Pós-Graduação

Últimos 5 anos

A pesquisa sobre o trabalho do agente de segurança penitenciária

Autora: Marcela Sobreira Silva
Orientadora: Vanessa Andrade de Barros
Participantes: Tainá Fernandes Vieira; Mariana Acácio Magalhães; Stephany Santos Miranda; Lorena de Brito Marcelino Pereira; Graziele Leles Maia; Flávia Nunes Santos; Xádia Ferreira Silva; Marcela Sobreira Silva.

A proposta de pesquisa-ação desenvolvida pelo Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos realiza-se em conjunto com os sujeitos em seus locais de trabalho, buscando o diálogo permanente entre os saberes e a circulação horizontal da palavra, como orientam a Psicossociologia do Trabalho e a Ergologia. Tal perspectiva nos coloca uma série de desafios, pois trabalhamos em espaços com forte hierarquia e fechados à sociedade civil, tais como a prisão.


Criminalização de adolescentes aliciados para o trabalho infantil no tráfico de drogas

Autora: Alessandra Kelly Vieira
Orientadora: Vanessa Andrade de Barros
Participantes: Emerson Augusto Medeiros da Silvas; Luiz Filipe.

O objetivo geral do projeto é compreender porque o trabalho dos adolescentes no tráfico de drogas segue sendo criminalizado e constituindo o principal motivo de encaminhamento para aplicação medidas socioeducativas, tendo em vista que este, por ser considerado uma das piores formas de trabalho infantil, deveria ser alvo de medidas protetivas, conforme previsto na legislação específica. Os objetivos específicos são: identificar as soluções utilizadas nos atendimentos a esses adolescentes com suspeita ou envolvimento no tráfico de drogas; investigar as percepções e práticas dos profissionais da rede de atendimento de Belo Horizonte referentes ao trabalho infantil de adolescentes aliciados para o tráfico de drogas; analisar repercussões da cultura punitiva nas percepções e práticas profissionais identificadas.


Religiões Vivenciadas Por Jovens Encarcerados Em Uma Unidade Prisional APAC: Significado Social, Subjetividade e Tensões No Campo Do Lazer.

Autor: Walesson Gomes da Silva
Orientadora: Cristiane Miryan Drumond de Brito – Programa de pós-graduação em Lazer – UFMG

Analisar os significados sociais e as subjetividades produzidas por jovens encarcerados quanto às suas práticas religiosas em um presídio APAC. Analisar questões epistemológicas inerentes ao sistema APAC contidas na lei e em atividades cotidianas propostas na unidade, e a produção de subjetividades dos jovens nesse contexto; averiguar processos de sociabilidade, socialização e produção de subjetividades nos jovens desse presídio APAC, a partir das suas vivências religiosas; e verificar as práticas culturais dos cultos religiosos e suas tensões com o lazer no Sistema prisional APAC.


O trabalho da mulher agente de segurança penitenciária e seus impactos psicossociais.

Autora: Xádia Ferreira Silva
Orientadora: Vanessa Andrade de Barros
Participantes: Tainá Fernandes Vieira, Mariana Acácio Magalhães, Stephany Santos Miranda, Lorena de Brito

Marcelino Pereira, Graziele Leles Maia, Marcela Sobreira Silva, Xádia Ferreira Silva.
A proposta de pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos, constroi a pesquisa em conjunto com os participantes da pesquisa (mulheres agentes de segurança penitenciária) e com a equipe de trabalho do Laboratório. Buscando compreender os impactos psicossociais relacionados ao trabalho e ao gênero, como estes dois universos podem contribuir para saude e sociabilidade e também para o adoecimento e prisionização. Nos baseamos na Psicossociologia do Trabalho e a Ergologia para realizar os dialogos, entrevistas, observações e analise dos impactos psicossociais do trabalho da agente.


“Trabalhar de graça pro juiz”? A Medida Socioeducativa de Prestação de Serviços à Comunidade

Autora: Aiezha Flavia Pinto Martins Guabiraba
Orientadora: Vanessa Andrade de Barros

O presente projeto tem como objetivos compreender o sentido e as repercussões psicossociais na vida cotidiana dos jovens, do cumprimento da Medida Socioeducativa de de Prestação de Serviços à Comunidade. Investiga-se as possibilidades desta medida atingir e transformar as condições materiais de existência daqueles que passaram por essa experiência. Para tanto, compreender as relações entre trabalho/pena e educação/pena existentes no cumprimento dessa MSE, bem como as relações entre a MSE de PSC e o Estado Penal se faz necessário. A psicossociologia embasa as entrevistas realizadas junto aos jovens, bem como a análise dos relatos, além dos estudos de criminologia crítica.


Do ‘trabalho sujo’ à bela obra: o que é triar materiais recicláveis?

Autora: Fabiana Goulart de Oliveira
Orientadora: Vanessa Andrade de Barros

As experiências dos catadores de materiais recicláveis são atravessadas por uma contradição: os ganhos ambientais, econômicos e sociais convivem com a precariedade das condições de trabalho e de vida dos catadores. Essa precariedade constatável pelas condições insalubres e perigosas em que realizam seu trabalho, contrapõe-se a depoimentos dos catadores que testemunham um sentimento de dignidade, o autorrespeito reconquistado, o orgulho pela importância social do trabalho que realizam. Estes são identificados por muitos autores como mecanismos de negação, defensivos, idealização e ideologias que os mantêm em condição de trabalhadores e alienados. Esta pesquisa visa compreender como esses trabalhadores desenvolvem suas atividades, em princípio desvalorizadas e ou desqualificadas socialmente, e como elas impactam o desenvolvimento subjetivo destes trabalhadores. Queremos esclarecer em que medida essas experiências contribuem para o desenvolvimento desses trabalhadores e de que forma elas representam possibilidades efetivas de desenvolvimento pessoal e social ou, se ao contrário, constituem apenas ações paliativas que servem para amenizar o desemprego estrutural e a miséria, ao mesmo tempo em que mantêm as desigualdades sociais.