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Comunicação Social UFMG: meio século de conquistas

O interesse para se criar um curso de Jornalismo na capital mineira remonta de meados do século XX, mais precisamente no ano de 1957. Nessa oportunidade a proposta para a criação do curso teve um parecer desfavorável da Faculdade de Filosofia da UMG. As justificativas? A de que o nível da imprensa mineira era demasiado baixo e a difundida percepção de que o jornalismo era um dom e não um processo de aprendizagem que poderia ser replicado.

Aproximadamente três anos mais tarde o jornal O Diário, da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte, tomou a iniciativa de organizar um curso sobre a prática de jornalismo. Ele teria duração de três meses e foi ministrado na Faculdade de Filosofia da UMG e rapidamente as 30 vagas ofertadas foram preenchidas.

A alta demanda por este curso motivou a UMG a reavivar as discussões sobre a abertura de um curso regular na universidade. Em 1960 o então diretor da Faculdade de Filosofia, Arthur Versiani Velloso, conseguiu reunir argumentos suficientes para tentar ressuscitar o projeto e desta vez o parecer da Congregação da Faculdade foi favorável a criação do curso de Jornalismo que posteriormente se tornou o curso de Comunicação Social da UFMG.

A participação do Sindicato da categoria foi desde esse momento uma possibilidade levantada para a formação do novo curso. E assim foram indicados os jornalistas José Mendonça, Anis José Leão e Adival Coelho de Araújo para representarem o meio profissional na comissão de constituição do curso. Segundo Anis Leão, a intenção era analisar as experiências de Faculdades nacionais e internacionais de sucesso e assim montar um percurso curricular que, sem descuidar do humanismo, pusesse ênfase na parte de redação, de técnica de jornal.

No final de 1961 foi aprovada a criação do curso, que iniciou as suas atividades em março do ano seguinte. Na seleção dos professores para o novo curso, foram aproveitados docentes da própria Faculdade de Filosofia – para a área de fundamentação geral -, enquanto os da área técnica foram recrutados no mercado de trabalho, a partir de indicações do Sindicato dos Jornalistas. Os três primeiros anos do curso receberam alunos para uma formação que duraria três anos. As turmas que ingressaram a partir de 1965 tiveram seu percurso aumentado em mais um ano.


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