
Foucault, M. (2013). Vigiar e punir: nascimento da prisão (41a ed., R. Ramalhete, trad.). Petrópolis (RJ): Vozes. (Trabalho original publicado em 1975) - 
Karam, M. L. (2010). Relação Histórica da Psicologia com o Sistema Prisional. In: Fórum Nacional “Desafios para a Resolução sobre a atuação do Psicólogo no Sistema Prisional”. Conselho Federal de Psicologia, São Paulo. 
Karam, M. L. (2010). A violenta, danosa e dolorosa realização do poder punitivo: considerações sobre a pena. In V. Mattos (Org.), Desconstrução das praticas punitivas (pp.11-26). Belo Horizonte: O Lutador.
Lemgruber, J. (1999) Cemitério dos vivos: análise sociológica de uma prisão de mulheres.2ed.RiodeJaneiro:Forense,.
Maia, C.N. et all (2009). História das prisões no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
Magalhães, J.L.Q.(2012) Desconstruindo as praticas punitivas in Magalhães, C.; Mattos, V.; Magalhães, J.L.Q. (orgs). Desconstruindo práticas punitivas, pp. 135-153 , Belo Horizonte, editora e gráfica O Lutador.
Melossi, D. Pavarini, M. (2006) Cárcere e fábrica as origens do sistema penitenciário (séculos XVI – XIX), RJ, Revan. 
Passeti, E. (2008) O abolicionismo Penal. Rio de Janeiro: FORUM IBCCRIM. 
Rauter, C. Discusrsos e praticas psi no contexto do grande encarceramento in Abramovay, P.V.; Batista, V.M. pp.195-204; Depois do grande encarceramento. Rio de Janeiro: Revan.
Rusche, G. Kirchheimer . (2004) Punição e estrutura social. 2 ed., Rio de Janeiro, Revan (Trabalho original publicado em 1939). Caps. I,II,III,IV,V e VI.
Santos, J.C. (2012) O sistema penal como exploração do proletariado in Magalhães, C.; Mattos, V.; Magalhães, J.L.Q. (orgs). Desconstruindo práticas punitivas, pp. 13 – 23, Belo Horizonte, editora e gráfica O Lutador.
Vieira, A. K. (2012). “Dá nada pra nós”: o real do encarceramento de adolescentes. Dissertação de Mestrado não publicada, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Wacquant, L. (2001). As prisões da miséria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Zaffaroni, E.R. Delinquência urbana e vitimização das vítimas in Abramovay, P.V.; Batista, V.M. pp. 39- 54; Depois do grande encarceramento. Rio de Janeiro: Revan.

Disciplina: “Cárcere e Sociedade”

Professor(a): Vanessa Andrade de Barros

Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Objetivo: Estudar a  relação cárcere e sociedade  criando condições para  análise e reflexão crítica sobre o encarceramento e a prevenção à criminalidade  como formas de tratar  as questões sociais.

Ementa: Poder punitivo – prisões –  manicômios – centros sócio educativos – clínicas de recuperação – prevenção – criminologia crítica – abolicionismo prisional.

Bibliografia: 

Abramovay, P.V.; Batista, V.M. (2010). Depois do grande encarceramento. Rio de Janeiro: Revan
Baker, C. (2004) Pourquoi faudrait-il punir? Paris, tahin party
Baratta, A. (2002). Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal: introdução à sociologia do direito penal (3ª edição). RJ. Editora Revan
Batista, N. (2002). Os Sistemas Penais Brasileiros. In V. R. P. Andrade (Org.) Verso e Reverso do Controle penal: (des)aprisionando a sociedade da cultura punitiva (pp.148-158). Florianópolis, SC: Boiteux.
Beccaria, C. ( 2010) Des délits et dês peines – Paris, Flamarion. Trabalho original publicado em 1764)
Christie, N. (1999). Elementos para uma geografia penal. Revista de sociologia e política. (13). 51-57. 
Dornelles, J.R. W. Conflito e Segurança (Entre Pombos e Falcões),(2003), RJ , Lumen Juris
Dostoievski, F. (2006). Recordações da casa dos mortos. São Paulo: Martim Claret. (Trabalho original publicado em 1862)
Faugeron, C. & Le Boulaire, J.M. (1992). Prisons, peines de prison et ordre public. In Revue française de sociologie, 33 (1), 3-32. 
Ferrajoli, L. (2012). El populismo penal em la sociedad del miedo. In R. Zaffaroni, L. Ferrajoli, S. Torres, R. Basilico (Orgs.), La emergência del miedo (pp. 57-76). Buenos Aires: Ediar. 
Fialho, L. M. F. (2012). A experiência socioeducativa de internação na vida de jovens em conflito com a lei. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza
Foucault, M. (2007). A grande internação. In História da Loucura na Idade Clássica (8a ed., J. T. C. Neto, trad.). São Paulo: Editora Perspectiva. (Trabalho original publicado em 1972) 
Foucault, M. (2013). Vigiar e punir: nascimento da prisão (41a ed., R. Ramalhete, trad.). Petrópolis (RJ): Vozes. (Trabalho original publicado em 1975) 
Frize, N. (2004). Le sens de La peine état de l’idéologie carcérale. Clamecy: Éditions Léo Scheer.
Giorgi, A. De. (2006) A miséria governada através do sistema penal. Rio de Janeiro, Revan.
Goffman, E. (1996) Manicômios, prisões e conventos. São Paulo, Perspectiva, 
Hulsman, L.H.C. (2003). Temas e conceitos numa abordagem abolicionista da justiça criminal. Verve, 3, 190-219.
Hulsman, L. H.C.; Bernati de Celis, J. (1997) Penas perdidas: o sistema penal em questão. Niterói, Luan
ILANUD. (2002)Das políticas de Segurança Pública às Políticas Públicas de Segurança. São Paulo: ILANUD, 
Karam, M. L. (1997). A utopia transformadora e a abolição do sistema penal. In E. Passeti & R. B. D. Silva, Conversações abolicionistas: uma Crítica do sistema penal e da sociedade punitiva. São Paulo: IBCCrim.
Karam, M. L. (2010). Relação Histórica da Psicologia com o Sistema Prisional. In: Fórum Nacional “Desafios para a Resolução sobre a atuação do Psicólogo no Sistema Prisional”. Conselho Federal de Psicologia, São Paulo. 
Karam, M. L. (2010). A violenta, danosa e dolorosa realização do poder punitivo: considerações sobre a pena. In V. Mattos (Org.), Desconstrução das praticas punitivas (pp.11-26). Belo Horizonte: O Lutador.
Lemgruber, J. (1999) Cemitério dos vivos: análise sociológica de uma prisão de mulheres. 2ed.RiodeJaneiro:Forense,.
Maia, C.N. et all (2009). História das prisões no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
Mattos, V. (2005). Malnacida, Malcriada, Implicante e Controladora: 
O que se pode esperar da criminologia? In: Veredas do Direito. 2 (3), 111-121.
Mattos, V. (2006). Crime e Psiquiatria - Uma Saída: Preliminares para a desconstrução das medidas de segurança (1a ed.). Rio de Janeiro: Revan.
Mattos, V. ; Menezes, A.L.; Vieira, V.M. (2011) Sem rumo & sem razão mapeamento dos cidadãos submetidos à medida de segurança em Minas Gerais. BH, CRP/MG; GAFPPL.
Mattos, V. (1999) Trem de doido O direito penal & a psiquiatria de mãos dadas, BH, Uma Editoria.
Melossi, D. Pavarini, M. (2006) Cárcere e fábrica as origens do sistema penitenciário (séculos XVI – XIX), RJ, Revan.
Oliveira, R.T. & Mattos, V. (2009). Estudos de Execução Criminal, Direito e Psicologia. Belo Horizonte, MG: TJ/CRP.
Passeti, E. (2008) O abolicionismo Penal. Rio de Janeiro: FORUM IBCCRIM. 
Pavarini, M. Giamberardino, A. (2011) Teoria da pena e execução penal uma introdução crítica . RJ, Lumen júris editora
Rusche, G. Kirchheimer . (2004) Punição e estrutura social. 2 ed., Rio de Janeiro, Revan (Trabalho original publicado em 1939). 
Saliba, M. G. (2006). O olho do poder: análise crítica da proposta educativa do ECA. São Paulo: Editora UNESP.
Santos, J. C. (2012, 15 de julho). ‘Somos o país que mais pune no mundo’. [Entrevista concedida a Vitor Ogawa]. Folha de Londrina, 3.
Sequeira,V. C. Por que o carcereiro não deixa as portas da prisão abertas? Interações, vol. 9, n. 18, p. 61-74, jul-dez, 2004.
Siqueira, S. A. (1973). Trabalho compulsório: a pena inquisitorial das galés. In Anais do VI simpósio nacional de professores universitários de história, São Paulo. 
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Silva, E. L. S. (2011, 1 Fevereiro). Condenados às galés. Revista de História da Biblioteca Nacional (65). Recuperado em 29/06/2014, de http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/condenados-as-gales
Silva, R. B. D. (1997). Abolicionismo penal e adolescentes no Brasil. In E. Passeti & R. B. D. Silva, Conversações abolicionistas: uma Crítica do sistema penal e da sociedade punitiva. São Paulo: IBCCrim. 
Tangerino, D.P.C. Crime e cidade: violência urbana e a Escola de Chicago. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2007.
Teixeira, A. Prisões da exceção: política penal e penitenciária no Brasil contemporâneo. Curitiba: Juruá, 2009.
Vargas, L.J.O. É possível humanizar a vida atrás das grades? Uma etnografia do método de gestão carcerária APAC. Tese (Doutorado em Antropologia Social), Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
Vieira, A. K. (2012). “Dá nada pra nós”: o real do encarceramento de adolescentes. Dissertação de Mestrado não publicada, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. 
Volpi, M. (2001). Sem liberdade, sem direitos: a experiência de privação de liberdade na percepção dos adolescentes em conflito com a lei. São Paulo: Cortez.
Wacquant, L. (2001). As prisões da miséria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Zaffaronni, E. R. (2001). Em busca das penas perdidas: a perda da legitimidade do sistema penal (5 ed.). Rio de Janeiro: Revan. 
 

Estágio em Recolhimento de História de Vida – APAC

Curso de graduação em Psicologia

Objetivo: Introduzir o aluno no campo teórico/metodológico da sociologia clinica e da psicossociologia do trabalho e forma-lo  para trabalhar com pesquisa-ação utilizando o instrumento metodológico de recolhimento de historias de vida. Inserir o aluno no campo dos trabalhos marginais, com ênfase no sistema prisional.

Ementa: Trabalhos marginais – Sistema Prisional APAC – Historia de vida – Pesquisa/intervenção – Sociologia Clinica e Psicossociologia do Trabalho.

Bibliografia:

Barros, V.A.; Tarabal, F. (2014) Considerações sobre a pesquisa em historia de vida in Souza, E.M. Metodologias e analíticas qualitativas em pesquisa organizacional; Vitoria, EDUFES
Dubost, J; Levy, A.(2005). “Pesquisa ação e intervenção” in Barus-Michel, J. Enriquez, E. Levy, Dicionário de psicossociologia, Lisboa, Climepsi Editores, P.304-324.
Gaulejac, V. Marquez, S.R.,Taracena Ruiz, E. (2005) Historia de vida psicoanálisis y Sociologia Clínica. Mexico: Universidad Autónoma de Querétaro. 
Bertaux, D. (2009) Metodologia do Relato de Vida em Sociologia in Takeuti, Norma e Niewiadomski, C. Reinvençoes do sujeito social. Porto Alegre: Sulinas
LÉVY, A. (2001) Ciências Clínicas e Organizações Sociais, Editora Autêntica, Belo Horizonte, 2001.
Vargas, L.J.O. É possível humanizar a vida atrás das grades? Uma etnografia do método de gestão carcerária APAC. Tese (Doutorado em Antropologia Social), Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

Grupo de Estudos Críticos sobre Crime e Sociedade Punitiva

Monitor(a)s: Alessandra Kelly Vieira; Naiara Cristiane Silva

O grupo de estudos acontece na penúltima segunda-feira de cada mês na Psicologia/Fafich/UFMG. O grupo abordará estudos sobre o crime a partir da perspectiva da criminologia crítica e do abolicionismo penal, buscando a desconstrução da cultura e das práticas punitivas na sociedade.


Obs.:  Clique aqui para ter acesso a vários livros e artigos deste programa.