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Ciclo de Debates

O Ciclo de Debates do Nuh é um evento mensal que apresenta um tema relacionado ao campo de estudos de gênero e diversidade sexual através de convidadxs e ou proponentxs. O objetivo principal é poder socializar polêmicas, dilemas e apresentações de pesquisas para a sociedade em geral. Caracteriza-se como projeto de extensão que visa expor ideias, facilitar o debate sobre temáticas efervescente na sociedade brasileira e permitir a aproximação da sociedade ao conhecer os principais temas sobre gêneros e sexualidades.

O Ciclo de Debates é totalmente gratuito e de livre participação.

Para aqueles e aquelas que se interessam em propor algum tema para exposição na agenda do Ciclo de Debates do NUH, favor apresentar uma proposta através do formulário no email: nuh@fafich.ufmg.br com os seguintes itens:

a) tema a ser apresentado

b) Resumo da proposta contendo introdução, objetivos e considerações teórico-

metodológicas

c) biografia do/a apresentador/a

d) precisa data show? Sim/não

e) preferencia do mês

Debate #1:

23 de Agosto de 2013
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH)
Sala 4020 – 4º andar
Tema: “Sexualidade e Gênero – Impactos na Ciência e na Política”

Apresentação: Professor Marco Aurélio Máximo Prado (Psicologia-UFMG)

Os movimentos sociais, especificamente os movimentos feministas e LGBT, criam um importante impacto na produção do conhecimento científico como também no fazer político contemporâneo.

As ciências sob o impacto do debate de gênero e sexualidades paulatinamente têm produzido posições contra-hegemônicas, uma vez que boa parte de sua história se difundiu como um dispositivo de controle das sexualidades e de manutenção das hierarquias de gênero.

O que se pretendeu nesse primeiro dia do Ciclo de Debate foi retomar essa história, evidenciando as polêmicas contemporâneas para a ciência e para o fazer político a partir da interpelação às hierarquias de gênero e ao monopólio da heteronormatividade.

Debate #2:

25 de outubro de 2013
Tema: O Desejo do/a Pesquisador/a em Campo: Etnografia, Subjetividade Erótica e seu valor Analítico.
Local: Sala 2005 / Espaço Conexões – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG

Apresentação: Leonel Cardoso, (Doutorando PPGPsi/UFMG – Integrante do Nuh/UFMG – Professor FAP/Divinópolis)

Debate #3:

8 de novembro de 2013
Tema: Repressão ao segmento LGBT em Belo Horizonte – 1963-1969
Local: Auditório Bicalho
FAFICH
UFMG, Campus Pampulha

Apresentação: Luiz Morando (professor visitante na FALE/UFMG e pesquisador sobre a memória do segmento LGBT de BH)

Foi proposto um debate a partir do relato de casos de repressão social/policial ao segmento LGBT na capital mineira extraídos de jornais do período entre 1963 a 1969 e discutidas formas de ação contra esse segmento e os argumentos utilizados para desencadear tais ações.

Debate #4:

14 de novembro de 2014
Local: Café 104 , Praça Ruy Barbosa, 104, Centro. BH

Tema: DIREITOS NEGADOS – VIOLÊNCIAS NO COTIDIANO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS

O Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Universidade Federal de Minas Gerais (Nuh-UFMG), através de suas ações de extensão e pesquisa identificaram que são heterogêneas e implacáveis as violências contra Travestis e Transexuais e de combate a violência são elementos cotidianos na experiência de travestis e transexuais Masculinos e Femininos. Agressões advindas de instituições como as famílias, as escolas, o trabalho, as polícias, bem como a falta de políticas de promoção de direitos e de combate a violência são elementos cotidianos na experiência de travestis e transexuais. Além disso, sabe-se que dentre a população geral, o segmento LGBT é uma das parcelas que mais tem sofrido atentados de morte.

Considerando esta realidade investigada e o aumento das denúncias de violações da população LGBT em Minas Gerais apontada pelo último relatório da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, o Nuh- UFMG realizou um dia de debates e artes com ativistas, especialistas e pesquisadores visando dar uma maior visibilidade destas questões e articular formas políticas de enfrentamento à violência.

O evento se propôs a abordar discussões sobre as experiências de travestis e transexuais, focando nas situações de violência e abordando temáticas como políticas públicas, saúde, patologização das identidades trans e direitos humanos. Foram realizadas duas mesas-redondas que tiveram a participação de especialistas representando diferentes órgãos do Governo, de ativistas dos Movimentos Sociais e de pesquisadores das Universidades.

O evento também teve como objetivo aprofundar a articulação entre as organizações da sociedade civil, fomentar o protagonismo social da população de travestis e transexuais frente aos órgãos governamentais e produzir pautas e documentos que refinem estratégias e elaboração de ações específicas nos âmbitos de promoção dos diretos, de acesso às políticas públicas e de combate à violência.

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Mesa 1: O campo das patologizações das transexualidades: negação dos direitos e luta política. Coordenador: Paulo Rizek

– André Lucas

Fisioterapeuta e mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UFRN.

– Carla Silva

Professora da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro e do Sistema SESI/

FIRJAN

– Paula Sandrine Machado

Professora Doutora em Antropologia Social pela UFRGS. Professora e Pesquisadora do Nupsex/UFRGS – Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero

– Marco Aurélio Maximo Prado

Professor Doutor em Psicologia (PUCSP) e Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Universidade Federal de Minas Gerais (Nuh-UFMG)

Mesa 2: Corpo como campo de batalha: violências, direitos e políticas.

Coordenação: Vincent Masaki

– Indianara Siqueira

Representante da RedTRans Brasil na região sudeste e Presidente do Grupo TransRevolução do Rio De Janeiro

– Anyky Lima

Presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos Trans-MG) e representante da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra)

– Rafaela Vasconcelos

Mestranda em Psicologia da UFMG e Pesquisadora do NUH/UFMG

– Ellen Márcia Lopes Santos de Carvalho

Psicóloga, Investigadora de Polícia, Especialista em Direitos Humanos e Segurança Publica, Coordenadora do Núcleo de Atendimento e Cidadania à população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Polícia Civil de Minas Gerais – NAC-LGBT

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Encerramento com o Espetáculo Noy Soy un maricón (Cia. Toda Deseo)

Debate #5:

Tema: Transexualidade masculina em Minas Gerais: questões de saúde e de direitos

06 de dezembro de 2014

Apresentacão: Erica Souza

(Professora do Depto. de Antropologia e Arqueologia da FAFICH,  pesquisadora do NUH e coordenadora do projeto“Transexualidades/Transgenereidades e Saúde Pública no Brasil: entre a invisibilidade e a demanda por políticas públicas para homens trans”)

Local: Auditório Bicalho
FAFICH
UFMG, Campus Pampulha

Nos campos do direito, saúde, educação, trabalho, assistência social, segurança e direitos humanos iniciativas para a população trans ainda se encontram geminais no Brasil. No caso especificamente de homens trans, iniciativas nesses setores são ainda menos difundidas.

Ainda que no Brasil e especialmente em Minas Gerais não haja um levantamento aprofundado sobre a população trans masculina, uma série de preocupações se faz presente concernente a essa população, principalmente relacionadas às consequências da violência de gênero, com orientação sexual e identidade de gênero e o acesso limitado ao Sistema de Saúde.

Nesse sentido, entendemos que a patologização da transexualidade não garante direitos legítimos, enquanto a hormonização e o acesso às cirurgias devem se apresentar como escolhas conscientes e deliberadas dos sujeitos, numa perspectiva autônoma, descolada da necessidade de laudos médicos e/ou psiquiátricos que rotulem esses sujeitos como doentes para que tenham acesso a esses recursos, ou seja, direitos garantidos pelo Estado e com acesso indiscriminado à saúde.