Um rodeio de valores

Samuel Ananias Silveira Pereira, orientada pela professora coordenadora do Gris, Paula Simões, apresentou o Trabalho de Conclusão de Curso “Representação do Rodeio e um Rodeio de Valores: Enquadramentos no documentário da Netflix ‘Fearless – 8 Segundos para a Glória’”. A defesa aconteceu na última quinta-feira, dia 27 de junho, na sala do Gris (3047 da Fafich). A banca foi composta pela professora Lívia Barroso (Unifesspa), que participou por videoconferência, e pelo co-orientador e Apoio Técnico do Gris, Gáudio Freddi Bassoli. Foi a primeira transmissão ao vivo, via Facebook, de uma banca do grupo.

O objetivo da monografia “é estudar a representação do rodeio na série documental ‘Fearless – 8 Segundos para a Glória’ (Netflix, 2016). Ela trata da ‘copa do mundo de rodeio’, realizada pela empresa estadunidense Professional Bull Riders (PBR), focando na experiência de peões brasileiros.” Analisando os enquadramentos do rodeio na narrativa da série a partir de posicionamentos, papéis sociais e valores desses personagens principais, identificou-se “na representação desse rodeio símbolos e dualidades em torno de sua vivência enquanto prática heroica e enquanto trabalho.”

Na apresentação, Samuel Pereira destacou seus eixos teóricos, alicerçados no rodeio enquanto representação do sertão e enquanto jogo e esporte. A escolha da pesquisa se justificou pelas polêmicas em torno do rodeio, materializada em comentários na plataforma Netflix, bastante polarizados sobre o documentário analisado. Tipificando peões e analisando papéis, Samuel encontrou a representação de valores como fraternidade, família, superação do preconceito e “ser um cowboy”.

Na arguição, Lívia Barroso elogiou o trabalho, parabenizando os quadros de análise e o uso do conceito de enquadramento. A professora destacou como Barretos, expoente das festas de peão e único lugar fora dos Estados Unidos onde acontece edição da PBR documentada na série, representa mais um rural simbólico do que o território do sertão. Ela também criticou Sidney Pimentel, referência bibliográfica do TCC, quando ele compara as ocupações dos territórios do Oeste dos Estados Unidos com o Brasil – uma comparação muito arriscada, de contextos muito diferentes. Lívia perguntou sobre os comentários na plataforma Netflix, que o graduando capturou antes de ficarem indisponíveis, e apresentou brevemente no TCC e na banca. Ao final, agradeceu pela oportunidade de discutir questões rurais relacionadas à comunicação, tema caro para suas pesquisas, e convidou Samuel para permanecer como um pesquisador relacionado ao Gris que trata dessas questões.

Samuel agradeceu à leitura e as sugestões da professora, justificando algumas escolhas pelos limites de tempo e tamanho da monografia. O co-orientador e a orientadora encerraram a banca comentando sobre como, a despeito de percalços, estavam satisfeitos com o trabalho realizado pelo orientando, que cumpriu o objetivo proposto e se inscreveu na trajetória do Grupo de Pesquisa, contribuindo com o olhar sobre um tema polêmico e provocador.

“Estranhando” o Doméstico

Enise de Castro Silva, orientada pela professora coordenadora do Gris, Paula Simões, defendeu a dissertação  “A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página ‘Eu, empregada doméstica’”. A defesa aconteceu na última quarta-feira, dia 26 de junho, na sala 3020 da Fafich. A banca foi composta pelas professoras Lígia Lana (PUC Rio) e Laura Guimarães Corrêa (PPGCOM-UFMG).

A pesquisadora iniciou a apresentação contextualizando seu trabalho de mestrado com números: o Brasil tem a maior proporção de emprego doméstico no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho, sendo 94,5% desta mão de obra composta por mulheres e 62% por pessoas negras, de acordo com dados do IBGE. A página pesquisada na dissertação, “Eu, empregada doméstica”, da militante Joyce Fernandes, obteve 20 mil curtidas já no primeiro dia de publicação. A página recebeu relatos de várias pessoas que vivem ou viveram a situação do trabalho doméstico.

Durante a apresentação, Enise Silva aprofundou alguns conceitos importantes na formulação de seu problema de pesquisa, como trabalho (incluindo a divisão sexual e o fator racial na definição do valor deste) e experiência (especialmente a partir do filósofo John Dewey). Na análise da página, os relatos foram divididos em seis grupos temáticos, dentre eles tanto as experiências de humilhação quanto as de violência vividas pelas domésticas.

Na arguição, a professora Lígia Lana elogiou a densidade do trabalho teórico, apontando como a dissertação foi buscar em outras áreas do conhecimento definições para suprir uma deficiência do campo da Comunicação: “somos uma área de conceito fraco”. Lígia também destacou como o trabalho doméstico escancara o encontro da desigualdade de gênero e raça no Brasil – o que tornou adequado o uso dos conceitos operadores de racismo e gênero. Outros aspectos elogiados foram o corpus de pesquisa bem delimitado e a força dos relatos: “falam de coisas duras, mas falam de forma eloquente”.

Laura Corrêa lembrou que o emprego doméstico é um tema tabu no Brasil, mesmo entre os progressistas: nos acostumamos com esse tipo de trabalho. A professora argumentou que, a despeito de se alegar que ele não gera lucro, patrão e patroa lucram quando desenvolvem outras atividades enquanto o serviço da casa é delegado a outros. No contexto contemporâneo, em que há precarização do trabalho, Laura relatou alguns casos do cotidiano que demonstram como o emprego doméstico é uma exacerbação das relações capitalistas – mas uma exacerbação que não é mal vista, inclusive por se dar no âmbito privado (e não no público). Ter uma empregada doméstica é menos desconfortável do que ter as compras carregadas na rua, por exemplo.

Laura também criticou o autor Jessé de Souza, referenciado na dissertação, que em alguns momentos soa preconceituoso com os pobres; e lembrou como a classe média brasileira muitas vezes se mostra preguiçosa, herança de um passado escravagista mais recente e duradouro que em outros países – como em um caso relatado na página, em que a patroa, com uma jarra em frente a ela, pede para ser servida pela empregada doméstica. Encerrando a banca, a professora Paula destacou como o tema toca o nosso cotidiano, e como é importante pensar sobre ele.

Pixando os muros do conhecimento

Ana Karina Carvalho de Oliveira defendeu a tese “‘Só assim você me escuta’: arranjos disposicionais dissensuais do aparecimento público de pixadores no contexto do combate ao pixo em Belo Horizonte”. A defesa da pesquisadora ligada ao Gris aconteceu no dia 18 de junho, terça-feira, no auditório Carangola (1º andar da Fafich). A banca foi composta pela professora Laura Guimarães Corrêa (PPGCOM UFMG) e pelos professores Marco Aurélio Máximo Prado (Fafich/UFMG), José Luiz Warren Jardim Gomes Braga (Unisinos) e Jean-Luc Pascal Mouriceau (Institut Mines-Telécom). O trabalho foi orientado pela professora Ângela Cristina Salgueiro Marques (PPGCOM UFMG).

Antes da banca, no período da manhã, o professor José Luiz Braga foi convidado pela coordenadora do PPGCOM UFMG, Ângela Marques, para uma conversa sobre dispositivos, com docentes e discentes da Comunicação. O pesquisador argumentou que há tendência de pensar o dispositivo enquanto código, mas que ele prefere observar o processo comunicativo no jogo do código e inferência, exemplificando: se no Grau 0 da comunicação falta código, no outro oposto, a pura matemática, falta inferência.

“Só assim você me escuta”

Ana Karina apresentou a origem do título de sua tese: o pixo do Viaduto Santa Tereza (foto), e a menção desse pixo por uma pixadora em uma fala pública. A pesquisadora defendeu que sua tese é sobre o método e que tem como principal contribuição o método. Nove eventos descritos na pesquisa, em que pixadores se manifestaram sobre a prática, se deram no mesmo período em que 17 pixadores foram presos na cidade, sendo que condenação por organização criminosa chegou a estabelecer oito anos de detenção.

Na arguição, Jean-Luc destacou como a voz da pesquisadora não se impôs sobre as demais: “essa tese é uma pixação no muro do conhecimento”, no modo tradicional de se fazer pesquisa. Braga destacou que o “trabalho da descoberta é o fundamental” numa pesquisa, e que a tese revelava um contexto máximo de polarização, em que a redução do outro a apenas uma dimensão elimina a comunicação. A professora Laura iniciou sua fala valorizando “uma escrita emocionante, que toca, que afeta”. Já o professor Marco Aurélio interviu a partir de uma leitura em forma de ensaio sobre a tese e o tema. Ao final, antes do comunicado da aprovação, Ângela Marques agradeceu, dando os créditos do trabalho à orientanda.

Defesas

Nos próximos dias, acontecem outras duas defesas de integrantes do Gris. Amanhã, dia 26/06, às 9h30, na sala 3020 da Fafich, Enise de Castro defende a dissertação “A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página ‘Eu, empregada doméstica’”, orientada pela professora Paula Guimarães Simões. 

Na quinta-feira, 27/06, às 14h, na sala do Gris (3047 da Fafich), Samuel Pereira apresenta o trabalho de conclusão de curso “Representação do rodeio e um rodeio de valores: Enquadramentos no documentário da Netflix ‘Fearless – 8 Segundos para a Glória’”, também orientado pela professora Paula, coordenadora do Gris.

Celebrando a crítica, criticando a celebridade

Maria Lúcia de Almeida Afonso, orientada pela professora fundadora do Gris, Vera França, defendeu a dissertação  “As mulheres que Andressa Urach pode ser: celebridade, valores e gênero no Brasil contemporâneo”. A defesa aconteceu no dia 31 de maio, última sexta-feira, no auditório Baesse (4º andar da Fafich). A banca foi composta pelas professoras Paula Simões (PPGCOM UFMG) e Lígia Lana (PUC Rio).

A dissertação “dedica-se a investigar quais são os valores acionados por Andressa Urach na cena pública, antes e depois de sua conversão religiosa, realizando um estudo comparativo entre estas duas fases distintas de sua trajetória pública.” Maria Lúcia observou a celebridade em programas de auditório, no reality show “A Fazenda 6, e no vídeo “Dúvidas sobre relação sexual”, o mais visto no canal do YouTube “Andressa Urach Oficial”.

A pesquisadora iniciou a apresentação comentando as manifestações da véspera, 30 de maio: “me entristece muito que tenhamos que gritar pelo óbvio, educação para todos”. Em seguida, justificou sua escolha por estudar Andressa Urach, ratificando como uma celebridade aparentemente menor pode revelar valores compartilhados socialmente. Fartamente acompanhado de imagens, seguiu-se um relato biográfico de Urach: o abandono parental, a maternidade solitária, o trabalho com prostituição, o concurso Miss Bumbum, a polêmica com o jogador Cristiano Ronaldo, a quase morte com a aplicação de hidrogel, a conversão religiosa, e o início na vida política. Na análise, o destaque foi para a mudança de uma valorização do corpo para a valorização da família patriarcal: ela muda de circuito, mas mantém-se em ampla medida enquanto objeto e submissa no espaço público. Maria Lúcia apresentou Urach como alguém típica de uma sociedade neoliberal individualista, sociedade ainda fortemente marcada pelo machismo. Andressa planejou e executou tanto sua saída da pobreza quanto o sucesso profissional, aceitando convenções sociais sobre o que se espera de ser mulher.

Na arguição da banca, a professora Lígia Lana contou do próprio interesse na figura de Andressa Urach, inclusive tendo escrito há alguns anos sobre a vice-Miss Bumbum. O que mais chama a atenção é a ambiguidade: “ela é ao mesmo tempo transgressora e relacionada ao status quo“.

A professora Paula Simões, coordenadora do Gris, ressaltou que, com a mudança de valores , veio a mudança de público da celebridade. “O que ela está oferecendo hoje? Ela é muito seguida por mulheres e está tendo essa adesão afetiva.”

As duas arguidoras elogiaram a apresentação e ressaltaram a importância de se olhar para as figuras populares, sem abrir mão de uma perspectiva crítica. A orientadora Vera França comentou o quanto Urach, mesmo encarnando valores muito conservadores, acaba inspirando compaixão devido aos sofrimentos pelo qual passou.

Esse boom é nosso

Na última quarta-feira, 29 de maio, Mayra Bernardes Medeiros de Carvalho defendeu a dissertação: “Esse boom é nosso? Discursos sobre transição capilar na publicidade de cosméticos”. A banca foi formada pelo professor Pablo Moreno (PUC Minas) e pelas professoras Ângela Marques e Vera França (PPGCOM UFMG). A dissertação foi orientada pela professora Laura Guimarães Corrêa.

Analisando ações de divulgação dos produtos Seda Boom em 2017, a pesquisa investigou “o processo de transição capilar enquanto questão político-identitária de mulheres negras e sua relação com a publicidade de cosméticos capilares”. Na defesa, Mayra observou como youtubers crespas e cacheadas que discursam pela autoaceitação são escolhidas embaixadoras da marca – mas aparecem sequer tendo falas nos comerciais da Seda veiculados no YouTube. A publicidade tende também a apagar a duração dos procedimentos e o sofrimento relacionado à transição capilar, bem como manter “valores e padrões estéticos regulatórios ainda rígidos para os corpos e cabelos dessas mulheres”.

Primeiro arguidor, Pablo Moreno destacou como o crescimento de pesquisas com a palavra-chave “mulheres negras”, apurado no levantamento bibliográfico da pesquisadora, está relacionado às políticas de ações afirmativas. “Quando a Universidade investe, os resultados chegam”. Pablo também destacou que a presença de pessoas negras estudando temas relacionados à negritude e ao consumo causam incômodo na academia, majoritariamente branca, e como essa presença é importante para a produção de conhecimento.

Ângela Marques, professora e coordenadora do PPGCOM UFMG, destacou a contribuição do grupo de pesquisa da discente e da orientadora para o Programa de Pós Graduação: “o Coragem tem um papel extremamente importante para essas questões [de gênero e raça”]. O Coragem, Grupo de Pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero, surgiu a partir da necessidade de consolidar o estudo interseccional das mídias e das práticas comunicativas, sobretudo nas áreas da publicidade, do audiovisual e também nos movimentos sociais. O grupo se reúne mensalmente na sala 3047 da Fafich, mesma sala do Gris.

Última arguidora, a professora titular do PPGCOM UFMG e fundadora do Gris, Vera França, destacou como no passado a racialidade na ciência foi estudada de um ponto de vista negativo e discriminatório, e como o mesmo tema tem sido abordado a partir de outra perspectiva, tornando-se uma arma política. Procurando responder à pergunta que intitula a dissertação, França propôs que, a despeito dos silenciamentos que a publicidade opera observados na dissertação, o “boom” é sim das mulheres negras – não só na publicidade, mas em todos os espaços conquistados com luta.

Visivelmente emocionada, Laura Guimarães Corrêa, orientadora da dissertação e líder do Coragem, agradeceu a parceria com a orientada e a presença do público – que lotou a sala 3020 da Fafich.

Pesquisadoras do Gris defendem dissertações nesta semana

Nesta semana, duas pesquisadoras do Gris defendem suas dissertações.

Mayra Bernardes Medeiros de Carvalho, há pouco bolsista de apoio técnico do Gris, sob orientação da professora Laura Guimarães Corrêa, apresenta: “Esse boom é nosso? Discursos sobre transição capilar na publicidade de cosméticos”.

A pesquisa investiga, em uma perspectiva comunicacional, “o processo de transição capilar enquanto questão político-identitária de mulheres negras e sua relação com a publicidade de cosméticos capilares”.

A banca é formada pelas professoras Vera França (PPGCOM UFMG), Ângela Marques (PPGCOM UFMG) e pelo professor Pablo Moreno (PUC Minas). A defesa acontece dia 29 de maio (quarta-feira), às 14h, na sala 3020 (3º andar da Fafich).

Após as paralisações em defesa da educação, Maria Lúcia de Almeida Afonso, orientada pela professora fundadora do Gris, Vera França, defende “As mulheres que Andressa Urach pode ser: celebridade, valores e gênero no Brasil contemporâneo”.

A dissertação investiga “quais são os valores acionados por Andressa Urach na cena pública, antes e depois de sua conversão religiosa, realizando um estudo comparativo entre estas duas fases distintas de sua trajetória pública.”

A banca é composta pelas professoras Paula Simões (PPGCOM UFMG), Lígia Lana (PUC Rio) e tem como suplente Rayza Sarmento (UFV). A defesa será dia 31 de maio (sexta-feira), às 9h30, no auditório Baesse (4º andar da Fafich), .

Gris realiza II Encontro da Rede Interinstitucional de Acontecimentos e Figuras Públicas

O Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS) realiza, nos próximos dias 2 e 3 de maio, o II Encontro da Rede Interinstitucional de Acontecimentos e Figuras Públicas.

O evento, que ocorrerá no Auditório Carangola (1º andar da FAFICH), discutirá os avanços nos estudos propostos pelos membros da Rede no primeiro encontro, cujo foco foi a articulação entre os conceitos de acontecimento e figura pública.

Em sua segunda edição, o encontro contará com pesquisadores de 10 instituições de ensino, e sua realização faz parte das comemorações do aniversário de 25 anos do GRIS, fundado em 1994.

Confira abaixo nossa programação:

> Quinta-feira, 2 de maio de 2019 | AudItório Carangola (1º andar da FAFICH)

9h15: Abertura

9h30: Mesa 1 – Celebridades criadas/constituídas
Mediadora: Fabíola Souza (UFMG)
“Personagens personalidades: heróis que revelam (e vilões que desvelam) valores e anseios na contemporaneidade” | Renné França (IFG)

“Os escândalos políticos como propulsores da fama: a construção da notoriedade de Sérgio Moro em narrativas da Lava Jato” | Terezinha Silva (UFSC)

“Triunfo – a construção da trajetória de sucesso de Emicida” | Denise Figueiredo (UFOP)

14h: Mesa 2 – Ruralidades
Mediadora: Fernanda Medeiros (UFMG)

“Tradição e modernidade: a representação do vaqueiro na mídia” | Lívia Barroso (Unifesspa)

“Personagens da localidade e possibilidades de lógicas interativas entre os circuitos da vida e das mídias” | Ricardo Duarte (UFV)

“Mundo Rural e o “cultivo” do agropolítico no Brasil: a “semente” de Mato Grosso l” | Pedro Pinto de Oliveira (UFMT)

16h: Intervalo / Café

16h30: Mesa 3 – Interfaces das Celebridades
Mediador: Lucas Afonso Sepulveda (UFMG)

“O Meia Hora e a Presença de Anitta” | Rodrigo Portari (UEMG)

“Celebridades colecionáveis: lógicas de arquivo na confecção e atualização jornalisticas de uma biografia” | Frederico Tavares (UFOP)

> Sexta-feira, 3 de maio
9h30: Mesa 4 – Abordagens conceituais: como tratar as celebridades
Mediadora: Lígia Lana (PUC-Rio)

“A abordagem intertextual no estudo de celebridades: aspectos teórico-metodológicos” | Márcio Serelle (PUC Minas)

“Perfis, atuação e formas de inserção dos famosos” | Paula Simões e Vera França (UFMG)

14h: Mesa 5 – Gênero e visibilidade
Mediadora: Raquel Dornelas (UERJ)

“As youtubers mirins e as subjetividades infantis contemporâneas | Renata Tomaz” (UFF)

“Feministas e famosas: o debate político sobre o sujeito do feminismo a partir de personalidades públicas brasileiras” | Rayza Sarmento (UFV)

“Corpos visíveis e ativismo: o status quo de figuras públicas na pauta do corpo feminino em Marie Claire” | Michele Tavares (UFOP)

16h: Intervalo / Café

16h30: Reunião de Avaliação entre os membros da Rede

Nova vaga para Bolsista de Iniciação Científica no GrisLab

Temos uma vaga para Bolsista de Iniciação Científica no GrisLab para atuar no projeto “Laboratório de Análise de Acontecimentos – Fase II”.

O Laboratório de Análise de Acontecimentos (GrisLab) é uma atividade de pesquisa e extensão que tem o propósito de acompanhar, analisar e debater acontecimentos e figuras públicas da atualidade a partir da repercussão que alcançam em diversos dispositivos midiáticos, dos veículos de imprensa às redes sociais. O bolsista será responsável pela produção de pautas e análises para o GrisLab e de textos para o Radar de Celebridades.

Vagas: 1 (uma)
Agência de Fomento: CNPq – Edital Universal
Carga Horária: 20 horas semanais
Valor: R$ 400,00 (bolsa não-acumulável)
Orientadora: Vera França
Vigência: mínimo de 6 meses.

PROCESSO SELETIVO
Inscrição: Carta de Intenções com justificativa do interesse pelo projeto e Histórico Acadêmico devem ser enviados para grisufmg@gmail.com até as 18h do dia 13 de fevereiro de 2019. A seleção acontecerá entre os dias 14 e 15 de fevereiro, e os candidatos serão comunicados do horário e local por e-mail.

Pré-requisitos: São elegíveis alunos de graduação em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas ou Jornalismo da UFMG que estejam, pelo menos, no terceiro período do curso (a partir de março de 2019). Em caso de dúvidas, favor contatar: grisufmg@gmail.com

Gris realiza  I Encontro da Rede Interinstitucional de Acontecimentos e Figuras Públicas.

O Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS) da UFMG reúne pesquisadoras e pesquisadores de todo país para o I Encontro da Rede Interinstitucional de Acontecimentos e Figuras Públicas.  O encontro dará início a parceria institucionalizada e discutirá propostas de estudos que articulam os dois conceitos que nomeiam a rede:  acontecimentos e figuras públicas/celebridades.
O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira, 10 de dezembro de 2018, no prédio do Centro de Atividades Didáticas de Ciências Humanas (CAD 2), na sala C207. 

A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia. Será enviado certificação para ouvintes que participarem de, pelo menos, três das cinco mesas.

 

Confira abaixo nossa programação:

I ENCONTRO DA REDE INTERINSTITUCIONAL DE ACONTECIMENTOS E FIGURAS PÚBLICAS

10h: Abordagens conceituais: como tratar as celebridades?

Mediadora: Fernanda Medeiros (UFMG)

“A abordagem intertextual no estudo de celebridades: aspectos teórico-metodológicos” | Márcio Serelle (PUC Minas)

“Perfis, atuação e formas de inserção dos famosos” | Paula Simões e Vera França (UFMG)

11h: Interfaces das celebridades

Mediadora: Fabíola Souza (UFMG)

“Notícia de primeira página: figuras públicas no jornalismo popular” | Rodrigo Portari (UEMG)

“Figuras públicas, sofrimento e saúde mental” | Henrique Mazetti (UFV)

“Celebridades na capa de revista” | Frederico Tavares (UFOP)

13h30: Gênero e visibilidade

Mediadora: Maria Lúcia Almeida (UFMG)

“Feministas e famosas: o debate político sobre o sujeito do feminismo a partir de personalidades públicas brasileiras” | Rayza Sarmento (UFV)

“Celebridades femininas, questões de gênero e cultura brasileira” | Lígia Lana (PUC-RJ)

14h30: Celebridades criadas / constituídas

Mediadora: Maíra Campos (UFMG)

“Personagem célebre: Capitão Nascimento e a fantasia de um herói brasileiro” | Renné França (IFG)

“Triunfo – a construção da trajetória de sucesso de Emicida” | Denise Figueiredo (UFOP)

“Os escândalos políticos como propulsores da fama” | Terezinha Silva (UFSC)

15h30: Ruralidades

Mediador: Lucas Afonso Sepulveda (UFMG)

“Tradição e modernidade: a construção de representações do vaqueiro na mídia” | Lívia Barroso (Unifesspa)

“Das afetações às objetividades nos processos semióticos em comunicação: o caso das figuras públicas e dos temas rurais” | Ricardo Duarte (UFV)

“O ‘cultivo’ do agropolítico no Brasil” | Pedro Pinto de Oliveira (UFMT)